A matéria como linguagem: exposições reiventam a utilização de objetos na arte
Três mostras em que peças passam a fazer parte das obras para além do suporte
1. A natureza deixa de ser cenário e assume o protagonismo em Refloresta, do carioca Marcelo Lamarca, radicado em Cascais, Portugal. Cerca de quinze telas inéditas retratam paisagens sob uma atmosfera de mistério, em composições que sugerem movimento. À tinta acrílica, o artista acrescenta gaze, folha de ouro e elementos orgânicos, como areia, madeira e folhas secas, criando camadas que exploram permanência, fragilidade e renovação. Femaluma. Rua Alberto Ribeiro, 4, Horto. Ter. a sex., 11h/18h. Sáb., 12h/15h. Grátis. Até 11 de dezembro.
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2. Resultado de uma pesquisa que ouviu quarenta mulheres, Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha — Jequitinhonha, MG apresenta itens de cama e mesa, decoração e vestuário produzidos por artesãs. Tecidos de algodão feitos manualmente recebem bordados, crochê e acabamentos ponto a ponto, como na criação de Thaís Aguilar de Abreu (foto). Um panorama revela ainda como a tradição atravessou as transformações socioeconômicas e ambientais da região. Museu de Folclore Edison Carneiro. Rua do Catete, 179. Ter. a sex., 10h/18h. Sáb. e dom., 11h/17h. Grátis. Até 29 de novembro.
3. O mexicano Jose Dávila concebeu oito esculturas especialmente para a sua exposição de estreia no Rio e trouxe uma pintura inédita no Brasil. Em Natural Forms, mármore, concreto, metal, vidro, madeira e bronze são apoiados ou equilibrados com intervenções mínimas — processo batizado por ele como “simples ato de posicionar”: colocar peças em diálogo e observar o que o encontro causa. Durante o desenvolvimento, Dávila reproduziu em escala real, no ateliê em Guadalajara, o espaço da galeria Nara Roesler. Rua Redentor, 241, Ipanema. Seg. a sex., 10h/18h. Sáb., 11h/15h. Grátis. Até 8 de novembro.







