Comer & Beber 2026/2027: os melhores endereços de bares

De clássicos da boemia a novos pontos de encontro, confira os destaques para curtir da happy hour à saideira

Por Anna Clara Sancho, Renata Magalhães, Sérgio Loureiro e Tavinhu Furtado 5 jun 2026, 08h35 | Atualizado em 5 jun 2026, 11h39
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Chanchada: a casa tem batidas de sabores como maracujá com rapadura, coco queimado e café pingado (./Divulgação)
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ZONA CENTRAL

CENTRO E ARREDORES

Al Farabi. Ponto de encontro de intelectuais e artistas, o espaço nasceu como um sebo e mudou o formato em 2007 para contornar a crise que se abateu sobre as livrarias. Fez história na Rua do Rosário, despontando o movimento de revitalização da região, e mantém o mesmo clima na casa que abriu em 2023 na Rua do Mercado, após um hiato de cinco anos. Entre os principais, o picadinho carioca (R$ 55,00), com a carne na ponta da faca, arroz branco, farofa, banana assada e ovo poché, é um dos mais pedidos. Impossível resistir às opções da vitrine, como o bolinho de aipim com carne moída (R$ 15,00). Para beber, peça o coquinho do alfa (R$ 22,00), generosa batida de coco com vodca, ou o balde de cerveja Stella Artois (R$ 92,00, oito latas). Rua do Mercado, 34, Centro (entrada também pelo Boulevard Olímpico), 3553-1518 (140 lugares). 12h/19h (qui. e sex. até 22h; fecha seg. a qua.). @alfa_bar_e_cultura. Aberto em 2004.

Armazém Senado. Um grupo de amigos competindo para ver quem conhecia mais sambas-enredo deu origem a uma das rodas do gênero mais famosas da cidade. Curiosamente, o que antes não era bem-visto pelos donos se tornou marca registrada do local, reunindo um público grande sempre às sextas, das 17h às 21h; sábados, entre 14h e 19h; e domingos, das 14h às 18h. Para acompanhar o ritmo, cerveja gelada — a garrafa de 600 mililitros da Original custa R$ 15,00 — e um cardápio simples, mas típico de onde tem batuque. A unidade das empadas caseiras, nos sabores frango, palmito e camarão, sai a R$ 7,00. Há ainda porções de tremoços e azeitonas (R$ 15,00 cada uma) e de gorgonzola, provolone e salaminho (R$ 30,00 cada uma). Tudo isso em meio a mercadorias como arroz, feijão, materiais de limpeza e até sandálias, mantendo viva a memória da época em que o espaço era uma mercearia. Avenida Gomes Freire, 256, Centro, 2509-7201 (40 lugares). 9h/22h (fecha seg.). @armazem.senado. Aberto em 1907.

Bafo da Prainha. Com mesas do lado de fora, guardadas por sombreiros coloridos, o endereço traduz bem o lifestyle suburbano. Não faltam baldes com cascos de cervejas — a Budweiser sai por R$ 13,00 — e o famoso churrasco no tambor de latão abastece receitas como o cupim desfiado com arroz feito no caldo da carne, ovo de codorna, farelo de torresmo, tomate-cereja e alho-poró na brasa (R$ 115,40). Para começar, o levante (R$ 31,90) é um caldinho de feijão com espeto de coração de galinho e ovo de codorna, ideal quando a caipirinha (R$ 20,00 a tradicional) começa a mostrar seus efeitos. Não saia sem experimentar a mamata (R$ 15,00), batida feita com maracujá e gengibre. Conduzido por Raphael Vidal, o estabelecimento foi eleito um dos dez melhores bares ao ar livre do mundo pela revista britânica Time Out. Largo da Prainha, 15, Saúde, 97279-6628 (160 lugares). 16h/0h (sex. e sáb. a partir das 12h; dom. até 12h/21h). @bafodaprainha. Aberto em 2021.

Bar Brasil. Pelo salão em L que promove uma viagem no tempo, circulam garçons de camisa branca e gravata-borboleta levando os comes e bebes alemães para as mesas. Tradição é a assinatura da casa, que surgiu em 1907 como Bar Zeppelin — a mudança de alcunha veio durante a Segunda Guerra, a fim de evitar represálias. No menu, clássicos como o croquete alemão com mostarda (R$ 10,90), para abrir os trabalhos, e o joelho de porco (R$ 179,00), que serve duas pessoas. Vale experimentar a salsicha de vitela (R$ 108,90, 400 gramas), acompanhada de chucrute e salada de batata, também para compartilhar. O chope geladíssimo sai da torre de bronze histórica, de 66 metros, com serpentina de cobre, e vai do pequeno (R$ 7,50, 250 mililitros) ao grande (R$ 16,00, 500 mililitros). Avenida Mem de Sá, 90, Lapa, 2509-5943 (80 lugares). 11h/23h (sex. e sáb. até 1h; dom. até 16h; fecha seg.). @bar.brasil. Aberto em 1907.

Bar do Omar. O perfil do dono nas redes sociais, com suas opiniões políticas, faz tanto sucesso quanto o espaço na entrada do Morro do Pinto. É como se o ambiente digital fosse extensão de seu negócio, e a gigantesca imagem do presidente Lula, pintada por Rafa Mon na parede, não deixa mentir. Invista na porção de torresmo sem culpa (R$ 28,00), marinado na cerveja por 24 horas, com molho de ervas. Para fomes maiores, o filé com fritas (R$ 59,00) é cortadinho à francesa e chega à mesa com pão de alho e batata frita. No lema “amigo eu nunca fiz bebendo leite”, a cerveja Amstel vem no casco (R$ 14,00, 600 mililitros) ou long neck (R$ 11,00, 275 mililitros). Deixando tudo ainda melhor, tem roda de samba de quinta a domingo. Rua Sara, 114, Santo Cristo, 99591-5032 (400 lugares). 17h/0h (sáb. a partir das 15h; dom. 15h/23h; fecha seg. a qua.). @bardoomar. Aberto em 2000.

Capiau. Não há mineiro que não conheça a carne de lata, feita com banha de porco no tacho, cozida lentamente e em baixa temperatura. Queridinha do boteco que aposta em um menu com gostinho de roça, a iguaria pode ser de pernil e copa lombo (R$ 52,00), língua de boi acebolada (R$ 45,00) ou linguiça acebolada (R$ 48,00). Outra criação de sucesso do chef Diego Melão é o pé de porco caramelizado com caldo e pão de fubá (R$ 42,00). Deu vontade de um docinho? O pudim de ovos caipiras (R$ 15,00) é aposta certeira. Molhe o bico com o capiau (R$ 25,00), mate da casa com suco de limão e rum, ou escolha entre as treze opções de dose de cachaça — da Barril de Carvalho (R$ 6,00) à Soledade 5 Madeiras (R$ 25,00). Rua Miguel Couto, 124, Centro (80 lugares). 12h/22h (sáb. e dom. 11h/18h; fecha seg.). @capiaubutequim. Aberto em 2024.

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Casa Omolokum. Mais do que um espaço gastronômico, o endereço na Pequena África faz uma imersão profunda na cultura ancestral afro-brasileira. Iniciada no Candomblé, a chef Leila Leão reinventa o menu (R$ 85,00 por pessoa) a cada fim de semana, sempre com pratos que homenageiam Orixás. Caldinho de sururu, moqueca de peixe com farofa de dendê, omolokum — feijão-fradinho cozido no creme de cebola com gengibre, azeite de dendê e camarão defumado —, filé de peixe marinado no vinho branco com molho de coco, manjar de coco com calda de caramelo, entre outras delícias se revezam no cardápio. A casa também é um centro de aprendizado e troca cultural, oferecendo aulas de percussão, lançamentos de livros e eventos que promovem o diálogo para quebrar preconceitos e se reconectar com as raízes que sustentam nossa identidade cultural. Rua Tia Ciata, 51, Saúde, 97709-9962 (40 lugares). 13h/18h (fecha seg. a qui.). @casaomolokum. Aberto em 2015.

