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Peça de Alexandre Nero retoma sessões no Shopping da Gávea

Novela envolvendo dois teatros do espaço na Zona Sul apresenta nova reviravolta

Por Renata Magalhães Atualizado em 25 mar 2017, 13h17 - Publicado em 23 mar 2017, 16h08

Depois de anunciar a suspensão da temporada, a produção de O Grande Sucesso decidiu retomar as apresentações na próxima sexta (23). O motivo foi um agravo obtido judicialmente por José Hernani Campelo, dono do Teatro Clara Nunes, onde a peça protagonizada por Alexandre Nero está em cartaz. A decisão garante que a produção vizinha – o espetáculo Renato Russo, o Musical – utilize apenas a aparelhagem sonora disponibilizada pelo Teatro das Artes. Desde a estreia, no último dia 10, as duas produções vêm sofrendo com o problema acústico já que as sessões acontecem simultaneamente nas salas do Shopping da Gávea. “Como houve este agravo, não podemos rescindir nosso contrato. Faremos a apresentação normalmente, esperando que com esta mudança na aparelhagem sonora do musical, o problema seja resolvido. Do contrário, ainda não sabemos qual decisão será tomada, mas temos algumas possibilidades”, afirma Andrea Francez, advogada da produção de O Grande Sucesso.

Parece, no entanto, que não será desta vez que o imbróglio será resolvido. Em entrevista concedida no último domingo (19) para a VEJA RIO, o ator Bruce Gomlevsky, que dá vida ao líder da banda Legião Urbana, disse já ter realizado testes e, mesmo com a aparelhagem de amplificação desligada, havia vazamento de som. “Ainda que fosse um show de Bossa Nova, a outra produção seria prejudicada”, afirmou o ator na ocasião. Procurado nesta quinta (23), ele disse que sua equipe está trabalhando desde cedo para se adequar à liminar judicial, mas que sua apresentação será prejudicada. “Não é a maneira ideal para se apresentar. O Teatro das Artes sabia exatamente a peça que estava contratando, afinal, estamos há 11 anos em cartaz. Minha preocupação com a qualidade é para que o público não seja prejudicado”, explica. Gomlevsky ainda reclama sobre a maneira como está sendo tratado pela administração do teatro: “Ninguém sequer me chamou para conversar. Será que, se fosse ao contrário, tratariam o Alexandre Nero dessa forma?”, questiona o ator.

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