Rocka, em Búzios, fecha as portas após ordem de desocupação para demolição

Restaurante tetracampeão de VEJA COMER & BEBER dá férias coletivas aos funcionários e ganha prazo até 15 de agosto enquanto aguarda decisão final

Por Alessandra Carneiro 8 jul 2026, 10h55
Homem branco de bigode, vestindo camisa branca de chef com seu nome bordado, sorri para a câmera. Ele está em um ambiente com vista para o mar azul e vegetação verde, com uma janela e mesa ao fundo
Rocka fechado: Gustavo Rinkevich já busca novo local ao mesmo tempo que aguarda decisão final (./Divulgação)
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O imbróglio envolvendo o Rocka, um dos restaurantes mais conhecidos de Búzios e tetracampeão de VEJA RIO COMER & BEBER como melhor restaurante do litoral, ganhou um novo capítulo. A Justiça Federal determinou a desocupação do imóvel onde funciona a casa, na Praia Brava. O prazo inicial terminaria em 15 de julho, mas foi prorrogado para 15 de agosto enquanto aguarda o julgamento de um embargo de terceiros apresentado pela defesa do restaurante e que, até hoje, nunca foi analisado pela Justiça. A demolição de outros empreendimentos no entorno já começou. 

Segundo o chef e sócio do Rocka, Gustavo Rinkevich, esse é o último recurso disponível para tentar reverter a decisão. Até que haja um parecer sobre o pedido, a demolição permanece suspensa. “A Justiça concedeu mais esse prazo justamente para analisar esse recurso, que é nossa última esperança”, afirma Rinkevich, sem mostrar  otimismo com a permanência na Praia Brava.

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Diante da incerteza, o Rocka interrompeu as atividades e concedeu férias coletivas aos funcionários. Paralelamente, Rinkenvich já trabalha na busca de um novo endereço que abrace o Rocka ou um novo projeto nos mesmos moldes, também à beira-mar. “A gente não pode simplesmente esperar. De um jeito ou de outro, a história do Rocka vai continuar, com a mesma qualidade e em Búzios, nossa casa. Espero ter boas notícias em breve”, diz o chef.

A disputa judicial se arrasta há anos, muito antes do Rocka abrir as portas em um quiosque já existente, e envolve a ocupação em área de preservação ambiental permanente na Praia Brava. Desde então, os estabelecimentos no local vêm recorrendo às decisões judiciais na tentativa de permanecer no local. 

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