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Bárbara Paz lança vaquinha virtual para documentário chegar ao Oscar

Filme sobre Hector Babenco foi o escolhido do Brasil para o prêmio, mas ainda precisa de divulgação para figurar na lista final de indicados

Por Marcela Capobianco Atualizado em 5 jan 2021, 12h18 - Publicado em 5 jan 2021, 12h16

A atriz – e agora cineasta – Bárbara Paz começou 2021 engajada na campanha para levar o documentário Babenco – Alguém Tem que Ouvir O Coração e Dizer: Parou ao Oscar.

O longa dirigido por Paz foi o escolhido pelo Brasil para lutar por uma vaga na lista dos indicados a melhor filme estrangeiro, mas ainda precisa passar por uma pré-lista de dez selecionados, que será divulgada no dia 9 de fevereiro, e finalmente conquistar um espaço entre os cincos finalistas do prêmio, cuja divulgação ocorrerá em 15 de março. No momento, há filmes de 92 países no páreo.

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Para que isso aconteça, é preciso muito esforço e, claro, dinheiro, ainda mais sem um grande estúdio de Hollywood por trás da produção. Bárbara Paz lançou, então, uma vaquinha on-line para bancar os custos de divulgação – afinal, o filme precisa ser visto por quem participa da escolha dos indicados. Diferente de outras categorias, a votação para melhor filme estrangeiro é aberta para todos os membros da Academia, independente da nacionalidade ou do ramo do artista. É necessário, porém, que o membro se inscreva em uma comissão especial para poder ter acesso aos filmes concorrentes numa plataforma exclusiva do Oscar.

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A meta de Bárbara Paz é arrecadar R$ 200 mil até o dia 31 de janeiro. Até esta terça (5), a campanha já havia arrecadado 56% do total. A segura fase prevê uma meta de R$ 350 mil. Alémda campanha que envolve sessões do filme para os membros da Academia, o dinheiro arrecadado na vaquinha pode bancar uma assessoria de imprensa americana, publicidade do filme e promoção com anúncios em revistas do setor, jornais de grande impacto e mídias específicas.

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Hector Babenco de cabeça para baixo
Hector Babenco: filme traça paralelo entre a obra do cineasta e o câncer que ele enfrentou Divulgação/Divulgação

Para ajudar na vaquinha, clique aqui. Os produtores pediram uma ajuda financeira ao Governo Federal, através da Ancine, mas até agora não receberam uma resposta.

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O filme, que traça um paralelo entre a arte e o tratamento de câncer enfrentado pelo cineasta Hector Babenco, que era casado com Bárbara Paz, estreou nos cinemas do Brasil em novembro e atualmente está disponível nas plataformas de streaming NetNow, Looke, Vivo Play e Oi Play. Com extrema sensibilidade, o longa revela medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações, num confronto entre o vigor intelectual e a fragilidade física que marcou sua vida. A produção já conquistou prêmios nos festivais de Veneza, na Itália, Mumbai, na Índia e Guangzhou, na China.

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Nascido na Argentina em 1946 e se mudou para o Brasil aos 19 anos. Diretor de clássicos como Pixote – A Lei do Mais Fraco”(1982), Lúcio Flavio, O Passageiro da Agonia (1977) e Carandiru (2003), Babenco concorreu ao Oscar de melhor diretor por O Beijo da Mulher-Aranha, em 1986.

 

 

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