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Parque lage terá madrugada cinematográfica

Das 19h de sexta (29) às 8h de sábado (30), a Virada 68/13 exibe curtas e longas metragens

Por Gustavo Côrtes - 26 jun 2018, 15h39

Na virada da sexta (29) para o sábado (30), a partir das 19h, o Parque Lage receberá a Virada 68/13, uma programação de filmes com debate que se estenderá por toda a noite e se encerrará com café da manhã no dia seguinte. O evento faz referência ao aniversário de 50 anos das revoltas estudantis e operárias de 1968 e ao aniversário de cinco anos das mobilizações de junho de 2013, possivelmente as maiores da história do país.

Para isso, a programação reúne curtas e longas de ambos os períodos, com foco no ano em questão, escolhidos pela qualidade cinematográfica, relevância como documentos e raridade, bem como por oferecerem um panorama da pluralidade, do alcance global e dos diferentes desdobramentos destes momentos históricos.

Assim, os filmes vão desde o francês Grands Soirs et Petits Matins (William Klein, 1978), filmado nas ocupações estudantis que tomaram o Quartier Latin em maio de 1968, ao brasileiro Vida Provisória (Mauricio Gomes Leite, 1968), que esteve muitos anos esquecido –– passando pelo cubano Memórias do Subdesenvolvimento (Tomás Gutiérrez Alea, 1968), retrato altamente autorreflexivo do processo revolucionário na ilha, o norte-americano Vanishing Point (Richard Sarafian, 1971), que mostra o avesso niilista da contracultura, e o documentário Panteras Negras (Agnès Varda, 1968).

Representando 2013, A Cidade É Uma Só? (Adirley Queirós, 2013) encerra a virada deixando no ar a pergunta sobre quanto das causas dos protestos daquele ano ainda estão presentes, e que destino pode ser dado à memória e experiência deles.

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Estas serão questões abordadas também no debate com o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, a crítica de cinema Andrea Ormond, a pesquisadora e ativista Alana Moraes e o filósofo Rodrigo Nunes, na sexta às 21h. Em pauta, as semelhanças e diferenças entre 1968 e 2013, suas diversas dimensões, seus saldos e lições, sua representação audiovisual, e aquilo que eles ainda podem significar para o futuro da política no Brasil e no mundo.

A ideia de concentrar toda a programação em 13 horas contínuas, varando a noite, remete tanto às ocupações de fábricas, universidade e prédios públicos ocorridas em 1968 e em 2013, quanto à intensa e politizada cultura cineclubística dos anos 60.

Virada 68/13. Parque Lage. Rua Jardim Botânico, 414. De sexta (29), às 19h a sábado (30), ás 8h. Entrada franca. O evento tem curadoria de Luisa Marques, Fabian Cantieri e Rodrigo Nunes.

 

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Programação:

  • 19h – Exibição dos filmes:
  • Actua I, de Philippe Garrel (1968, França, 6 min.)
  • Grands Soirs et Petits Matins, de William Klein (1978, França, 97 min.)
  • La Reprise du Travail aux Usines Wonder, de Jacques Willemont (1968, França, 10 min.)

21h – Debate

Com Andrea Ormond, Eduardo Viveiros de Castro, Alana Moraes e Rodrigo Nunes (mediador)

23h em diante – Exibição dos filmes (haverá intervalos):

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  • Memórias do Subdesenvolvimento, Tomás Gutiérrez Alea (1968, Cuba, 104 min.)
  • Black Panthers, de Agnès Varda (1968, França/EUA, 31 min.)
  • Vanishing Point, Richard C. Sarafian (1971, EUA, 99 min.)
  • Blablablá, de Andrea Tonacci (1968, Brasil, 33 min.)
  • A Vida Provisória, Maurício Gomes Leite (1968, Brasil, 88 min.)
  • A Cidade é uma Só?, Adirley Queirós (2011, Brasil, 79 min.)

7h – Café da manhã

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