Cine Botequim. Exibições de filmes antigos e nomes de longas no cardápio dão a pista: trata-se do endereço certo para cinéfilos. Dirigido por Andrucha Waddington, Eu, Tu, Eles batiza uma entradinha campeã de bilheteria, que são os copinhos de mandioca recheados com moela na cerveja escura, queijo gratinado e aipim palha (R$ 42,90, quatro unidades). As coxinhas também rendem aplausos — a espartacus (R$ 14,90) é de costela bovina com queijo. Para beber, o laranja mecânica (R$ 28,90) é um coquetel de cachaça com licor de laranja, suco de limão e ginger ale, e o volver (R$ 29,90) leva rum branco, xarope de framboesa, suco de limão, água tônica e folhas de hortelã. Rua Conselheiro Saraiva, 39, Centro, 98202-9915 (120 lugares). 12h/21h (seg. até 15h; sex. até 20h; fecha sáb. e dom.); Rua Dona Zulmira, 111, Maracanã (100 lugares). 17h/0h (sáb. a partir das 12h; dom. 12h/22h; fecha seg.). @cinebotequim. @cinebotequim2. Aberto em 2010.

Cotovelo. As oito torneiras de chope chamam a atenção de quem chega neste point da Rua da Cerveja. A Búzios Geribá Munich Helles sai por R$ 11,90 (300 mililitros) e a Tio Ruy Weiss custa R$ 16,00 (300 mililitros). Na dúvida, vale pedir a régua com quatro garotinhos (R$ 35,00, 300 mililitros cada). Para evitar a ressaca, tem linguiça de porco com cebolas em conserva (R$ 46,00) e o porcovelo (R$ 65,00), cotovelo de porco com fritas, uma das novidades do chef Tchelo Barreto. Entre os sandubas, o buraco quente (R$ 32,00), com costela bovina e agrião, é um clássico da botecagem. A cerveja está em todas, inclusive no caramelo que vai por cima do pudim (R$ 12,00). O ambiente convidativo manteve o legado do imóvel antigo, com a recuperação de ladrilhos hidráulicos e paredes de tijolos aparentes. Rua da Carioca, 15-17, Centro (120 lugares). 11h/23h (sáb. até 19h; fecha dom.). @choperiacotovelo. Aberto em 2025.

Destilaria Maravilha. A produção própria de cachaça, gim e vodca, feita aos olhos dos clientes, garante a qualidade das bebidas servidas. A novidade agora é a venda dos destilados para o varejo, mas quem prefere bebericar por lá encontra opções saborosas e criativas assinadas por Cassiano Machado. O jorge amado (R$ 30,00), feito com pinga infusionada em cravo e canela, limão e maracujá, e o caioba (R$ 30,00), de gim, redução de mel com gengibre e soda de capim-limão com abacaxi, são os mais pedidos. Entre as pedidas para acompanhar, tem homus thai (R$ 36,00) ao molho de curry vermelho, limão-taiti e chips de camarão, e mexilhões frescos (R$ 66,00) servidos com pão. Quem quer ir além no programa, em algumas noites o ambiente se transforma em pista de dança, bem no clima da Lapa, e garantiu a terceira colocação na categoria melhor trilha sonora. Rua do Senado, 53, Centro (200 lugares). 18h/2h (sáb. a partir das 17h; fecha dom. a qua.). @destilariamaravilha. Aberto em 2025.

Boteco Belmonte. Inaugurada em janeiro, a oitava unidade da rede fica no Edifício Touring, na Praça Mauá. O prédio tombado, de 1928, é uma joia arquitetônica — tem torre com relógio e vitrais coloridos, além de terraços e varandas sustentadas por colunas imponentes. É no térreo, em um salão com piso hidráulico original e restaurado, onde fica o bar. Para começar, a lula frita com molho tártaro (R$ 82,00) e o pernil assado com cebola refogada (R$ 65,00) são boas pedidas, que podem ser seguidas pelo prime rib na parrilla (R$ 234,00), com arroz biro-biro, crocante de parma e farofa de bacon. Chope Colorado (R$ 24,00, 270 mililitros) e coquetéis como o lavoura arcaica (R$ 41,00), com cachaça Ypióca, caju, gengibre, capim-santo e espuma de caldo de cana, matam a sede. O cardápio inclui itens de café da manhã, frutos do mar, massas, sanduíches, PF, espumantes e vinhos. Edifício Touring, Praça Mauá, 97247-7691 (100 lugares). 11h/0h (dom. a ter. até 22h). Avenida Vieira Souto, 236, Ipanema, 98556-0221 (300 lugares). 11h/2h. Mais seis endereços. @boteco_belmonte. Aberto em 2002.

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ESTÁCIO/CIDADE NOVA

Bar Sambódromo. O que dá samba no endereço que fica a apenas uma quadra da Praça da Apoteose é a comida caseira com muita fartura. Uma prova disso está logo no começo do percurso, com o polvoralho (R$ 52,00), tentáculos de polvo no pão de alho, e a porção de torresmo (R$ 49,90). Em seguida, invista na carne de sol com baião de dois e aipim frito (R$ 55,00), excelente para sanar apetites mais vorazes. Todos os dias tem um prato especial no menu e a rabada com batata e agrião vale a visita aos domingos, quando a caipirinha de limão (R$ 27,00) vira uma ótima companheira. Quem por lá pisa pela primeira vez logo recebe uma sugestão dos donos Norberto e Anderson Zoroastro, pai e filho: é impossível dizer que conhece o local sem experimentar a famosa língua de boi defumada e empanada (R$ 49,90). Rua Benedito Hipólito, 125, Cidade Nova; 2293-6703 (60 lugares). 12h/22h (sáb. e dom. até 20h; fecha seg.). @barsambodromo. Aberto em 1998.

GLÓRIA

Butiá. O pequeno fruto típico da Região Sul inspira o nome do bar, aberto em novembro de 2025 e já queridinho da vizinhança, que bate ponto na feijoada mensal, sempre aos sábados. Destaque no cardápio, o tartar de carne de sol (R$ 43,00) vem com picles de maxixe, pimenta-de-cheiro, creme de castanha e cama de tapioca suflada. Já o carpaccio de tilápia curada em beterraba e melado (R$ 43,00) é guarnecido de coalhada seca e óleo de chili, acompanhado de pastel de puba, a massa da mandioca. Para molhar a garganta, há drinques autorais, como o glória tropical (R$ 28,00), com cachaça infusionada com cravo e manga, e a estrela da casa, butiá sour (R$ 27,00), mescla de cachaça com butiá, limão, clara pasteurizada e xarope de açúcar. Rua Santo Amaro, 158, Glória, 97143-8222 (50 lugares). 18h/0h (sex. até 1h; sáb. 17h/1h; dom. 9h/21h; fecha seg. e ter.). @butiabar.rj. Aberto em 2025.

Deja Vu. O bar trouxe ainda mais charme para a Praça Luís de Camões, onde vez ou outra promove sessões de jazz. Por trás do letreiro neon, comidinhas e vinhos têm bom custo-benefício, caso do canapé ovos & ovas (R$ 32,00, duas unidades), com ovo mole, ovas mujol e creme azedo. Experimente o deck-tuna (R$ 38,00), sanduba de atum confitado com ricota e salada de batatas com wassabi. Na carta que prioriza rótulos de mínima intervenção oriundos de dez pequenos produtores, o branco Dom Dionysius Lorena 2024 é servido em taça (R$ 16,00, 125 mililitros) e o laranja Bella Quinta Ânfora Ribas 2025, em garrafa (R$ 132,00). Há coquetéis clássicos e autorais, assinados pelo sócio Jonas Aisengart: o belle époque (R$ 36,00) mescla bourbon, shrub de pêssego, Licor 43 e sour mix, finalizado com angostura. Rua do Russel, 344, Glória (80 lugares). 17h/23h (sex. até 23h30; sáb. 15h/23h30; dom. a partir das 15h; fecha seg. e ter.). @dejavu_rio. Aberto em 2025.

Fatchia. A pizza em estilo Detroit, no formato quadrado lembrando uma focaccia, é perfeita para comer com as mãos. As coberturas vão da margherita (R$ 26,00), com molho de tomate, crosta de queijo caramelizada, manjericão e parmesão, à ragu de ossobuco e queijo de cabra (R$ 38,00). A carta de bebidas é a companhia perfeita para quem vai badalar ao som dos DJs. Detentora do prêmio de melhor trilha sonora em VEJA RIO COMER & BEBER 2025, a casa, comandada por Rodrigo Facchinetti, é medalha de prata nesta edição. Experimente o ginger basil smash (R$ 34,00), feito de gim, soda, manjericão, limão-siciliano e xarope de gengibre; ou o balla lemon iced tea (R$ 34,00), que leva Ballantines Finest, xarope de limão-siciliano, caramelo salgado e chá preto. Se bater vontade de comer um docinho, vá de berry white (R$ 32,00): fonduta cremosa de chocolate branco com compota de frutas vermelhas, amêndoas tostadas e névoa de grana padano. Rua Benjamin Constant, 8, Glória (75 lugares). 19h/1h (qua. e qui. até 0h; fecha seg. e ter.). @fatchia_pizza. Aberto em 2024.

