Memórias bem temperadas: 30 destaques dos últimos 30 anos da gastronomia carioca
Uma saborosa viagem pelas histórias, modismos e personalidades que marcaram a gastronomia carioca ao longo dos 30 anos de VEJA RIO COMER & BEBER
Da revolução tropical da nouvelle cuisine às chopeiras históricas, passando pelos descolados bares de vinho, as três últimas décadas da gastronomia carioca foram de intensa ebulição criativa. E VEJA RIO COMER & BEBER acompanhou tudo isso de perto, desde a primeira edição do guia, publicada em 1997. Nesta reportagem comemorativa, revisitamos em trinta tópicos tendências, endereços icônicos, chefs que mudaram paradigmas e fenômenos que atravessaram gerações, numa seleção que celebra uma cidade que nunca parou de se reinventar à mesa. Que venham os próximos trinta anos! Afinal, estamos sempre prontos para comer e beber!
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1 A nouvelle cuisine tropical Chefs franceses tropicalizaram a nouvelle cuisine. A mudança começou com Claude Troisgros e Dominique Guerin no Le Pré Catelan — onde hoje é o hotel Fairmont —, em 1979, seguida por Laurent Suaudeau e Philippe Brye no Le Saint Honoré, no antigo hotel Méridien. Eles driblaram a falta de insumos importados ao unir técnicas clássicas a ingredientes locais. Em 1997, ano de estreia de VEJA RIO COMER & BEBER, enquanto Troisgros encantava os clientes do Jardim Botânico com seu icônico menu confiança, Roland Villard assumia o Le Pré Catelan para brilhar com o lendário menu amazônico.
2 A evolução das pizzas Sim, a Pizzaria Guanabara subiu ao topo do pódio de VEJA RIO COMER & BEBER em 2003 com o título de melhor fim de noite. Mas desde que insumos importados entraram no mercado, o conceito de redondas evoluiu bastante. Novidade em 1999, a Capricciosa trouxe a pizza DOC — sigla para denominação de origem controlada — e foi premiada nove vezes. Nas últimas duas décadas, boas casas se multiplicaram. A paulista Bráz fincou raízes e, em 2014, o nova-iorquino Sei Shiroma chacoalhou o Catete com o balcão da Ferro e Farinha, heptacampeã de uma categoria que ainda tem fermento para muito mais.
3 Açaí à moda carioca Longe do Pará, o açaí encontrou no Rio sua segunda casa. Nos anos 1990, surfistas popularizaram a mistura do fruto amazônico com xarope de guaraná em busca de energia para o pós-mar. As casas de sucos como Bibi e BB Lanches trataram de criar versões mais doces, geladas e turbinadas com toppings como paçoca e granola. Atualmente, uma nova onda começa a resgatar o sabor em sua essência, mais próximo das origens, como é o caso do ASA Açaí, bicampeão de VEJA RIO COMER & BEBER.

4 Hambúrguer com status gourmet De 2001 a 2012, só deu ele: o Joe & Leo’s faturou todos os prêmios de melhor hambúrguer em VEJA RIO COMER & BEBER, abrindo caminho para a explosão das versões artesanais. A partir de 2010, blends passaram a ser tratados como receita de chef em casas como Hell’s Burger e o já extinto Comuna. Aberto em 2013, o T.T. Burger, capitaneado por Thomas Troisgros e detentor da medalha de bronze em 2026, deu espaço a ingredientes brasileiros. Depois vieram os blends dry aged, o wagyu e, mais recentemente, a febre do smash burger — com o disco de carne prensado na chapa.
5 Sorvete é coisa nossa Sede do império, o Rio foi o primeiro lugar do Brasil a servir sorvete. A requintada Confeitaria Carceller fornecia a sobremesa à corte no Centro da cidade. A partir dos anos 70, Alex, Babuska e Gelateria Parmalat ficaram cravadas na memória afetiva. Em 1998, a Mil Frutas, campeã de VEJA RIO COMER & BEBER por treze vezes, inaugurou uma nova era ao apostar nas frutas brasileiras. Em seguida, aportaram por aqui os gelatos de inspiração italiana, impulsionando casas como Vero, Bacio di Latte e Momo Gelateria. A cena segue viva e criativa, com marcas que exploram combinações inusitadas, como Sorvetiño e Benza
6 Boa cozinha à beira-mar A orla deixou de ser só cenário e os quiosques, marca da paisagem carioca, passaram a oferecer gastronomia de alto padrão. Inspirado na atmosfera da Côte d’Azur, o sucesso do Azur, empreendimento de Pedro de Artagão no Leblon eleito melhor quiosque em 2018, foi só o começo: chefs colocaram o pé na areia, inaugurando o estilo beach club europeu. Hoje, endereços como La Carioca Cevicheria, Ginga — medalha de ouro neste ano — e Clássico Beach Club dividem espaço com operações ligadas a hotéis de luxo, como o Tropìk, do Fairmont, e o Sel d’Ipanema, do Sofitel.
