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Dez programas imperdíveis neste fim de semana

VEJA RIO selecionou dez atrações para deixar seu fim de semana mais animado. Destaque para show da dupla Anavitória

Por Redação VEJA RIO - 16 fev 2018, 18h54

Leo Jaime lembra sucessos e histórias no palco

O cantor Leo Jaime: sucessos passados a limpo (RICARDO MATSUKAWA/Veja.com)

Sempre irreverente, Leo Jaime passa a limpo sua trajetória no show Leo “Guanabara” Jaime, alcunha pela qual era conhecido no início da carreira, no Rio, nos anos 80. Daquela época, entram no roteiro canções que estouraram nas rádios e em novelas, como Rock Estrela, Sônia, Fórmula do Amor e Nada Mudou. Entre curiosidades de bastidores e histórias de outrora, o cantor ainda celebra amigos e ídolos que tiveram influência em sua música, de Rolling Stones e The Cure a Raimundos, Legião Urbana e Marina. Blue Note Rio. Avenida Borges de Medeiros, 1424, Lagoa. Sábado (17), 20h e 22h30. R$ 130,00 (lounge) e R$ 190,00 (premium lounge).

Depois do Carnaval, segue o baile no Circo Voador

A dupla Anavitória: versões para hits carnavalescos (Victor Affaro/Veja.com)

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O Tradicional Baile de Carnaval de Anavitória. Fenômeno pop com melodias açucaradas como Trevo (Tu), o duo do Tocantins testa ao vivo o novo EP Anavitória Canta para Foliões de Bloco, Foliões de Avenida e Não Foliões Também, com versões light para Baianidade Nagô, Me Abraça e Vem Meu Amor, clássicos do Carnaval baiano, além de uma inédita. Sábado (17), a partir das 20h. R$ 80,00 (2º lote).

Dois encontros musicais na Casa da Bossa

Fátima Guedes: dobradinha com Jean Charnaux (Nelson Farias/Divulgação)

Dentro da programação da Casa da Bossa, projeto dedicado à sessentona bossa nova que ocupa a Sala Baden Powell, a cantora e compositora Fátima Guedes divide com o violonista Jean Char­naux o show Coisas Eternas, na sexta (16). Eles defendem canções conhecidas do repertório de ambos, além de composições de Edu Lobo, Gil, Lenine e Chico Buarque. No dia seguinte, outra dobradinha: o piano do tarimbado Osmar Milito e a voz grave da cantora Indiana Nomma, nascida em Honduras, se encontram para visitar pérolas do gênero homenageado. A flautista Andrea Ernest Dias é a convidada da segunda noite. Sala Municipal Baden ­Powell. Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 360. Sexta (16), 21h, R$ 20,00. Sábado (17), 21h, R$ 50,00.

 Grande Sertão: Veredas. Clássico da literatura, obra de linguagem revolucionária e um cartapácio com mais de 600 páginas. Por essas e outras razões, entrega-se a um baita desafio quem se aventura a interpretar a obra-prima de Guimarães Rosa. Bia Lessa encarou a missão em 2006, com exposição comemorativa dos cinquenta anos de lançamento do livro montada na inauguração do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Destemida, voltou a Grande Sertão: Veredas. O espetáculo homônimo em cartaz no CCBB beira o romance em cena, transporte literal dos originais para o que se diz no palco. Todas as falas de Caio Blat — em atuação notável, um marco na sua carreira, ele se incumbe de uma quantidade de texto inacreditável — foram escritas por João Guimarães Rosa (1908-1967). No papel do jagunço Riobaldo, ele encabeça o elenco de dez atores em desempenhos vigorosos. Luisa Arraes encarna o personagem na infância e desdobra-se por outros tipos da trama, a exemplo de seus pares. Nas idas e vindas da montagem, Luíza Lemmertz também sobressai como Diadorim, mulher na pele de homem que embaralha os sentimentos de Riobaldo, e brilha em um dos momentos mais bonitos da apresentação. A diretora (responsável pelo desenho de luz e, a cada sessão, presente no controle do som) afastou a peça dos três teatros do CCBB. Na rotunda, a plateia, instalada em uma arquibancada de dois andares, recebe fones de ouvido para evitar tropeços na acústica e é recompensada pela audição cristalina da música de Egberto Gismonti, além de gravações de ruídos da natureza. Vista dos lugares mais altos, a encenação revela detalhes e ganha em beleza. De volta às fabulosas vivências de Riobaldo, Bia Lessa constrói imagens belíssimas, provoca a imaginação do público e entrega uma experiência surpreendente e rica, como a proporcionada pelo romance de Guimarães Rosa (140min). 18 anos. CCBB. Rua Primeiro de Março, 66, Centro. Quarta a domingo, 21h. R$ 20,00. Até 31 de março.