Isca. De uma viagem para San Sebastián, Tatiana Fernandes trouxe para o Rio um petisco típico do País Basco. Os pintxos, pequenos bocados normalmente dispostos em balcão, fizeram os cariocas morderem a isca e o pequeno empreendimento virou sucesso. Servidos numa fatia de baguete, o de camarão (R$ 18,00) tem o crustáceo grelhado com sweet chili, acelga marinada, maionese de sriracha e jamón frito; enquanto o de peixe curado (R$ 16,00) leva sardinha ou cavaquinha curada, creme de queijo fresco e óleo de pimenta. Brinde com cerveja Heineken gelada (R$ 20,00, 500 mililitros) ou vermute tônica (R$ 22,00), coquetel feito com Cinzano e água tônica. Para adoçar o paladar, aposte na tarta basca (R$ 18,00), bem cremosa, outro clássico da região espanhola. Rua do Russel, 724-A, Glória (35 lugares). 17h30/0h30 (sáb. a partir das 16h; dom. 14h/23h; fecha seg. e ter.). @_iscaisca. Aberto em 2024.

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LAPA

Beco do Rato. Lúcio Pacheco comanda com simpatia um dos endereços mais famosos de samba do Rio — Moacyr Luz, Tia Surica, Diogo Nogueira e Thiaguinho são alguns dos artistas que já soltaram a voz por ali. São três ambientes interligados, que ficam lotados de gente dançando e bebendo no melhor estilo carioca. Cervejas de casco como a Amstel (R$ 17,00) circulam pelas mesas, dividindo espaço com drinques, a exemplo do bom aprendiz (R$ 28,00), à base de Tanqueray com tônica, canela, limão-siciliano e taiti. Para matar a fome, tem a costela do rato (R$ 79,00), feita com carne suína no molho barbecue e guarnecida de fritas, e o cupim com torradas (R$ 55,00), que acaba de voltar ao cardápio. Todo domingo tem feijoada (R$ 45,00), servida com arroz, couve e farofa. Rua Joaquim Silva, 11, Lapa, 2508-5600 (500 lugares). 18h/1h (ter. e qua. até 0h; sex. e sáb. até 2h; dom. 11h/21h). @becodorato. Aberto em 2005.

Braseiro Labuta. Em sua passagem pelo Rio durante o Carnaval de 2026, Sarah Jessica Parker deu pinta pelo local que ajudou a colocar a Rua do Senado no mapa. A atriz começou com alguns clássicos, como o pão de alho (R$ 15,00) e o mate da casa (R$ 12,00). Depois, compartilhou com amigos o ancho (R$ 98,00, 300 gramas), guarnecido de baião de dois com aipim frito (R$ 36,00), e experimentou a tradicional caipirinha de limão (R$ 22,00). Quem comanda a brasa cheia de fãs — até de fora do Brasil — é o chef Rodrigo Monteiro, que começou no local como parrillero. A eterna Carrie Bradshaw não chegou a pedir, mas o bolo de chocolate com toffee artesanal (R$ 30,00) fecha com chave de ouro. Vale a visita também ao Labuta Leblon, aberto na Rua Dias Ferreira no início do ano, e ao Labuta Mar, focado em insumos que vêm do oceano. Braseiro Labuta: Rua do Senado, 65, Lapa, 97577-3209 (70 lugares). 11h30/23h (seg. e ter. até 17h; sáb. a partir das 12h; dom. 12h/19h). @labuta_braseiro. Aberto em 2023. Labuta Mar: Rua do Russel, 450B, Glória, 99084-6774 (40 lugares). 11h30/23h45 (dom. 12h/20h; fecha seg.). Mais dois endereços. @labuta_mar. Aberto em 2022.

Cazota Bar. A escada que atravessa os três andares do casarão desemboca em um agradável terraço, que tem clima de churrasco entre amigos em alguma laje do subúrbio carioca. Para abrir o apetite, linguiça bovina cuiabana (R$ 54,00, 300 gramas). Depois é hora de bife de chorizo black angus (R$ 144,00, 400 gramas), servido com farofa e chimichurri. Dica: por ali até os vegetarianos são bem-vindos. Além do jiló (R$ 18,00) ou quiabo grelhado (R$ 18,00), a opção mais completa para eles é o churrasco feito com a seleção de vegetais do dia (R$ 50,00). Uriel Árias pode até ter vindo criança para o Brasil, mas tem no sangue argentino a vocação para a brasa. Ela se faz presente até no bar — não deixe de experimentar o bloody mary defumado (R$ 32,00). Avenida Mem de Sá, 126, Lapa, 2509-0996 (80 lugares). 12h/0h (ter. a partir das 17h; sáb. a partir das 13h; fecha dom. e seg.). @cazotabar. Aberto em 2017.

Dida Bar e Restaurante. Após uma década de efervescência na Praça da Bandeira, Dida Nascimento começou o ano de 2026 em novo endereço, no coração da Lapa, mantendo as raízes africanas em receitas aprendidas no continente. De Moçambique, trouxe o caril de camarão (R$ 70,00), prato com os crustáceos salteados no alho, arroz e farofa de dendê, servidos no abacaxi. O calulu de carne-seca (R$ 66,00), com guisado de quiabo e berinjela, guarnecido de pirão de farinha de mandioca, veio de Angola. Para iniciar o percurso, uma variação de um clássico das praias cariocas: a porção de cigarretes de queijo de coalho (R$ 40,00, seis unidades), empanados na massa folhada com ervas finas. Adoce o paladar com pudim de tapioca com calda de hibisco (R$ 17,00) e experimente drinques como o onilê (R$ 35,00), à base de cachaça ouro com manjericão, limão-siciliano, calda de açúcar, espuma cítrica e mel. Rua do Lavradio, 192, Lapa, 97956-4883 (250 lugares). 12h/0h (ter. a partir das 16h; dom. até 20h; fecha seg.). @didabar.erestaurante. Aberto em 2015.

Kim Pocha. Em coreano, pojangmacha significa barraca de comida de rua. Por terem começado nas feiras gastronômicas da cidade, Martin Kim e a esposa, Priscila Lima, puseram a abreviação “pocha” no nome do negócio. O cardápio é escrito nos azulejos, dando a dica de que as delícias mudam com frequência. Mas clássicos como o frango frito sempre estão presentes, mesmo que agora numa versão mais apimentada, com gochujang (R$ 65,00). Outro destaque é o kimchi bokkeumbap (R$ 59,00), arroz de acelga fermentada com pimenta, pernil desfiado e ovo frito com gema mole. A tradição também está nas bebidas: o soju (R$ 17,00, 50 mililitros) é um destilado à base de arroz e batata-doce. Avenida Gomes Freire, 176-C, Lapa (18 lugares). 11h30/16h (seg. a partir das 12h; sáb. 12h/17h; fecha dom.). @kimpocharj. Aberto em 2023.

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Suru Bar. O sócio Igor Renovato explica que o significado de “suru” é mistura, e no boteco do Baixo Lapa a junção foi entre Rio e Minas. Dentre as novidades, o coração de galinha flambado no rum (R$ 35,00) já caiu no gosto da clientela; bem como o caju sem nome (R$ 31,00), feito com Cointreau, gim Tanqueray Bossa Nova, calda de caju, limão e arruda, boa nova na ala das bebidas. Há pedidas que fazem sucesso desde a abertura — quem já tomou o mangaleta (R$ 28,00), com vodca, purê de manga com pimenta e espuma de gengibre, costuma repetir. Atravesse a rua e dê um pulo no Suru Bafo, segunda casa dos sócios, com destaque para preparos na brasa. Rua da Lapa, 151, Lapa, 97986-5715 (54 lugares). 17h/2h (seg. a partir das 19h; qua. até 1h; sáb. a partir das 12h; dom. 12h/21h; fecha ter.). @surubar.rj. Suru Bafo: Rua da Lapa, 128, Lapa (110 lugares). 17h/1h (sex. e sáb. a partir das 12h; dom. 12h/20h; fecha seg.). @surubafo.rj. Aberto em 2024.

