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Crítica: peça estrelada por Erika Mader perde potência

Espetáculo acerta na estética, mas peca no desenvolvimento

Por Renata Magalhães - Atualizado em 25 jun 2017, 15h05 - Publicado em 25 jun 2017, 11h00

 Fauna. A potência do texto de Romina Paula, destaque da cena contemporânea argentina, dilui-se no espetáculo, dirigido por Marcelo Grabowsky e Erika Mader. Erika, também em cena, com desempenho modesto, dá vida à atriz que acompanha um cineasta (Eduardo Moscovis) na pesquisa sobre uma amazona selvagem chamada Fauna. O objetivo de misturar ficção e realidade não é bem-sucedido e deixa a trama em aberto, sem levantar maiores discussões acerca dos assuntos abordados. Dois talentos no palco, Kelzy Ecard e Erom Cordeiro (na foto, com Erika) são os perturbados filhos de Fauna. Visualmente, a sessão agrada: a luz de Renato Machado complementa o cenário de Fernando Mello da Costa, composto de feno e poucos objetos (80min). 14 anos. Centro Cultural Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro. Quarta a domingo, 19h. R$ 40,00. Até 16 de julho.

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