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Macaco Tião inspira personagem de livro infantil sobre Museu Nacional

Em Incêndio no Museu, o animal mais famoso da história do Rio ganha outro nome e, junto a outros bichos, ajuda a apagar o fogo que consumiu a instituição

Por Luiza Maia 28 abr 2021, 17h31

Em 1988, o carismático macaco Tião, ilustre morador do zoo carioca, marcou seu nome na história do Rio ao receber 400 000 votos para se tornar prefeito da cidade, como forma de protesto da população. Quando morreu, em 1996, aos 33 anos, foi decretado luto oficial no Rio, e sua morte chegou a ser noticiada na primeira página do jornal francês Le Monde.

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O chimpanzé foi a inspiração da escritora Isa Colli para o livro infantil Incêndio do Museu, cuja trama relembra o incêndio ocorrido em 2018 no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista. Nele, Tião ganha o nome de Lincon e assume a responsabilidade de ajudar os bombeiros a apagarem as chamas que consumiram a instituição científica mais antiga do país.

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A autora nasceu no Espírito Santo e atualmente vive na Bélgica, mas durante muitos anos teve o Rio como uma segunda casa. “Quando aconteceu o trágico incêndio, fiquei muito emocionada e passou um filme na minha cabeça. Tantas tardes passei na Quinta da Boa Vista… Um tempo depois, me veio a inspiração para escrever o livro e quis homenagear o Tião”, conta Isa Colli.

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Resgatando a história e as curiosidades do local, que já foi o lar da família imperial, a obra mostra às crianças a importância do museu e de seu acervo. Uma das cenas marcantes é o resgate do crânio de Luzia, o fóssil mais antigo da América. Na ficção, os animais do Jardim Zoológico também conseguem salvar o meteorito Bendegó, que na vida real também foi encontrado intacto após o ocorrido.

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Para a escritora, apesar de não ser mais possível resgatar o que as chamas consumiram, o livro pode ser uma forma de alertar para a prevenção dos patrimônios históricos. “Para as crianças que não conheceram o museu, eu trago um pouco das riquezas daquele local e, ao mesmo tempo, chamo a atenção para a necessidade de cuidar dos nossos bens culturais”, ressalta.

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