Lambe Lambe. A marca escolheu a Lapa para sua estreia fora de Minas Gerais, em novembro de 2025, e a unidade já é a mais movimentada da rede. Ocupando um espaço descolado e sem frescura, a casa tem como carro-chefe coquetéis feitos com sucos naturais de frutas, com teor alcoólico de 6% proveniente da própria fermentação. As bebidas podem ser consumidas no copo (R$ 14,00, 380 mililitros), na lata (R$ 15,00, 350 mililitros) ou em growler (R$ 48,00, 1 litro). Os sabores, leves e refrescantes, são rotativos, mas há três opções fixas em lata: tangerina, limão e sal; limonada rosa e manga com maracujá. Para comer, pizzas (R$ 69,00), nos sabores margherita, calabresa, mortadela com creme de parmesão e napolitana com queijos mineiros. A novidade é o primeiro drinque sem álcool da marca, o lambe lambe zen (R$ 13,00, a lata), com mix de frutas e plantas adaptógenas. Rua Morais e Vale, 43, Lapa (40 lugares). 18h/2h (sáb. e dom. 15h/3h; fecha ter.). @bebalambelambe. Aberto em 2025.

SANTA TERESA

Armazém São Thiago. Tombado pelo patrimônio histórico, o espaço é batizado em homenagem à cidade natal do fundador espanhol — Santiago de Compostela. Desde que virou bar, na década de 1970, passou a ser popularmente conhecido como Bar do Gomez. Terceiro lugar na categoria bar tradicional, o estabelecimento mantém o clima “retrô”, com mobiliário antigo e decoração de madeira. O teto é adornado com bandeirinhas de diferentes países, comprovando que ali todos são bem-vindos. Parada obrigatória em Santa Teresa para provar a coxinha de mortadela (R$ 17,00) e o bolinho se ligue (R$ 17,00), campeão de vendas, feito de batata-doce, carne-seca e gorgonzola. A oferta de cachaças surpreende pela variedade. Destaque para algumas premiadas como a Magnífica Reserva Soleira (R$ 55,00, 50 mililitros) e Sanhaçu Soleira (R$ 115,00, 50 mililitros). Rua Áurea, 22, Santa Teresa, 2232-0822 (50 lugares). 12h/0h (dom. até 23h). @armazemsaothiago. Aberto em 1919.

Bar do Mineiro. Não é incomum ver cariocas e turistas fazendo fila para degustar a famosa feijoada (R$ 155,00, serve duas pessoas), que chega à mesa com arroz, farofa de torresmo, couve mineira refogada e laranja. O chope Estrella Galicia (R$ 17,00, 330 mililitros) vai bem com o prato. Para abrir os trabalhos, tem porção de minipastéis (R$ 65,00, vinte unidades), com recheios de feijão-mineiro, carne-seca com catupiry, camarão e carne; ou caldo de vaca atolada (R$ 28,00), um creme de aipim com costela bovina desfiada. A batida de gengibre (R$ 15,00) é outra tradição do espaço, que tem na fachada um mural assinado por Rafa Mon em homenagem a Diógenes Paixão, fundador que permaneceu 35 anos à frente do local. Rua Paschoal Carlos Magno, 99, Santa Teresa, 2221-9227 (120 lugares). 8h30/22h30 (dom. até 22h). @bardomineiro. Aberto em 1992.

Explorer Bar. Os donos prometem uma mudança radical de identidade até o fim de 2026, mas, por enquanto, o local segue atendendo os frequentadores no mesmo clima de hostel moderno, com um menu que transita entre Itália, Argentina e Brasil. Criação do chef Mario Lucas, o bondiola de cerdo braseado (R$ 79,00) traz tiras do corte suíno com musseline de batata e ragu de cogumelos ao vinho malbec. Já a costa amalfitana (R$ 92,00) é um fettuccine com frutos do mar e molho bisque cremoso. Ambos vão muito bem com coquetéis, a exemplo do bourbon passión (R$ 39,00), que leva Jim Beam com redução de maracujá e especiarias, Campari e suco de limão, e do solado búfalo (R$ 37,00), com gim, xarope de pimenta-da-jamaica, alecrim, suco de limão e água tônica. Rua Almirante Alexandrino, 399, Santa Teresa, 97061-4486 (120 lugares). 12h/0h (seg. a partir das 16h; sex. e sáb. até 1h). @explorerbar. Aberto em 2016.

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Indecente Café. Discos de vinil por todos os lados dão a dica: por aqui, gastronomia e boa música se completam. A curadoria musical garante os acordes perfeitos para harmonizar com os drinques da casa. O marola (R$ 37,00) mistura acerola, maracujá, rum, hortelã e xarope de gengibre; enquanto o manuel bandeira (R$ 39,00) mescla uísque com licor Gabriela, hortelã e água com gás. Criado por Sofia Nepomuceno, o menu de comidinhas é descomplicado. Vale pedir sanduíches como o cogu (R$ 49,00), com portobello, pesto caseiro e queijo meia-cura na focaccia, e há ainda pratos que exaltam sabores asiáticos com toques brasileiros — o ramen de costela (R$ 53,00), com ovo perfeito e nori, é a tradução perfeita dessa combinação. Só chegar, relaxar e curtir. Rua Felício dos Santos, 3, Santa Teresa (35 lugares). 18h/0h (dom. 15h/21h; fecha seg. e ter.). @indecentecafe. Aberto em 2025.

ZONA NORTE

BENFICA

Velho Adonis. Sob a bênção da imagem de Nossa Senhora de Fátima estampada em azulejos azuis na entrada, a casa de decoração simples entrega o melhor da gastronomia lusitana e foi medalha de prata na categoria bar tradicional. Inicie a viagem com a empada de bacalhau (R$ 15,00) ou a cambuquinha de bacalhau com natas (R$ 75,00). Domingo é dia do tradicional cozido (R$ 170,00, para duas pessoas), com pirão e feijão-branco. Já no dia a dia, aposte no malandrinho de 70 (R$ 230,00, para dois), arroz com polvo, bacalhau fresco e camarão. Não deixe de se lambuzar com os tradicionais doces portugueses: tem pastel de belém (R$ 17,00 a unidade), toucinho do céu (R$ 27,00) e ovos moles (R$ 27,00). O sucesso é tamanho que ultrapassou as fronteiras do Rio e uma primeira filial acaba de abrir em Brasília. Rua São Luiz Gonzaga, 2156, Benfica, 2026-4186 (100 lugares). 10h/22h (sex. e sáb. até 23h; dom. até 19h; fecha seg.). @velhoadonis. Aberto em 1952.

Zinho Bier. Manda a tradição que ao conhecer este bar em Benfica é preciso pedir a costela no bafo (R$ 230,00, para duas pessoas), com pão de alho, farofa de ovos e molho à campanha. Match perfeito com o chope Brahma gelado (R$ 11,90, 360 mililitros), servido com excelência comprovada pela Academia de Chopp, certificação da Brahma. Tem também o besouro suco (R$ 27,00), drinque assinado por Marcos Bonder, o Bondbuteco, que leva Campari, cachaça e limão-siciliano. Para petiscar, os grandes sucessos são a porção de queijo de coalho na pedra (R$ 37,00) e o pão de alho (R$ 11,90). Nos dias de semana, das 11h às 16h, tem almoço executivo e, às sextas e sábados, feijoada (R$ 98,00, para compartilhar) com arroz, couve mineira, farofa, torresmo e laranja. Rua São Luiz Gonzaga, 2330, Benfica, 3556-8310 (100 lugares). 11h/16h (qui. a sáb. até 23h; dom. até 17h). @restaurantezinhobier. Aberto em 1998.

