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Crítica: peça infantil moderniza Júlio Verne e garante risadas

Montagem enxuta de Cinco Semanas em um Balão tem apenas três atores em cena, trabalho corporal circense e inclusão de piadas com referências atuais

Por Marcela Capobianco - Atualizado em 9 mar 2020, 10h48 - Publicado em 6 mar 2020, 12h00

Cinco Semanas em um Balão. O escritor francês Júlio Verne (1828-1905) é considerado o pai da ficção científica. Em seus livros, ele previu invenções que só saíram do papel um século depois, como helicópteros, foguetes e até a televisão. A obra de Verne, portanto, segue atual e inspiradora. A companhia de teatro paulista Sabre de Luz tem consciência disso e transpõe para o palco uma versão dramaturgicamente simples, mas eficaz, de Cinco Semanas em um Balão, o primeiro livro do autor.

Para prenderem a atenção das crianças e darem um certo frescor ao texto, algumas piadas trazem referências contemporâneas — as risadas vindas da plateia não negam: a modernização é bem-sucedida. A montagem é enxuta, com poucos elementos e apenas três atores em cena: Cristiano Salomão encarna o doutor Fergusson, ambicioso desbravador que pretende cruzar o continente africano em um balão movido a hidrogênio. O assistente Joe (Joyce Salomão, que também dirige o espetáculo) e o caçador doutor Kennedy (Nino Belucci) o acompanham na insólita jornada.

Com um trabalho corporal quase circense, os artistas — principalmente Joyce e Belucci — conquistam a simpatia do público. A iluminação é um tanto monótona e poderia ser mais inventiva, a fim de “embalar” personagens e trama (50 min). Rec. a partir de 4 anos. Teatro dos 4. Rua Marquês de São Vicente, 52, Shopping da Gávea. Sáb. e dom., 17h. R$ 60,00. Até 29 de março.

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