7 Botecos com pedigree No início dos anos 2000, a cultura do balcão, do fiado e do improviso ganhou novos contornos graças à multiplicação do estilo “pé -limpo”. O Belmonte ganha força a partir de 2002, quando a unidade do Flamengo foi adquirida por Antônio Rodrigues. Dois anos antes, o Botequim Informal já apostava nessa virada, redesenhando esquinas da cidade com operação padronizada. Agora, bares de chefs e casas autorais, como Chanchada, Tijolada, Jurubeba e o campeão Jurema, trazem cozinha elaborada, identidade forte e uma leitura contemporânea do bom e velho hábito carioca.

8 Gastronomia como escola Danio Braga e José Hugo Celidônio (1932-2018) tiveram a mesma ideia nos anos 1980 e dividem o pioneirismo de apresentar o carpaccio ao Rio. Eis um fato pequeno, mas curioso na extensa trajetória da dupla, já condecorada no ano de estreia do prêmio VEJA RIO COMER & BEBER. Celidônio fez a primeira cozinha aberta do Brasil no Clube Gourmet, em Botafogo, onde, de quebra, promovia aulas com chefs internacionais — Pierre Troisgros, pai de Claude, esteve por lá. Na sobreloja do Enotria, restaurante de Braga em Copacabana, os encontros se debruçavam sobre vinho e ele acabou fundando, em 1983, a Associação Brasileira de Sommeliers.
9 Altas doses de Brasil Um coquetel de novidades chacoalhou os bares nos anos 2000. Mexeu até com as categorias de VEJA RIO COMER & BEBER, que, em 2008, lançou o prêmio de melhor Altas doses de Brasil Um coquetel de novidades chacoalhou os bares nos anos 2000. Mexeu até com as categorias de VEJA RIO COMER & BEBER, que, em 2008, lançou o prêmio de melhor
10 Uma revolução na botecagem A chef Katia Barbosa transformou a tradicional feijoada em uma mordida potente com a receita revolucionária do bolinho de feijoada. Desde a abertura do Aconchego Carioca, em 2002, na Praça da Bandeira, o petisco virou queridinho de cariocas e turistas e inspirou outros botecos. A consagração veio, é claro, em VEJA RIO COMER & BEBER, com cinco prêmios de melhor cozinha de bar; três de melhor restaurante brasileiro; e um de melhor bolinho. Em 2022, a multicampeã Katia subiu ao VEJA RIO COMER & BEBER, 2026/2027 19 pódio como personalidade gastronômica, coroando sua genialidade e carisma.

11 Muito além do cafezinho Desde os anos 1990, o Armazém do Café apostava em diferentes terroirs brasileiros, moagem imediata e degustação como experiência. Descende da empreitada uma geração de cafeterias que passou a tratar o grão quase como vinho, falando de notas sensoriais, acidez e torra. Hoje, empresas como Café ao Leu investem em ampla variedade de grãos especiais. A Coffee Five vende cerca de 200 quilos de café por mês e ainda abriga uma escola de baristas; e o Mimo Café, calcado numa curadoria especial e grãos moídos na hora, faturou o prêmio deste ano em VEJA RIO COMER & BEBER.
12 A supremacia do lúpulo Os anos 2000 chegaram trazendo IPA, weiss, stout e chope lupulado para o vocabulário boêmio, transformando os balcões cariocas em pequenas salas de aulas etílicas. Na Serra Fluminense nasceram rótulos como a Therezópolis, enquanto marcas como Noi e Three Monkeys Beer colocaram o estado no radar nacional. Representantes do quilate do Delirium Café, campeão de 2026, Rio Tap Beer House, Hocus Pocus DNA e Brewteco dispõem de cartas que se desenham como experiências, enquanto a Rua da Cerveja, no Centro, ainda em desenvolvimento, promete transformar chope artesanal em ferramenta de revitalização urbana.

