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Psicoterapeuta renomada fala sobre compulsão alimentar no Brasil

"Somos treinados para alimentar as nossas emoções desde cedo", explica a doutora Rachel Handley, brasileira radicada há anos nos EUA

Por Fernanda Thedim - 2 mar 2018, 11h30

Brasileira radicada há muitos anos nos Estados Unidos, a doutora Rachel Handley veio ao Rio para comandar a Semana da Consciência Alimentar, no Rituaali Clínica & Spa, em Penedo. Psicoterapeuta formada pela Universidade de Nevada, nos EUA, com especialização em compulsão alimentar, ela conversou com a coluna.

Por que a compulsão se tornou o transtorno alimentar mais comum no Brasil?

Porque somos treinados para alimentar as nossas emoções desde cedo. Temos de nos conscientizar de que devemos comer para viver, e não viver para comer. O nosso corpo não foi feito para receber comida o dia todo.

Qual a diferença entre exagerar em um dia ou outro na comida e ter, de fato, esse distúrbio?

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A diferença é que todo mundo passa por isso vez ou outra, enquanto a compulsão se caracteriza pelo vício. Se a pessoa está entediada, come; se está alegre, come; se está ansiosa, come também. Ou seja, não consegue parar, não consegue dizer não.

Quais são os principais sintomas do vício?

Esse é um ponto sutil, mas diria que a repetição desse comportamento faz com que ele se torne um hábito, que depois vira um vício, e aí acaba ficando difícil eliminá-lo.

O que pode desencadear esse transtorno?

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As causas podem ser diversas, mas, certamente, quem passou por muitas privações, como muitas dietas, tem maior risco de desenvolver a compulsão alimentar.

Quais são os primeiros passos para se libertar do vício na comida?

A pessoa precisa trabalhar a mente em primeiro lugar e entender que o nosso pensamento é o grande responsável
pelo nosso comportamento.

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