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Restaurante do Museu do Amanhã ganha novo chef e cardápio amazônico

Premiado cozinheiro paraense Saulo Jennings vai trazer ingredientes indígenas inéditos em restaurantes do Rio

Por Pedro Landim Atualizado em 8 abr 2022, 16h24 - Publicado em 8 abr 2022, 16h17

Ingredientes brasileiros autênticos e raros, alguns nunca provados em restaurantes do Rio, partes importantes das culturas indígena e paraense, estão a caminho da cidade para a abertura da primeira unidade da Casa do Saulo fora do Pará. O restaurante do chef Saulo Jennings, de Santarém (PA), uma pérola da gastronomia amazônica, será inaugurado na sexta (15) no Museu do Amanhã.

“Será uma overdose de Amazônia, mas não quero apenas elementos ou lembranças. Vou levar memória afetiva e ancestralidade, técnicas e produtos finais indígenas. O meu principal tempero é a história“, diz Saulo, que tornou-se uma referência nacional por um trabalho calcado na sustentabilidade e na relação direta com os produtores das riquezas de sua região.

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Dessa forma, uma coleção de farinhas originais e o já famoso feijão de Santarém estarão presentes no menu, ao lado de iguarias como o fantástico aviú, minicamarão de água doce, e a saborosa farinha de piracuí, feita com peixe desidratado em método indígena. Todas as receitas serão servidas em cuias, peneiras e pratos de barro feitos por cooperativas paraenses de artesãos.

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Os cariocas e os turistas do mundo inteiro que frequentam diariamente o Museu do Amanhã podem esperar entradas como a banana da terra com farofa de piracuí, e pratos como o arroz tapajônico, que lembra na técnica uma paella, feito camarões e aviús, tucupi, jambu e pirarucu em três versões: fresco, seco e curado.

Sobremesa clássica da Casa do Saulo, o creme de cupuaçu com farofa de castanha-do-Pará e cacau será feito com a fruta nativa e a polpa retirada à mão. E uma novidade promissora vai estrear no Rio: o tiramissu de bacuri.

A carta de drinques terá ingredientes aromáticos do Norte como puxuri e priprioca, e o tacacá será transformado em coquetel com vodca, tucupi e espuma “elétrica” de jambu.

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O chef Saulo, que costuma ficar uma semana em cada uma das três unidades paraenses de seu restaurante, virá todo mês ao Rio e está trazendo uma sub-chef e outros cozinheiros do Pará, que ficarão sediados na cidade e na nova cozinha. O Casa do Saulo chega em momento oportuno, como complemento cultural e gastronômico à megaexposição Fruturos – Tempos Amazônicos, no museu até junho.

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