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Grátis: nova exposição no CCBB homenageia ícone da Art Nouveau

Mostra conta com cem obras do tcheco Alphonse Mucha, entre cartazes, propagandas e pinturas do final século XIX ao início do século XX

Por Marcela Capobianco Atualizado em 2 dez 2020, 19h10 - Publicado em 16 nov 2020, 15h16

O Centro Cultural Banco do Brasil, que retomou as atividades em setembro, inaugura, nesta quarta (18), a primeira exposição em tempos de pandemia.

A mostra Mucha: o legado da Art Nouveau homenageia o ícone máximo do movimento artístico que surgiu na Europa no fim do século XIX, em resposta à arte acadêmica que estava em voga à época, o tcheco Alphonse Mucha.

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A exposição, com curadoria de Tomoko Sato e Ania Rodriguez, reúne cem obras cedidas pela Fundação Mucha, em Praga, e foi dividida em quatro seções, de acordo com temas e momentos da carreira do artista.

O primeiro ambiente, Mulheres: Ícones & Musas, traz o ponto alto da trajetória de Mucha, com cartazes dos inesquecíveis espetáculos da atriz Sarah Bernhardt, anúncios de marcas de cerveja, cigarros, lança-perfumes e artigos como caixas de biscoito e embalagens de perfume fazem parte dessa seção.

Sarah Bernhardt: atriz francesa foi retratada por Mucha
Sarah Bernhardt: atriz francesa foi retratada por Mucha Fundação Alphonse Mucha/Divulgação

“Mucha deixou um legado marcado por seu estilo, que se caracteriza pela imagem de belas mulheres em poses elegantes, dispostas em composições harmoniosas com flores e outros motivos decorativos que remetem à natureza”, explica Tomoko Sato. “Esses recursos se tornaram elementos-chave do estilo Art Nouveau, reaparecendo na década de 1960 e inspirando novas gerações de artistas em todo o mundo, de designers gráficos ‘psicodélicos’ dos anos 60 a artistas japoneses de mangá da década de 1970 em diante”,
completa.

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Nos ambientes O Estilo Mucha – Uma Linguagem Visual e Beleza – O Poder da Inspiração são reveladas facetas até então ocultas sobre o artista, que cultivava o desejo da libertação do povo eslavo. Assim, em diversos desenhos é possível observar elementos dessa cultura. Figurinos e artigos decorativos do folclore eslavo, formas geométricas, curvas, adereços e certa ausência de profundidade que remetem à arte bizantina estão presentes nessas peças.

As gravuras dessa época são também um ensaio daquilo que geraria a obra-prima de Mucha: a Epopeia Eslava. A série de 20 quadros, em grandes dimensões, produzida ao longo de quase duas décadas, representa o desejo de divulgar seu povo e cultura.

Alphonse Mucha: cartazes publicitários produzidos no fim do século XIX marcaram época
Alphonse Mucha: cartazes publicitários produzidos no fim do século XIX marcaram época Fundação Alphonse Mucha/Divulgação

A última seção, O Legado do Estilo Mucha, reúne peças de artistas que se inspiraram no trabalho deste ícone da Art Nouveau. Por um lado, jovens artistas gráficos de Londres e São Francisco utilizaram o traço característico de Mucha, para refletir a cultura emergente do rock psicodélico em cartazes. Por outro lado, na Ásia, a cultura do mangá também revela uma apropriação do estilo Mucha.

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Do Japão, destaque para Nanase Ohkawa, Mokona, Tsubaki Nekoi e Satsuki Igarashi, fundadoras do grupo Clamp e autoras de títulos conhecidos mundialmente, como Cardcaptor Sakura e as Guerreiras Mágicas de  Rayearth.

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Por conta da pandemia e das regras sanitárias, o acesso à exposição é limitado e exige agendamento prévio pelo site Eventim. A entrada é gratuita.

Alphonse Mucha: O Legado da Art Nouveau. CCBB. Rua Primeiro de Março, 66, Centro. Abertura: 18 de novembro. Todos os dias, exceto terças, 9h/17h. Grátis. Até 28 de fevereiro

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