CACHAMBI

Cachambeer. A qualidade de um bar está diretamente ligada ao chope tirado, e esta verdadeira instituição carioca leva isso muito a sério. Tanto que, no ano passado, levou o prêmio de VEJA RIO COMER E BEBER pela bebida (R$ 8,90, 300 mililitros). O bairro onde está inserido empresta o nome para o estabelecimento, que recebe gente de toda a cidade em busca da famosa costela (R$ 139,00, para duas pessoas), marinada em ervas finas e assada por seis horas no bafo. O prato chega à mesa acompanhado de arroz, farofa, batata frita e molho à campanha. Na esteira dos holofotes das canetas emagrecedoras, foi criada recentemente a seção cantinho do mounjaro, com opções de proteínas magras em porções pequenas: coração de frango (R$ 69,00) ou peru (R$ 67,00), filé de peito de frango ao alho com palmito (R$ 52,00) e moela ao molho madeira (R$ 49,00) são algumas delas. Para quem não se importa com os quilinhos a mais, o pudim (R$ 17,90) é servido num copo americano personalizado, que o cliente leva de lembrança. Rua Cachambi, 475, Cachambi (120 lugares). 12h/0h (ter. e qua. a partir das 17h; dom. e fer. até 18h; fecha seg.). @cachambeer. Aberto em 2002.

GRAJAÚ

Boteco do Raoni. As cervejas weiss füder (R$ 32,00, 500 mililitros) e pra quem é tá bom (R$ 22,00, 473 mililitros) arrancam risadas de quem lê o cardápio. A mesma linha cômica, característica do dono que empresta o nome ao local, segue nos petiscos. O dá pra vinte comer (R$ 72,00) tem quase um quilo de batata frita com páprica picante, linguiça calabresa, bacon e cheddar derretido. Mais contida, a piporca (R$ 25,00) vem com pedaços de lombo suíno empanado e barbecue de goiaba. Das 11h às 16h, a casa serve opções caprichadas de PF, como o cavalo pastando (R$ 49,00), contrafilé com ovos estalados e salada de alface e tomate. Raoni Soares toca o espaço como se fosse um grande encontro de amigos, com direito a jogos de tabuleiro, fliperama e karaokê. Rua Uberaba, 91, Grajaú, 3570-6162 (150 lugares). 11h/0h (sex. e sáb. até 1h; fecha seg.). @botecodoraoni. Aberto em 2018.

Enchendo Linguiça. A descendência austríaco-alemã dos irmãos Fernando Breschnik e Claudio Toscano dá o tom da casa, que tem foco nos embutidos. Encabeçando a lista dos mais pedidos está a linguiça croc (R$ 135,00), que vem na porção envolvida em batatas chips e servida com molhos barbecue, mostarda e sour cream. Já o triângulo mineiro (R$ 38,00, quatro unidades), bolinhos de linguiça artesanal recheados com queijo e acompanhados de geleia de pimenta, é uma das novas apostas. Toda a charcutaria é de fabricação própria e faz tanto sucesso que também abastece outros bares da cidade. De segunda a sexta, das 18h às 20h, tem dose dupla de drinques (exceto os de cachaça) — aproveite e refresque-se com o keep calm (R$ 28,00), mescla de vodca nacional, lima-da-pérsia, suco de maracujá e hortelã. Avenida Engenheiro Richard, 2, Grajaú, 2576-5727 (100 lugares). 11h/0h (sex. e sáb. até 1h; dom. até 21h; fecha seg.). @enchendolinguica. Aberto em 2006.

ILHA DO GOVERNADOR

Lá na Rosi. Depois que um grupo de famosos provou seus quitutes, a vida da simpática Rosi nunca mais foi a mesma. As receitas viralizaram nas redes sociais, o quiosque venceu o prêmio da categoria em VEJA RIO COMER & BEBER 2025 e a proprietária viu o número de frequentadores se multiplicar. Tem gente que sai do aeroporto direto para lá e até chefs da Alemanha e dos Estados Unidos vieram descobrir o segredo desse sucesso. Campeão de vendas, o cachorro-quente de feijoada (R$ 28,00) leva carne-seca desfiada em cama de linguiça cozida no feijão, couve crispy e farofa de bacon. Mas um novo rival vem disputando a preferência: pé de galinha (R$ 15,00) refogado com linguiça calabresa, tomate, cebola, pimentão e azeitona. Para matar a sede, latão de Original (R$ 10,00) ou Amstel (R$ 8,00). Praia do Zumbi (em frente ao número 75), Ilha do Governador, 98939-3984 (70 lugares). 17h30/23h (dom. 12h/16h30; fecha seg. a qua.). @lanarosibar. Aberto em 2016.

IRAJÁ

Bar da Peixaria Divina Providência. O que funcionava como peixaria (ela ainda existe, mas em outro endereço) agora serve pratos de pescados para deleite dos frequentadores. Há quem retorne com frequência só para se deliciar com a feijoada de frutos do mar (R$ 44,99), feita com feijão-branco, camarão, polvo, lula e mexilhão, guarnecida de arroz e farofa. Já o jambalaya (R$ 99,99), arroz com frango, camarão, linguiça e tempero cajun, é uma novidade. Se a ideia for apenas petiscar, uma opção completa é a barca com gurjão de peixe, camarão croc e batata frita (R$ 69,99). Faz boa companhia a caipirinha de manga com gengibre (R$ 29,99) ou a gin fruit (R$ 24,99), com gim, água tônica e uma fruta à escolha do cliente. Avenida Monsenhor Félix, 565, Irajá, 97313-8989 (120 lugares). 11h/23h (sex. e sáb. até 0h; dom. até 18h; fecha seg.). @bardapeixaria. Aberto em 2022.

MARACANÃ

Bar do Bode Cheiroso. Fundado nos anos 1940 por Antônio Duarte Ribeiro, o bar está nas mãos da terceira geração da família, sob o comando dos irmãos Emanuella, Elaine e Leonardo. Entre os petiscos campeões de venda está o trás 2 montes (R$ 95,90), iscas de miolo de alcatra à milanesa, batatas portuguesas e molho gorgonzola. Ele disputa a preferência com o torresmo, que pode ser servido em barra (R$ 28,00) ou porção (R$ 28,00). Para uma refeição mais reforçada, boas escolhas são o pernil com maionese (R$ 36,00) e o sanduba de carne assada com abacaxi (R$ 29,00). Na hora da sobremesa, a pedida é a torta musse de chocolate com base de Oreo (R$ 19,50). Não deixe de experimentar as batidas (R$ 10,00) — tem de coco, maracujá e gengibre. Rua General Canabarro, 218, Maracanã, 2568-9511 (30 lugares). 11h30/22h30 (dom. até 18h; fecha seg.). Taste Lab NorteShopping: Avenida Dom Hélder Câmara, 5474, 2º piso. 11h/23h (sex. e sáb. até 0h). @bardobodecheiroso. Aberto em 1945.

Baródromo. Originário da Praça Onze, o “bar do Carnaval”, como é conhecido, mudou-se para o Maracanã em 2021. Apaixonado pela folia, o sócio-proprietário Felipe Trotta presta homenagem às principais agremiações da cidade no menu, com pedidas batizadas com os sambas-enredo que cruzam a Avenida. O enredo do Viradouro, escola campeã de 2026, inspira o pra cima, ciça (R$ 49,90), petisco que vem com cinco “surdos” de polenta frita recheados de carne moída e queijo derretido. Já o enredo da Imperatriz sobre Ney Matogrosso virou o coquetel camaleônico, com gim, xarope de pepino, sumo de limão, água tônica e espuma de gengibre (R$ 29,90). Em um espaço como este, não poderia faltar roda de samba, garantida aos fins de semana. Rua Dona Zulmira, 41, Maracanã (120 lugares). 17h/0h (sex. até 1h; sáb. 12h/1h; dom. 12h/22h; fecha seg.). @barodromo. Aberto em 2015, reaberto em 2021.

Da Gema. Um dos maiores sucessos deste point do Maracanã são os dadinhos de polenta com rabada (R$ 82,00). Vale conhecer também o reza (R$ 52,00), peito de boi com aipim cozido, tomate, alho e cebola assados nas ervas. Para se fartar, tem o arrasta-pé (R$ 82,00), carne-seca com discos da mandioca na manteiga de garrafa, acompanhada de farofa de banana. Brinde com o conheça o roxo atrevido (R$ 28,00), gim com açaí, xarope de limão-siciliano e água com gás. Se preferir uma opção sem álcool, o sossega coração (R$ 24,00) é feito de maracujá, limão, xarope de cravo e espuma de gengibre. Entre uma mordida e um gole, aprecie os grafites coloridos nas paredes — que rendem boas fotos para as redes sociais. Rua Dona Zulmira, 134, Maracanã, 98148-4081 (160 lugares). 17h/0h (sex. e sáb. a partir das 12h; dom. 12h/22h). @bardagema. Aberto em 2009.

