Os melhores restaurantes asiáticos do Rio

Descubra os melhores restaurantes com sabores do Japão, Coreia, Tailândia e outras cozinhas orientais em experiências que vão do casual ao sofisticado

Por Alessandra Carneiro, Carolina Isabel Novaes, Kamille Viola, Maria Helena Esteban e Tavinhu Furtado 15 jun 2026, 19h24
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Mr.Lam: com três andares e vista privilegiada no Jardim Botânico, restaurante foi o grande premiado da categoria (Tomás Rangel/Veja Rio)
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Em diferentes regiões da cidade, chefs exploram sabores que vão do Japão à Coreia, passando pelo sudeste asiático, em menus que combinam técnica, criatividade e ingredientes locais. Reunimos aqui alguns dos melhores restaurantes asiáticos do Rio, a começar pelo clássico Mr. Lam, eleito o melhor asiático de VEJA RIO COMER & BEBER 2026/2027.

Mr. Lam. 

Com vista para a Lagoa e o Cristo Redentor ao fundo, o Mr. Lam é há vinte anos o principal nome da alta gastronomia chinesa na cidade — e um dos poucos endereços que tratam essa cozinha com ambição e assinatura própria. A experiência começa logo na entrada, com estátuas dos Guerreiros de Xian recebendo os clientes e um ambiente de atmosfera cosmopolita.

Na cozinha, o chef Sik Chug Lam revisita tradições com leitura contemporânea para preparar os satays de frango (R$ 55,00), acompanhados pelo secretíssimo molho. Foram eles que atravessaram o continente e ajudaram a trazer o chef ao Rio, depois de conquistarem um certo empresário brasileiro no Mr. Chow, em Nova York. “Um restaurante, para ter sucesso, precisa ter um ‘quê’ de exclusividade, e isso o Mr. Lam tem de sobra”, afirma Eike Batista, nome por trás do empreendimento, que volta ao topo do pódio de VEJA RIO COMER & BEBER.

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No capítulo dos patos, a casa mostra força com o crispy duck (R$ 225,00), servido com panquecas finíssimas para montagem à mesa, e o peking duck (R$ 371,00), laqueado e apresentado com todo o ritual. Entre as opções do mar, o mr. batista’s prawns (R$ 207,00), camarões com molho agridoce, reforça o repertório.

Em três andares, com terraço de vista privilegiada, a casa campeã segue fiel à proposta de oferecer uma experiência que mistura cultura, cenário e sabor.

Rua Maria Angélica, 21, Jardim Botânico,  2286-6661 (200 lugares). 19h/0h (sex. até 1h; sáb., 13h/1h; dom., 13h/22h). @mrlamrj. Aberto em 2006. $$$$ 

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Elena.

Campeão de VEJA RIO COMER & BEBER 2025 na categoria asiático, o arrojado restaurante do Horto está mais uma vez no pódio. O clima de noitada não ofusca a cozinha, comandada pelo chef Itamar Araújo, que considera os dumplings a cara da casa. O de frango, curry verde e ova de peixe voador (R$ 46,00, três unidades) já virou clássico. A ideia é se deliciar com pequenas bocadas. Siga pelo bun de barriga de porco e picles (R$ 42,00 a unidade) ou pelo tempurá de milho com aïoli de sriracha (R$ 46,00). Se a fome for feroz, aposte nos noodles de cavaquinha e cogumelo (R$ 196,00), mas não deixe de lado as bebidas, um capítulo à parte. A carta de drinques é assinada por Alex Mesquita, e a novidade é que agora a seleção de vinhos conta com a grife da dupla de sommelières premiadas Cassia Campos e Daniela Bravin, de São Paulo. Apenas vá, mas chegue cedo, porque sempre tem fila na porta. Rua Pacheco Leão, 758, Jardim Botânico, 99972-9052 (168 lugares). 19h/1h (sex. e sáb. até 2h; fecha dom.). @elenahorto. Aberto em 2023. $$$

Elena: ambiente sedutor e viagem pela Ásia nos pratos
Elena: ambiente sedutor e viagem pela Ásia nos pratos (Tomás Rangel/Veja Rio)

Mee.

Um charmoso e iluminado balcão de mármore convida o comensal a viajar por diversas nações orientais, do Camboja ao Japão, sem sair do Copacabana Palace. O omakasê conta com dezessete passos: há preparos frios, quentes e sushis não convencionais (R$ 950,00 por pessoa, com adicional de R$ 890,00 para harmonizar com saquê ou de R$ 1 950,00, com champanhe Ruinart). Quem preferir as mesas em frente a telas que retratam mulheres asiáticas pode se deliciar com tartar de atum bluefin (R$ 205,00), encimado por ovas de capelim e de mujol, regado por molho ponzu; niguiri de salmão e trufa (R$ 79,00, duas peas); ou o japchae (R$ 105,00), noodle feito de batata-doce com camarão. Todos os exemplos evidenciam a técnica e o cuidado do chef Alberto Morisawa e de sua equipe, medalha de prata entre os asiáticos em VEJA RIO COMER & BEBER. Avenida Atlântica, 1702 (Belmond Copacabana Palace), Copacabana, 2548-7070 (70 lugares). 19h/0h. @belmondcopacabanapalace. $ Aberto em 2014.