13 Beliscos de balcão Houve um tempo em que balcão de acepipes refrigerados era sinônimo automático para a Adega Pérola — detentora da medalha de ouro na categoria bar tradicional em 2026. Entre vidros recheados de polvo em conserva, anchovas, queijos e embutidos, o clássico de Copacabana transformou a tradição portuguesa de exibir petiscos frios em patrimônio boêmio. Um legado que hoje influencia diretamente a nova botecagem da cidade. Brilham Botica, Conserva e Labuta Mar — e até restaurantes como Casa Magnólia —, reinterpretando uma tradição que é a cara da cidade.
14 Desce dois, desce mais! Na pressão, cremoso e estupidamente gelado. Por aqui, chope nunca foi apenas uma bebida, e sim um ritual. O Bar Brasil é um dos lugares que representam bem essa tradição, com sua histórica chopeira de bronze em funcionamento desde o início do século passado. O Cachambeer e o Real Chopp seguem a mesma devoção ao chope bem tirado. Ao longo da premiação, diversas empreitadas marcaram seus nomes na história de VEJA RIO COMER & BEBER. Enquanto umas deixaram saudade, como o Bar Luiz, outras, como Jobi, Bracarense e Bar Lagoa, seguem se atualizando e conquistando novas gerações.
15 Feito para postar O apetite para modismos gastronômicos sempre esteve presente por aqui. Muito antes da era dos reels e TikTok, temakis, paletas mexicanas e frozen yogurts já mobilizavam filas e dominavam conversas. Um pouco mais tarde, surgiram nos menus as receitas instagramáveis, quando o pistache virou onipresente, de pizzas a brigadeiros. Sucesso nas redes, a banoffee ganhou loja própria e, no ano passado, o morango do amor se espalhou pela cidade. Alguns fenômenos desaparecem tão rápido quanto surgem; outros acabam incorporados. Foi assim com o petit gâteau, que sobreviveu às modas e segue nos cardápios.
16 Influência portuguesa, com certeza Quando VEJA RIO COMER & BEBER elegeu os dez melhores restaurantes da cidade pela primeira vez, deu Antiquarius na cabeça. A casa acumulou dezessete prêmios e ajudou a redefinir o lugar da gastronomia lusitana em terras cariocas. Mesmo após fechar as portas, em 2018, o legado segue vivo: o Rancho Português, pentacampeão, tem no comando do salão o simpático maître Aragão, nome histórico do Antiquarius. E o Gajos D’Ouro e o EA Gastronomia, que completam o pódio de 2026, foram fundados por profissionais que passaram pela lendária casa do Leblon.

17 Adeus, enochatos Na pandemia, o vinho ganhou espaço nas casas cariocas. Com a volta da vida nas ruas, as taças passaram a disputar atenção com o chope — e os bares de vinho viveram uma ascensão. O que antes se resumia a poucos endereços, como Ovelha Negra, Cave Nacional e Blá Blá Champanheria, inspirou a abertura de negócios mais modernos, privilegiando os naturais e biodinâmicos, além de cartas mais acessíveis. Casas como Belisco, Tão Longe, Tão Perto, Virtuoso e Libô, com curadoria da premiada Maíra Freire, sommelière do ano em VEJA RIO COMER & BEBER 2026, mostram que o vinho perdeu a pompa para ganhar bossa.
18 A vida é um doce A Confeitaria Colombo e a Casa Cavé marcaram época, enquanto a Chaika ajudou a moldar o imaginário açucarado carioca com seus colossais sundaes decorados com guarda-chuvinhas. A sobremesa deixou de ser um mero capítulo em restaurantes e ganhou protagonismo. Na década de 2010, Fabiana D’Angelo ajudou a elevar o brigadeiro a outro patamar, enquanto Henrique Rossanelli levou a expertise da pâtisserie do estrelado Oro para a Absurda Confeitaria. Já a tradição afetiva d’A Colher de Pau, melhor confeitaria deste ano de VEJA RIO COMER & BEBER, segue viva nas mãos de Carola Troisgros.
19 Perto do fogo e da glória Ao longos destes trinta anos de VEJA RIO COMER & BEBER, a cozinha brasileira de vanguarda garantiu catorze placas a Felipe Bronze, em diferentes categorias, incluindo cinco de chef do ano. Sua estreia, no Zuka, munido de grelha e carvão, rendeu-lhe o título de revelação do ano em 2002. A receita de sucesso reuniu formação em Nova York; experiência na Noruega e uma imersão na cozinha molecular. Sempre fazendo brilhar os ingredientes nacionais, Bronze fechou e abriu casas no Rio e em São Paulo, ganhou as telas da TV e, detentor de duas estrelas Michelin desde 2018, faz do Oro, no Leblon, um templo da alta gastronomia.