RaizNutela. Seja qual for o seu estilo, há espaço neste bar, no qual decoração e menu literalmente se dividem em dois, como indica o nome. Na parte raiz, tem o torresmo do alcides (R$ 54,90), pancetta curada com caramelo de laranja picante. Do lado “Nutella”, há mussarela fior di latte temperada com tomatinhos confitados e focaccia (R$ 48,90). O sanduíche de língua acebolada ao molho madeira no pão francês (R$ 28,90) mata a fome de vez. Complete o programa com os drinques da casa: o passione (R$ 29,90) leva gim, morango, maracujá, baunilha, limão, hibisco e pimenta tabasco, com espuma cítrica por cima (R$ 29,90); já o mate-me se puder (R$ 34,90) é feito com Jim Beam bourbon, mate da casa, mel e limão, finalizado com fatia de limão-siciliano e ramo de hortelã. Rua Dona Zulmira, 130, Maracanã, 99659-7603 (120 lugares). 17h/0h (sex. e sáb. a partir das 12h; dom. 12h/22h). @raiznutelabar. Aberto em 2025.

MARIA DA GRAÇA

Bar da Amendoeira. Fundado em 1962, esse clássico do subúrbio virou patrimônio cultural e carrega a alma dos botequins do Rio. Aberto inicialmente como armazém, mantém dos tempos áureos o balcão em cobogó que chama a atenção de quem entra em busca de um chope Brahma — o garotinho sai por R$ 9,00 (220 mililitros). Os petiscos têm valor convidativo, caso da berinjela no alho e do bolinho de bacalhau, ambos por apenas R$ 3,00 a unidade. Um carro-chefe é o bolinho de carne (R$ 10,00 a unidade), que até foi apelidado de feio, mas é delicioso. Os pratos da semana são fartos e saborosos: quarta é dia de rabada com agrião e polenta (R$ 36,00). Para fechar, a única opção é o pudim de leite condensado (R$ 8,00), que não pode faltar, como manda o figurino. Rua Conde de Azambuja, 881, Maria da Graça, 2501-4175 (50 lugares). 8h/22h (seg. até 16h; fecha dom.). @bardaamendoeira01. Aberto em 1962.

PRAÇA DA BANDEIRA

Bar da Frente. Campeã na categoria boteco em VEJA RIO COMER & BEBER 2025, a empreitada de Mariana Rezende e Julio Ferretti voltou ao pódio de melhor cozinha de bar. A receita, nascida na Praça da Bandeira, é simples, mas certeira: comida de bar criativa e bebida gelada. A cerveja Brahma (R$ 14,90; 600 mililitros) chega sempre na temperatura ideal. Um convite para saborear o fondue de coxinha (R$ 35,80; quatro unidades), com os salgados no palito, servidos com creme de queijo no vinho branco; ou o croquete de mortadela com queijo meia cura (R$ 39,90; quatro unidades). Na unidade de Copacabana, tem café da manhã aos sábados e domingos, das 8h às 12h. Rua Barão de Iguatemi, 388, Praça da Bandeira, 2502-0176 (28 lugares). 12h/22h (dom. e ter. até 17h; fecha seg.); Rua Almirante Gonçalves, 29, Copacabana, 3269-5758 (40 lugares). 11h/23h (sáb. e dom. a partir das 8h). @bardafrente. Aberto em 2009.

Noo Cachaçaria. Os desenhos nas paredes e os objetos que remetem a um alambique não deixam dúvidas: este é um lugar para quem gosta da “marvada” e há mais de sessenta rótulos à escolha. A dose da Werneck Reserva Especial Ouro, por exemplo, sai por R$ 17,00. O destilado também serve de base para coquetéis elaborados — o alecrim dourado (R$ 32,00) leva ainda suco de tangerina, calda de açúcar e ramo de alecrim. Quando bater a fome, peça o cana e sertão (R$ 38,00), delicioso queijo de coalho envolto com bacon e acompanhado de melado. O endereço é pet friendly e os bichinhos podem provar petiscos como o cãocrete (R$ 9,90, duas unidades), de fígado de boi com batata-doce, empanado na farinha de ração. Aos domingos, tem café da manhã com bufê liberado (R$ 89,90). Rua Barão de Iguatemi, 358, Praça da Bandeira, 97287-7940 (60 lugares). 12h/23h (dom. 9h/17h; fecha seg. e ter.). @noocachacaria. Aberto em 2015.

RAMOS

Bar da Portuguesa. Desde 2016 uma estátua do cantor Pixinguinha na calçada do empreendimento passou a ser atração entre os frequentadores. O músico ia diariamente, ainda vestido de pijama, tomar sua cerveja gelada por ali. O traje muda, mas muita gente mantém o hábito de matar a sede com a caneca zero grau do chope Brahma (R$ 10,00, 340 mililitros). Para forrar o estômago, tem unidades de bolinho de aipim com carne-seca (R$ 10,00), pastel de bacalhau (R$ 10,50) e empada de camarão (R$ 9,50). A tigela de mocotó (R$ 24,00) também é um bom reforço. Nos fins de semana, entram em cena a sardinha frita (R$ 9,00) e a porção de jiló recheado com carne-seca (R$ 11,00), que podem abrir os caminhos para o joelho de porco (R$ 94,00, serve duas pessoas), com arroz, farofa e batata frita. Rua Custódio Nunes, 155, Ramos, 97936-3338 (60 lugares). 17h/23h30 (sáb. 11h/18h; dom. 11h/17h). @bar_da_portuguesa. Aberto em 1968.

TIJUCA

Bar do Momo. O bar, comandado por Tonhão e Toninho, pai e filho, recebeu recentemente o chef espanhol Albert Adrià, eleito o melhor do ano na Europa. Para a ocasião, Toninho preparou o guacamole de jiló (R$ 38,00), em que o ingrediente é cozido e triturado com cebola-roxa, pimenta dedo-de-moça e coentro, finalizado com azeite e limão. Outros destaques da casa são o bolovo de bacalhau (R$ 17,00), com massa feita do peixe, o misto-quente de joelho de porco (R$ 35,00), que combina creme de queijo, picles, mostarda e carne suína na torrada petrópolis, e o cavalo do rei (R$ 59,00), que traz 300 gramas de contrafilé, molho de manteiga e dois ovos com gema mole, acompanhados de batatas fritas e farofa. O endereço, oito vezes campeão de VEJA RIO COMER & BEBER, também é conhecido pelas batidas (R$ 12,00, 100 mililitros), de coco, maracujá, gengibre e limão. O pudim de queijo (R$ 15,00) é leve e cremoso. Rua General Espírito Santo Cardoso, 50, Tijuca (200 lugares). 12h/23h (dom. até 18h; fecha ter.). @bardomomooficial. Aberto em 1972.

Bar Madrid. A inspiração foi nas tabernas espanholas, mas, ao fincar raízes na Tijuca, a mescla com o estilo nacional foi inevitável. A decoração garante espaço para os dois lados, e no menu a mistura se comprovou mais do que coerente. Antes de virar queridinho dos endereços descolados da Zona Sul, o jiló já reinava por ali — o pastel com linguiça mineira (R$ 10,00) e a porção com fígado acebolado e pimenta-biquinho (R$ 65,00), potencializados pelo fruto, não deixam mentir. Para ampliar a brasilidade, batidinhas da casa (R$ 10,00) nos sabores maracujá, gengibre, coco e maracugibre. Já as patatas bravas (R$ 48,00), batatas coradas servidas com molho picante, remetem à influência ibérica. Para acompanhar, tem taça de sangria branca por R$ 29,00. Rua Almirante Gavião, 11, lojas F e G, 3594-8526. (60 lugares). 11h/18h (fecha seg. e ter.). @barmadrid. Aberto em 2015.