Hachiko.

A proposital infidelidade aos insumos asiáticos tradicionais dá o tom da cozinha. Há ceviche com leite de tigre e toque de cajá e barriga suína com tempurá da brasileiríssima ora-pro-nóbis entre os pratos que, ao lado de sushis e sashimis, variam diariamente no menu de catorze passos a preo fixo (R$ 179,90 por pessoa). À la carte, inicie com camarão empanado com catupiry (R$ 55,00, quatro unidades); prossiga com o combinado japonês de dezesseis peas de atum (R$ 108,00) e não vá embora sem provar a banoffee de banana com laranja, missô e chantili (R$ 30,00). O próprio restaurateur Maurício Eskinazy assina a carta de saquês, servidos em dose ou garrafa (a partir de R$ 32,00 a primeira opão; R$ 115,00 a segunda). Travessa do Paço, 10, Centro, 3819-3293 (100 lugares). 11h30/23h (fecha dom.); Avenida Érico Veríssimo, 970-A, Barra, 96779-0753 (40 lugares). 12h/0h (seg. a partir das 18h; dom. até 23h). (apenas na Barra). @hachikocontemporaneo. $ Aberto em 1994.

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Pato com Laranja.

A empreitada de Andréa e Pedro Tinoco, mãe e filho, tem público cativo e acaba de chegar ao quarto endereo. O quiosque na Praia da Barra reproduz o sucesso da orla do Leblon, conferindo a medalha de prata na categoria. Na cozinha, a fusão de referências faz com que os clientes sempre encontrem novidades. A guioza de abóbora com gengibre, amêndoas e molho noisette thai (R$ 45,00, oito unidades) é uma delas. Na sequência, o camarão flambado na cachaa com cogumelos, nirá e arroz jasmim (R$ 117,00) é uma escolha afinada. Do sushibar, aposte no atum com foie gras (R$ 59,00 a unidade), no sashimi de barriga de salmão selada com tarê (R$ 36,00, três unidades) e no temaki de vieira (R$ 95,00 a unidade). O caribeña (R$ 47,00), mescla de rum, goiaba e grapefruit, está na carta de drinques autorais que animam as tardes à beira-mar, embaladas por DJ. Atente-se às variaões de cardápio entre os endereos. Rua Dias Ferreira, 410, Leblon (70 lugares). 12h/0h (sex. e sáb. até 1h); Avenida do Pepê, 780, Barra (150 lugares). 12h/0h (sex. e sáb. até 1h). Mais dois endereços. @patocomlaranja. $ Aberto em 2018.

Black cod missô
O black cod missô da chef Andréa Tinoco: Pato com Laranja também investiu em criações especiais (Tomas Rangel/Divulgação)

Rocco.

Um ano após a abertura, a empreitada de Bernard Barzi resolveu voltar as suas atenões para o sushibar, agora comandado pelo chef Luis Araujo, ex-Sushi Leblon. Para forrar o estômago, vá de enguia grelhada (R$ 65,00, duas unidades), carpaccio de salmão trufado (R$ 90,00) ou na indefectível pipoca de camarão (R$ 65,00 a porão). Se a fome for premente, prove os noodles de lagosta com manteiga de limão yuzu (R$ 194,00) ou a seleão de salmão e atum (R$ 189,00; 24 peas). Não saia sem pedir a esfera do rocco (R$ 55,00), um pão de ló de chocolate intercalado com cremoso de café e chocolate e crumble de cacau, acompanhado de sorvete de tapioca, envolto em chocolate que se dissolve com a calda quente. Os drinques autorais de Walter Garin e a luz baixa convidam ao agito em clima de noitada ó rolam sets de DJ de quinta a sábado. Rua Aníbal de Mendonça, 112, Ipanema (180 lugares). 19h/0h (qui. a sáb. até 2h). @roccoipanema. $ Aberto em 2025.

Ryu.

