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STF derruba lei eleitoral que proibia sátiras de políticos

Atores e humoristas como João Vicente de Castro e Fábio Porchat comemoram a decisão definitiva

Por Redação VEJA RIO - 22 jun 2018, 14h24

Nesta quinta (21), o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou por unanimidade, em definitivo, trechos da lei eleitoral que restringiam a liberdade de expressão e de imprensa durante o período de campanhas. A regra, que proibia sátiras humorísticas e piadas sobre políticos, foi considerada inconstitucional pelos ministros da Corte em Brasília. “Não acredito que o humor possa tudo, a grosseria que machuca deve ser evitada. O que não pode é existir uma lei que limite o direito de um comediante de trabalhar”, disse o ator João Vicente de Castro, sócio do canal humorístico Porta dos Fundos, no YouTube, em entrevista ao jornal O Globo. “Talvez uma das piores cóleras da sociedade seja a censura. Sob censura não se cria nada, a cultura murcha”, completou.

O humorista Fábio Porchat e os roteiristas Bruno Mazzeo e Marcius Melhem, que estiveram no Supremo, no início do mês, para debater a lei eleitoral e a importância da liberdade de expressão, também estão aliviados.

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