Visto por mais de 200 000 pessoas em teatros brasileiros, o musical Deixa Clarearchega à 22ª temporada carioca. Isaac Bernat dirige o texto de Marcia Zanelatto, um tributo à cantora Clara Nunes (1943-1983) estrelado por Clara Santhana. À frente de um quarteto de instrumentistas, ela desfia pérolas do repertório da homenageada, como Morena de Angola, Um Ser de Luz e O Mar Serenou (75min). Livre. Imperator — Centro Cultural João Nogueira. Rua Dias da Cruz, 170, Méier. Sexta, 16h; sábado e domingo, 19h. R$ 50,00. Até 4 de março. Reestreia na sexta (16).

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Depois de fazer o papel de porteiro por quatro vezes, na TV, no palco e no cinema, o ator pernambucano Alexandre Lino deu protagonismo ao personagem no monólogo de humor O Porteiro, de volta ao circuito a partir de sábado (17), no Theatro Bangu Shopping. Na peça, criada com base em depoimentos de profissionais que migraram para o Rio em busca de vida melhor, os espectadores são convidados a participar de uma reunião de condomínio comandada por Waldisney (Lino), após o sumiço do síndico (60min). 16 anos. Theatro Bangu Shopping. Rua Fonseca, 240, Bangu. Sábado (17), 21h; domingo (18), 19h. R$ 40,00 a R$ 60,00.

Peça multidisciplinar fala sobre a experiência de ser imigrante

(Roberto Valente/Divulgação)

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Após um encontro casual no Rio, dois artistas cariocas que vivem no exterior decidiram criar um espetáculo sobre a experiência de ser imigrante. Morador de Paris, na França, o ator e cineasta Dado Amaral assina, em parceria com a atriz circense Marta Chaves, radicada em Sollebrunn, na Suécia, o texto de AWKWA. Mistura de performance, teatro físico e dança, a apresentação da dupla (na foto)ainda conta com a participação do músico Alexandre Brasil, contrabaixista da Orquestra Sinfônica Brasileira (130min). Livre. Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto. Rua Humaitá, 163, Humaitá. Sábado e segunda, 21h; domingo, 20h. R$ 40,00. Até o dia 26. Estreia no sábado (17).

 Tripas. Calcada em angústias reais, a dramaturgia do espetáculo foi desenvolvida por Pedro Kosovski, após a recuperação de seu pai, vítima de uma crise de diverticulite aguda que o deixou entre a vida e a morte. Essa fronteira é representada de forma literal, ganha aspecto geográfico, no solo estrelado por Ricardo Kosovski: enquanto interpreta palavras escritas pelo filho sobre o tempo que passou internado, o ator busca cativar observadores internacionais (a plateia) que podem decidir seu destino no Golfo de Ácaba, porção do Mar Vermelho que banha Israel, Egito, Jordânia e Arábia Saudita. Incômoda e mesmo chocante em pontos cruciais, a peça também emociona quando se coloca como uma celebração da vitória sobre a doença (60min). 16 anos. Teatro Poeirinha. Rua São João Batista, 174, Botafogo. Quinta a sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 50,00. Até o dia 25.

 O Tempo Não Dá Tempo. Para celebrar os 90 anos da coreógrafa Angel Vianna (no centro da foto), Duda Maia (diretora do excelente musical Auê) realizou um delicado espetáculo sobre a passagem do tempo. A homenageada está em todas: aparece em vídeo, gravações em off e divide o palco com o elenco em um momento enternecedor. Marina Vianna (substituída por Ângela Câmara na sessão vista), Oscar Saraiva, Juliana Linhares e Ciro Sales (todos na foto, ao lado de Angel)defendem cenas curtas em variados espaços do Oi Futuro — por vezes, simultaneamente, fazendo com que partes da plateia assistam a encenações distintas. Infância, relacionamentos amorosos, angústias, o impacto da idade e outras coisas da vida passam em flashes diante do espectador, que, a propósito, é instado a participar do espetáculo de forma bastante ativa. Em mais um de seus acertos, a peça, quase sem falas, com dramaturgia concebida por Gregorio Duvivier, ainda ressalta a beleza da poesia do autor português Gonçalo M. Tavares (75min). 14 anos. Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo. Quinta a domingo, 20h. R$ 30,00. Até o dia 25.

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