Bar Xavier. O que começou em 1967 como uma sapataria transformada em bar acabou se tornando um dos endereços mais tradicionais da Tijuca, reunindo uma fiel clientela na Praça Xavier de Brito. Hoje sob o comando de Cezar Cavaliere, o espaço vive nova fase, mas sem abrir mão da alma boêmia tipicamente carioca. O salão amplo preserva o espírito dos antigos botequins de bairro, daqueles onde o chope Brahma (R$ 9,90, 300 mililitros) bem tirado, a conversa alta e os petiscos generosos fazem parte do ritual. A revitalização modernizou alguns detalhes da decoração, mas manteve intactos os destaques do cardápio, como o escabeche de jiló (R$ 31,00, 150 gramas) e a salada de batata com camarão (R$ 29,00, 100 gramas). Outra sensação, o pudim de pão (R$ 23,00), com compota de laranja e chantili de queijo, merece cada colherada. Praça Xavier de Brito, 6, Tijuca (30 lugares). 18h/23h (sáb. 14h/22h; dom. 12h/20h; fecha seg. e ter.). @barxavier.rj. Aberto em 2018.

Miudinho. O ambiente típico da boemia carioca, com uma vitrine embaixo do balcão e mesas de plástico distribuídas na calçada. Mas o menu busca inspiração nos izakayas, os famosos botecos japoneses. Essa mistura de culturas foi um verdadeiro gol de placa da empreitada dos sócios do Botica, Guilherme Bon e Vinicius Zamana, ao lado do sambista Gabriel da Muda. O cardápio, criado pela chef Aline Sasaqui, em constante mudança, é simples, mas complexo em sabores. Os espetinhos são destaque: o de coração com tarê e shoyu (R$ 21,00) e o de queijo de coalho com shoyu e melado (R$ 15,00) demonstram bem essa mescla nipo-brasileira. Para bebericar, experimente a quinara (R$ 27,00), que leva infusão de pau-pereira com cachaça, xarope de gengibre com mel e é finalizado com conhaque de alcatrão. Rua Visconde de Itamarati, 115, Tijuca (90 lugares). 17h/0h (sex. até 2h; sáb. 14h/0h; dom. 14h/21h; fecha seg. e ter.). @obarmiudinho. Aberto em 2025.

Patas & Rolhas. O empreendimento abriu com o propósito de estimular a adoção de animais. Para isso, reúne em um só lugar as duas maiores paixões dos donos: pets e vinhos. É possível degustar a bebida na torneira ou na garrafa, enquanto os amigos de quatro patas ganham um bifinho de cortesia. O Alta-Yari Cabernet Sauvignon 2023 (R$ 198,00) e o Amalaya Torrontés Riesling 2024 (R$ 132,00) têm ótimo custo-benefício. Harmonize com pastel na panelinha de costela (R$ 53,00), carne desfiada e gratinada com mussarela, servida com a massa assada do salgado, e com o risoni da floresta (R$ 68,00), massa de sêmola com shiitake refogado no azeite e caramelo de missô. Não vá embora sem provar o brownie pecado (R$ 38,00), com ganache de chocolate e sorvete de caramelo salgado. Rua Uruguai, 345, Tijuca, 97217-1378 (80 lugares). 16h/23h (sáb. a partir das 10h; dom. 10h/18h). @pataserolhas. Aberto em 2024.

Salete. O negócio funciona desde o fim da década de 1950 sob o comando da mesma família — tradição que é refletida no menu. A origem espanhola é celebrada em pedidas como o polvo à salete (R$ 153,00), guarnecido de batatas ao murro, cebolas grelhadas e arroz de brócolis. Nas terças, o sabor é brasileiríssimo: o picadinho (R$ 40,00), de alcatra no molho madeira, vem com ovo, batata prussiana, arroz branco e farofa. Uma novidade é a empada de costela com agrião (R$ 11,50), par perfeito para o chope Therezópolis bem gelado (R$ 10,90, 300 mililitros). O coquetel batizado com o nome da casa combina gim, Aperol, hibisco e limão (R$ 27,00) e tem versão sem álcool (R$ 12,00). Rua Afonso Pena, 189, Tijuca, 2264-5163 (170 lugares). 10h/22h (sex. até 23h; sáb. e dom. até 20h). @restaurantesalete. Aberto em 1957.

ZONA SUDOESTE

BARRA DA TIJUCA E RECREIO

Bar do Oswaldo. O clássico carioca ganhou fama por conta das batidas, que atraem gente de diferentes pontos da cidade — seja para consumir no local ou levar um estoque para casa. São mais de quinze sabores, entre eles, coco, amendoim, limão, maracujá e açaí. A dose sai por R$ 15,00 e a garrafa (900 mililitros) custa R$ 60,00. Para salgar o paladar, tem linguiça mineira com batata frita (R$ 45,00) e o nordestino com aipim (R$ 45,00), porção de carne-seca desfiada com mandioca noisette. Há escolhas mais substanciosas, como o sanduíche kimura (R$ 40,00), com filé de carne, queijo minas, alface e tomate no pão sírio, servido com batata frita. Aos sábados, tem feijoada completa (R$ 86,00, para duas pessoas) com samba ao vivo. Estrada do Joá, 3896, Barrinha, 2493-1840 (105 lugares). 12h/0h (sex. e dom. até 1h; sáb. até 2h). @bardoswaldo. Aberto em 1946.

Bar do Zeca Pagodinho. É sabido que um dos maiores ícones da música brasileira não abre mão do chope Brahma — que por lá custa R$ 12,00 (300 mililitros) —, mas é possível brindar os sucessos do cantor com drinques como o coração de sambista (R$ 30,00), Bananinha, cachaça Sagatiba, suco de limão e Monin de manga. No cardápio assinado por Antonio Carlos Laffargue, o Toninho do Bar do Momo, se destacam os croquetes de carne assada desfiada com mostarda preta (R$ 48,00, doze unidades) e a orelha de elefante parmigiana (R$ 130,00), um generoso bife acompanhado de guarnição à francesa ou fritas. A unidade do Flamengo tem menu executivo de terça a sexta, das 12h às 16h. Shopping Vogue Square, Barra (700 lugares). 18h/0h (sáb. 12h/2h; dom. 12h/23h; fecha seg.); Praia do Flamengo, 20 (360 lugares). 12h/1h (dom. e ter. 12h/0h; fecha seg.); NorteShopping, Cachambi (500 lugares) 12h/1h (dom. a ter. 12h/0h). @bardozecapagodinho. Aberto em 2018.

Conversa Fiada. Na orla da Barra, é uma boa opção para matar a fome e a sede no pós-praia. Nos dias de calor, a caipi chuva (R$ 34,00), feita de cachaça Quero Chuva com morango, limão-siciliano e espuma de capim-limão, e o chope pilsen puro malte de fabricação própria (R$ 13,90, 450 mililitros) são os mais pedidos. O vinagrete do mar (R$ 68,00), com lula, polvo e camarões marinados com pimentões e cebola, acompanhado de focaccia, é leve e refrescante; enquanto a linguiça recheada com provolone (R$ 58,00), servida com cebola frita e torradinhas, encanta paladares mais ousados. A moqueca de camarão e peixe branco (R$ 169,00, para duas pessoas), com arroz branco e farofa de coco, é um desbunde. No fim, o bolo molhado de coco com doce de leite (R$ 19,00) traz memórias afetivas. Avenida Lúcio Costa, 1976, Barra da Tijuca, 3570-0877 (150 lugares). 12h/23h (qui. a sáb. até 1h). @conversafiada.rj. Aberto em 2004.

Small Riders. Tudo começou com um perfil no Instagram criado por Guilherme Varella para retratar o cotidiano do surfe brasileiro — e foi uma grande festa quando os seguidores ganharam um espaço físico para se reunir. A cozinha está evoluindo sob o comando da chef Amanda Esteven. Na ala de novidades, o papas y pulpo (R$ 89,00) traz tentáculos de polvo grelhados sobre batatas ao murro com aïoli de páprica defumada, gremolata de ervas frescas e ramos de dill. Uma das pizzas mais pedidas é a gorgonzola praiana (R$ 69,00), com molho pomodoro italiano, mussarela, pera caramelizada e nozes junto ao queijo mofado. Outra nova onda são os vinhos da casa, como o branco Beach Wine Chardonnay 2024 (R$ 129,00). Estrada do Pontal, 355, Recreio dos Bandeirantes, 97121-7351 (80 lugares). 18h/0h (sex. e sáb. até 1h; dom. 16h/23h; fecha seg. e ter.). @smallriders.surf. Aberto em 2020.

