5 obras para ver em Revolta em Preto e Branco
Mostra revisita o Salão Nacional de Arte Moderna, realizado em 1954 com transformações no segmento
1 Em Natureza Morta (1954), Iberê Camargo (1914-1994) tensiona luz e sombra a partir de pinceladas vigorosas. Ele foi um dos articuladores que mobilizou a classe contra as restrições à importação de materiais artísticos.
2 A desigualdade social é tema da pintura Os Despejados (1934), de Candido Portinari (1903-1962), que retrata um grupo de pessoas em condições precárias, com corpos e expressões marcados pela fragilidade humana.
3 O cotidiano e o trabalho popular, presentes na produção de Djanira da Motta e Silva (1914-1979), norteiam o carvão sobre papel Tecendo Rede (s/d). A artista foi a primeira mulher a integrar o júri do evento e esteve por trás dos protestos.
4 Maior paisagista brasileiro, Roberto Burle Marx (1909-1994) também se dedicou à pintura, gravura e aos desenhos. A litogravura José Piquet Carneiro (1979) revela uma composição de linhas, estruturas geométricas e contrastes.
5 Com traços finos e marcantes, o pintor, gravador e desenhista Hector Julio Bernabó (1911-1997), conhecido como Carybé, apresenta o cotidiano das feiras populares de Salvador no nanquim Figuras no Mercado da Bahia (1956).
Pinakotheke Cultural. Rua São Clemente, 300, Botafogo. Seg. a sex., 10h/19h. Sáb., 10h/16h. Até 21 de novembro.