20 O reinado dos hotéis Sob a chancela da hotelaria, a gastronomia carioca se transformou para sempre. A revolução que despontou nos anos 1980 com o Le Pré Catelan e o Le Saint Honoré abriu caminhos para trocas com chefs estrangeiros. Com rigor técnico, esses restaurantes viraram referências premiadas desde o primeiro VEJA RIO COMER & BEBER. O italiano Cipriani, do Copacabana Palace, foi nove vezes campeão e o asiático Mee, três. Roland Villard, Francesco Carli e Dominique Guerin deixaram um legado que continua pulsante em endereços como Emile, do Emiliano, Gero — o melhor italiano em 2026 — e Alloro al Miramar, do Miramar by Windsor.
21 Em chamas Poucos elementos traduzem tão bem o espírito gastronômico carioca quanto o cheiro de carne na brasa invadindo a calçada. No Baixo Gávea, o antigo Hipódromo e o firme e forte Braseiro da Gávea ajudaram a catequizar comensais, que estendiam o almoço em jantar em resenha. O Galeto Sat’s, que levou sua placa de melhor braseiro em 2020, virou símbolo das saideiras. Nos últimos anos, a tradição foi reinterpretada pelas mãos de chefs como Pedro de Artagão, com o Boteco Rainha; Pedro Attayde, com o Jurema Brasa; e Lúcio Vieira, à frente do Braseiro Labuta, trazendo um olhar contemporâneo ao fogo sem abrir mão da informalidade.
22 Quando o bar e o restaurante se encontram Harmonizada com cerveja e cachaça, a comida de panela de Claude Troisgros foi um marco no Boteco 66, inaugurado em 1997, estreitando os limites entre o bar e a cozinha. O mesmo espírito guiou o Miam Miam, de Roberta Ciasca, que uniu pratos de restaurante a drinques charmosos. Em 2013, Felipe Bronze lançou o Pipo, com sua comida de boteco pós-moderna, arrematando a placa dourada logo na estreia da categoria gastrobar. Estava moldada a tendência que desaguou no Nosso, em Ipanema, hexacampeão ao consagrar a perfeita sintonia entre a cozinha aberta de Bruno Katz e as criações etílicas de Daniel Estevão
23 Invasão japonesa Enquanto o carioca se rendia aos hashis, o Sushi Leblon lotava o salão com celebridades, criava receitas icônicas e conquistava doze prêmios em VEJA RIO COMER & BEBER entre 2001 e 2015. No Centro desde 1974, o Shin Miura lançou o primeiro menu degustação nipônico do Rio, assinado por Nao Hara. Os sushis chegaram às churrascarias e o Azumi, campeão em 2012, manteve o compasso da tradição. O San Omakase, três vezes premiado, inclusive em 2026, ganhou estrela Michelin; ao passo que Menandro Rodrigues, dono do bicampeão Haru, do Umai Omakase e do [111] Music Bar, mostra que a invasão nipônica não perde força.
24 O protagonismo feminino Em 1997, Silvana Bianchi, com o Quadrifoglio, e Rosa Hertz, à frente do inovador Celeiro, brilharam no primeiro VEJA RIO COMER & BEBER. Quando Flávia Quaresma, diplomada na Le Cordon Bleu francesa, abriu o Carême Bistrô, revelação de 1999, a cena cresceu. Já em 2005, Roberta Sudbrack surpreendeu com sua casa homônima, octacampeã da premiação, e foi a primeira mulher eleita chef do ano, em 2006. Elevando insumos cotidianos a obras -primas dos menus degustação que mudavam diariamente, a chef conquistou projeção internacional e, mais tarde, se reinventou com excelência, tanto no popular Da Roberta, como no intimista Sud, o Pássaro Verde.

25 Pequenos produtores em destaque Privilegiar a sazonalidade dos alimentos e os insumos fornecidos por pequenos produtores define, hoje em dia, uma penca de restaurantes. Essa filosofia encontra eco no movimento farm to table, dos anos 1970. A proposta é a essência de Fátima Anselmo, queridinha dos chefs com seus minivegetais e as raridades do Orgânicos da Fátima. Na mesma linha, pescadores locais fisgaram Gerônimo Athuel, do Ocyá, chef revelação em 2022. Enquanto marcas artesanais como a Cochon Rouge, de Pedro Attayde, chef revelação de 2026, alçam voo impulsionadas pela feira Junta Local, o charmoso coletivo de pequenos produtores que virou paixão carioca.
