Petiscos inspirados em São Jorge ganham espaço no Comida di Buteco

Entre releituras de feijoada, bolinhos e receitas cheias de simbologia, bares do concurso celebram o santo guerreiro de Leme a Paquetá

Por Alessandra Carneiro 23 abr 2026, 12h20
petisco contemporaneo lapa
Picadinho do Contemporâneo Lapa tem inspiração em São Jorge (./Divulgação)
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O feriado de São Jorge nunca foi só de fila na igreja e promessa paga, e costuma terminar em mesa farta, copo cheio e muito papo de bar. E se o santo é guerreiro, os botequeiros não ficam atrás: no Comida di Buteco, a criatividade entrou em campo com fé, devoção e uma boa dose de gordura (porque ninguém é de ferro). O resultado? Petiscos que misturam tradição, simbologia e aquela malandragem capaz de transformar qualquer prato em motivo de celebração.

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A base está lá: feijão, carne, inhame são ingredientes que atravessam o imaginário do dia de São Jorge, celebrado com fervor também nas religiões de matriz africana, onde o santo encontra seu espelho em Ogum. Mas, como todo bom botequim sabe, tradição que se preze também pede reinvenção. Pronto para a batalha?

No Leme, o Bar da Áurea decidiu que a feijoada podia, sim, sair do prato fundo e virar petisco: o “Brasileirinho” é um charuto recheado que chega acompanhado de melado de laranja e farofa amarela.

Já na Lapa, o Bar do Augusto aposta no “Lá Vem Ele de Novo”, um bolinho à mineira turbinado com couve, tutu e costelinha suína, finalizado com catupiry, pimenta biquinho e cebola crispy. O bairro ainda aparece com o Contemporâneo, que criou o “Capadócia”, um encontro entre tutu de feijoada e picadinho carioca.

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Entrando na Zona Norte, no Grajaú, o Bar du Barão entra no clima com o “Barão Vermelho”: bolinhos de feijão recheados com carne seca, queijos e couve, servidos com uma geleia de caju levemente picante.

Do outro lado da baía, em Niterói, a brincadeira fica ainda mais ousada. No Duas de Cada Bar e Petisqueria, a feijoada é servida na caneca, com crispy de couve, torresmo e um shot de caipirinha para acompanhar. Já o Nossas Raízes Bistrô chega com o “Bolinho do Guerreiro”, uma massa do tubérculo recheada com espinafre e servida com maionese da mesma folha.

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E que tal entrar na barca e aportar em Paquetá? Por lá, o Bar do Zé vai de dose dupla com seus caldinhos — um de feijoada de camarão e outro de feijão preto reforçado, daqueles que abraçam a alma e preparam o corpo para encarar qualquer dragão.

 

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