No embalo da febre coreana que tomou conta do mundo, o espaço apresenta a culinária do país dos doramas sem transformar tradição em caricatura. “Ryu”, aliás, foi criado a partir do alfabeto do pequeno país asiático, unindo elementos dos nomes dos proprietários à filosofia da água, vista na cultura oriental como símbolo de humildade e equilíbrio. A ideia transborda para o salão minimalista, onde uma imensa mesa coletiva de madeira convida ao compartilhamento, hábito sagrado nas refeições na Coreia. Entre os destaques do cardápio estão o bude tchigue (R$ 88,00), ensopado de barriga de porco com kimchi criado no pós-Guerra da Coreia, além do japché de camarão (R$ 95,00), um macarrão de batata-doce coberto do crustáceo e de legumes variados. Para brindar, aposte no soju (R$ 14,00 a taça), destilado típico à base de arroz e batata-doce. Avenida das Américas 12600, Bloco 5-104, Barra da Tijuca, 3197-1666 (80 lugares). 12h/22h (dom. até 21h; fecha no último dom. do mês). @ryurestaurante. $ Aberto em 2019.

Spicy Fish.

Instalado há cinco anos num quadrilátero coalhado de opções gastronômicas, a empreitada de Fábio Dupin ó o restaurateur do ano ó e sua filha, Eduarda, é um porto seguro para quem quer explorar temperos asiáticos. O extenso menu do chef Emerson Kim traz maravilhas como os mexilhões assados com aïoli de tobiko, teriyaki e ponzu (R$ 45,00, cinco unidades), opção de boas-vindas levemente apimentada. De inspiração coreana, o filé-mignon grelhado e servido no tutano (R$ 90,00) é regado com intenso molho gochujang, feito de pimentas fermentadas, além de arroz gohan e alface baby. O badalado sushibar tem cadeiras no balcão e de lá sai o uramaki califórnia rainbow (R$ 60,00, oito unidades): atum, salmão e olhete envoltos por alga e arroz, cobertos com abacate. A propósito, o olhete é hit e aparece em forma de sushi e sashimi (R$ 24,00, três unidades). Rua Maria Quitéria, 99, Ipanema, 3490-4335 (108 lugares). 12h/0h (sex. e sáb. até 1h; dom. até 23h). @spicyfish.af. $ Aberto em 2021.

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uma grelha com berinjela
Spicy Fish: berinjela grelhada com missô (Fabio Seixo/Divulgação)

Togu.

No salão diminuto, de decoração moderna, ou nas poucas mesas da calçada, o comensal experimenta curiosas e bem-sucedidas fusões culinárias. A bumba vieira (R$ 98,00, quatro unidades) é um exemplo da seção do cardápio dedicada à Serra da Capivara, no Piauí. Trata-se do molusco com tartar de caju, pupunha e redução de cajuína sobre crocante de folha de arroz. Prato substancioso, o wok de camarão e pato (R$ 95,00) reúne arroz tailandês e molho marcante à base de shoyu, limão e coentro. O sushibar despacha unanimidades e só entra salmão no benizake festival (R$ 225,00, 24 peças), combinado com seis variedades de preparo que vão de sashimi maçaricado ao hot de tartar. Ao fim, o brownie com sorvete de pistache e coulis de laranja japonesa (R$ 32,00) não faz ninguém se arrepender da pedida. Rua Dias Ferreira, 90, Leblon, 99632-1200 (48 lugares). 12h/1h (sáb. a partir das 13h; dom. 13h/0h; seg. 17h/0h). @togu_restaurante. $ Aberto em 2003.

Xian.

Seja para almoçar, jantar, petiscar ou apenas bebericar, a casa do restaurateur Marcelo Torres impressiona. As ostras frescas (R$ 68,00, seis unidades) são finalizadas com molho ponzu, ovas de capelim e alga wakame. E o satay, frango marinado em páprica doce, frito e servido com molho de amendoim, chega em porção de quatro unidades, a R$ 46,00. Novidade entre os principais, o peito de pato indochine (R$ 136,00) é grelhado e ladeado de purê de abóbora-cabotiá. Se o apetite pender para os sabores do Ocidente, não tem problema. Assada por oito horas no alto da churrasqueira, a costela de boi do Giuseppe Grill (R$ 186,00), outra empreitada de Torres, chega à mesa com arroz de limão. Guarde apetite para o bolo xian (R$ 36,00) feito com chocolate belga e recheio de brigadeiro, que se come morno, regado com creme inglês com cardamomo. A gula agradece. Avenida Almirante Sílvio de Noronha, 365, Centro (Bossa Nova Mall), 2303-7080 (400 lugares). 12h/0h (dom. até 23h). @xianrio. Aberto em 2017. $$$

VEJA RIO COMER & BEBER 2026 é uma realização da Editora Abril com patrocínio master de BTG Pactual, patrocínio de Governo do Rio de Janeiro, Prefeitura do Rio de Janeiro e JBS, apoio de IFood, Baden Baden e Bacalhau da Noruega/Sea Food From Norway, além de parceria Castas Importadora.

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