26 Mesas multicoloridas Esqueça o pão com manteiga e o café com leite. A primeira refeição do dia virou programa sério — e instagramável. Antes do boom dos brunches, o La Bicyclette ensaiava o formato em 2007, apostando em cafés longos e viennoiserie. Mas foi o Empório Jardim, inaugurado em 2014 e com seis placas de VEJA RIO COMER & BEBER, que deu o pontapé para a refeição cair de vez no gosto dos cariocas. O Café 18 do Forte ajudou a consolidar o ritual com vista para o mar de Copacabana, enquanto casas como Café do Alto, Bistrô da Casa e Guimas Brunch & Bar reforçaram o hábito de acordar tarde e comer sem pressa.
27 Um jeito Zona Sul à mesa O tradicional Guimas deu um salto rumo ao coração das gerações mais jovens ao lançar, no ano passado, o Guimas Brunch & Bar também na Gávea, campeão de VEJA RIO COMER & BEBER logo no ano de estreia. O menu segue a linha afetiva pautada pela família Mascarenhas desde 1981, época em que reinavam restaurantes formais. Seguindo esse espírito, em 1984 surgiu o Gula Gula, uma lojinha com quiches, saladas e outras delícias para viagem. O sucesso levou à expansão, alcançando o ápice nos anos 2000, quando conquistou três prêmios. Hoje, a rede conta com onze lojas por aqui e filial em São Paulo.
28 Força vegetal Desde 1982, o Celeiro faz sucesso focando em slow food de alto padrão com vegetais e grãos orgânicos. Mesmo sem radicalismos, a casa do Leblon tornou-se um oásis para a cena veggie, antecipando a tendência que hoje conquista cardápios de todos os naipes. Em 2015, a culinária vegetariana do Naturalie Bistrô inaugurou a categoria natural em VEJA RIO COMER & BEBER conquistando o primeiro lugar do pódio. Outro expoente é o ORG, na Barra, que faturou quatro prêmios em VEJA RIO COMER & BEBER e deu a Tati Lund o primeiro título de chef do ano, uma profissional especializada em cozinha vegana.
29 A hegemonia do pão artesanal A farinha e o fermento saíram dos bastidores em 2001, quando Clécia Casagrande abriu a Escola do Pão numa acolhedora casa na Lagoa. Pioneira, a proposta inovadora unia padaria, aulas de panificação e um farto café da manhã, faturando sete prêmios em VEJA RIO COMER & BEBER. Mais de uma década depois, o pão de fermentação lenta virou paixão carioca, projetando marcas como Sova, João Padeiro e Filone. Na esteira dessa revolução, surgiu o fenômeno The Slow Bakery, defendido com garra e propósito por Rafa Brito a partir de 2014, e consagrado sete vezes pela premiação. Rafa, aliás, foi o padeiro do ano em 2020.
30 A década da reinvenção Nos anos 2010, o Rio ferveu com jovens chefs premiados por VEJA RIO COMER & BEBER. A partir de 2011, Pedro de Artagão deu status de alta gastronomia a pratos afetivos no Irajá Bistrô. O sucesso seguiu em 2015 com o Formidable Bistrô e o Cozinha Artagão, somando sete placas douradas antes de ele criar os botecos Rainha e Princesa. Em 2014, Rafa Costa e Silva inaugurou o Lasai, brilhando com um menu criativo focado em vegetais e levantando o troféu de chef revelação. Já em 2018, Alberto Landgraf inaugurou o Oteque, palco para um menu degustação de rigor técnico, tetracampeão na categoria cozinha de autor e chef do ano em 2019.
Três décadas de prêmios
Três décadas de prêmios
948 Prêmios distribuídos
427 estabelecimentos Premiados
Restaurantes com mais títulos
Celeiro 20
Satyricon 15
Esplanada Grill 13
Bares vencedores
Jobi 10
Aconchego Carioca 10
Bar do Momo 8
Comidinhas campeãs
Mil Frutas 13
Kurt 11
Talho Capixaba 10
Profissionais em destaque
Chef do ano | Felipe Bronze 5
Restaurateur | Marcelo Torres 4
Sommelier | Cecilia Aldaz 3
Barman | Alex Mesquita 4
De abrir o apetite
As capas ao longo dos 30 anos de VEJA RIO COMER & BEBER



































