Clique e assine por apenas 4,90/mês

Crítica: Maria Luisa Mendonça rouba cena em clássico

Premiado em São Paulo, "Um Bonde Chamado Desejo" é boa pedida, mas perde força no palco do Teatro XP

Por Renata Magalhães - 10 nov 2017, 16h53

 Um Bonde Chamado Desejo. Não foi por acaso que Maria Luisa Mendonça levou os principais prêmios paulistas durante os dois anos em que esteve em cartaz com a montagem. Na pele da icônica Blanche DuBois, a atriz mostra completo domínio de cena e rouba o espetáculo para si. Com tradução e direção de Rafael Gomes, o texto do dramaturgo americano Tennessee Wil­liams (1911-1983) é transformado em uma peça que comprova a atualidade do clássico escrito em 1947. Personagem central, Maria Luisa representa uma burguesia decadente que se apega ao passado e enlouquece diante da ilusão criada por ela mesma. Obrigada a morar de favor na casa da irmã (Virgínia Buckows­ki), Blanche entra em um embate visceral com o cunhado (vivido por um morno Eduardo Moscovis), que decide investigar seu passado. Impecável, a trilha sonora reforça o caráter atemporal da história, com músicas de Amy Winehouse e Beirut. A grande perda na temporada carioca foi o cenário de André Cortez — montado para um teatro de arena, ele é pouco aproveitado no Teatro XP. Vale a dica: é bom garantir um lugar nas primeiras fileiras já que a visão do palco fica prejudicada (110min). 14 anos. Teatro XP Investimentos. Avenida Bartolomeu Mitre, 1314, Leblon. Sexta e sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 80,00. Até o dia 26.

Publicidade