Vizinho Gastrobar. O balcão em destaque apresenta de cara a proposta do quiosque no Vogue Square. O brilho é dos drinques, assinados pela premiada Jessica Sanches. A carta vai do clássico Fitzgerald (R$ 46,00), à base de gim, limão, açúcar e angostura bitters, até criações como o intenso into the wild (R$ 48,00), cachaça em amburana com infusão de banana-da-terra, vermute de jabuticaba e mel fermentado com gengibre. Os negronis têm presença forte com quatro versões — quem ama café não pode deixar de conhecer o coffee negroni (R$ 46,00), feito com gim infusionado na bebida, vermute tinto, Campari e chocolate meio-amargo. As pizzas são boas opções para acompanhar: a de quatro queijos sai por R$ 68,00 e a de parma com brie por R$ 86,00. Shopping Vogue Square, Barra, 97154-0841 (120 lugares). 18h/0h (qui. até 1h; sex. e sáb. até 2h). @vizinhogastrobar. Aberto em 2016.

JACAREPAGUÁ

Art Chopp. A fartura é assinatura do local, com pratos que podem ser compartilhados por quatro pessoas. A costela suína defumada em lenha de macieira por 1h30 e finalizada por mais 5h no pit smoker é preparada com um mix de nove temperos e tem sabor levemente adocicado — vem servida com três acompanhamentos e custa R$ 128,00. Que tal 2 quilos de pura gostosura? A tábua artchopp (R$ 198,90) é um exagero com calabresa acebolada, bolinho de queijo, filé de alcatra acebolado e batata frita. Tem opções mais contidas como o feijão amigo (R$ 36,90) e a porção de bolinhos de cupim defumado com queijo mussarela (R$ 39,90, quatro unidades). Os coquetéis são criações da sócia Kelly Freitas: a cara do rio (R$ 33,90) leva cachaça Coqueiro abacaxi, mate caseiro e lascas de gengibre; e o jorge amado tem base da Coqueiro gabriela, maracujá e limão (R$ 33,90). Estrada do Macembu, 63, Taquara, 3259-7367 (400 lugares). 11h30/0h30 (dom. até 20h). @artchoppoficial. Aberto em 2016.

ZONA SUL

BOTAFOGO E HUMAITÁ

Adega da Velha. Alguns endereços contam histórias, como esta casa, que construiu identidade através do encontro da gastronomia nordestina com a boemia do Rio. O ambiente simples e acolhedor, que em 2013 virou patrimônio cultural carioca, oferece chope Heineken (R$ 9,00, 300 mililitros) sempre bem tirado. O pastel de carne-seca (R$ 9,50) é o começo da viagem que desemboca nos pratos mais tradicionais — o baião de dois com carne de sol e aipim (R$ 146,00) e o estrogonofe de moela (R$ 96,00) traduzem com perfeição a proposta. Depois, saboreie a combinação de goiabada derretida com sorvete de queijo (R$ 28,00). Não deixe de visitar o Quinta Categoria, boteco de primeira qualidade que fica ao lado, tocado pelos mesmos donos. Rua Paulo Barreto, 25, lojas A e B, Botafogo, 2286-2176 (70 lugares). 11h30/1h (dom. 12h/21h). @adegadavelha. Aberto em 1960. Quinta Categoria: Rua Paulo Barreto, 25-C, Botafogo (20 lugares). 11h30/1h (fecha seg.). @boteco5categoria. Aberto em 1960.

Aurora. As bandeiras de Portugal e do Brasil na parede simbolizam a viagem promovida pela gastronomia dos países irmãos. Em porções generosas, como manda a tradição, o bacalhau com natas (R$ 180,00) traz lascas refogadas com batatas em cubinhos, cebolas laminadas e molho bechamel, gratinado com queijo parmesão. Ele divide espaço com o picadinho da casa (R$ 180,00), guarnecido de arroz, ovo frito, farofa, batata sautée e banana frita. O doce mineiro de botas (R$ 23,00) é uma panqueca com queijo minas, banana e goiabada. Vestidos com gravatas-borboletas, os garçons que circulam pelo salão lembram que estamos num endereço histórico — já são quase 130 anos na mesma esquina do Humaitá. São eles que trazem o chope Brahma gelado (R$ 10,00, 300 mililitros). Rua Capitão Salomão, 43, Botafogo, 2537-2755 (200 lugares). 11h/1h. @aurorahumaita. Aberto em 1898.

Bar Calica. “Um pouco de drink, bastante de loucura”. A frase que apresenta o espaço nas redes sociais resume o que se encontra na casa multicolorida e cheia de decoração. Com passagens pelos tradicionais hotéis Copacabana Palace e Emiliano, Andy Tavares agora aposta em uma carta de drinques que foge do lugar-comum. Quem gosta de sabores mais frutados pode pedir o koi no yokan (R$ 33,00), de saquê com infusão de frutas vermelhas, Campari, Grenadine, furikake de morango e limão-siciliano. Já paladares em busca de algo mais potente vão adorar o feel good inc. (R$ 33,00), com Jim Beam White com banana, óleo saccharum de banana, bitter de banana e jerez. Não deixe a fome te abater. Tem clássicos, caso da moela ao vinho (R$ 43,00), e sandubas mais reforçados, como o porkchop (R$ 43,00), feito de pulled pork no pão de provolone com abacaxi confitado, molho barbecue, maionese de alho e queijo prato. Rua Álvaro Ramos, 167, Botafogo, 96943-4184 (50 lugares). 19h/23h (sex. e sáb. até 2h; fecha dom. e seg.). @calica.rio. Aberto em 2024.

Bar Tero. Ao entrar na casa verde e rosa, o cliente é transportado para um clima europeu. No bar de madeira são servidos os vermutes, que protagonizam uma carta especial: as quatro opções — branco, tinto, laranja e rosê — saem por R$ 18,00 cada uma (100 mililitros) e ainda abastecem coquetéis. Para harmonizar, uma lista de belisquetes saborosos. Saem bem a porção de chorizo temperado com páprica doce e pasta de tomate seco (R$ 38,00) e os mexilhões gratinados com manteiga de ervas e fonduta de parmesão (R$ 42,00). Se quiser uma pedida sem carne, a lasanha feita de massa caseira com cogumelos refogados, carne de jaca e bechamel vegano (R$ 54,00) pode surpreender. A programação musical nas quintas e domingos destaca o jazz, embora eventualmente abra espaço para outros gêneros, como tango e choro. Rua Paulo Barreto, 110, Botafogo, 97666-8588 (50 lugares). 12h/1h (ter. e qua. até 0h; dom. até 23h; fecha seg.). @barterorj. Aberto em 2023.

Belisco. O endereço repleto de garrafas na decoração é um convite para conhecer o universo do vinho de forma democrática. A carta que muda mensalmente destaca rótulos naturais e de pequenos produtores — entre os mais pedidos, estão a taça do Chianti Coppiere 2022 (R$ 30,00) e a garrafa do Maturana Vox Viognier 2023 (R$ 270,00). Para acompanhar a seleção da sommelière Gabriela Teixeira, a chef Monique Gabiatti propõe, como o nome sugere, beliscos. Sua forte ligação com o mar aparece no ceviche de vieira (R$ 38,00) e no vinagrete de polvo, camarão e lula com tomate-cereja e alcaparras (R$ 59,00). Da terra, vem o rosbife com espuma de dijon e tulha (R$ 65,00) e o harumaki de pato (R$ 65,00, duas unidades), com homus de cabotiá, jus de pato, agrião e coalhada. Rua Arnaldo Quintela, 93, Botafogo, 99309-6196 (52 lugares). 18h/0h (fecha dom.). @belisco.rj. Aberto em 2022.

Blue Blazer. No estilo speakeasy, sem placa de identificação na porta, o local é o destino perfeito para a degustação de drinques que surpreendem. Não por acaso, a mixologista Laura Paravato foi reconhecida como profissional do ano em VEJA RIO COMER & BEBER 2025. O fresh garden (R$ 39,00) combina cachaça Quero Chuva de guaraná e açaí com vodca Nuda, limão e guaraná Fys; enquanto o rosita (R$ 45,00) é feito de tequila José Cuervo Gold, Dolin dry, Dolin doce e Campari. Comida que abraça, a fornatta di mônaco (R$ 45,00) tem massa de pão de queijo coberta com molho de tomate, provolone, manjericão e flor de sal. O ambiente sóbrio contrasta com o estilo inquieto de Lelo Forti — apaixonado por alquimia, também oferece cursos de coquetelaria no bar. Rua Álvaro Ramos, 11, Botafogo, 96882-1073 (60 lugares). 19h/0h30 (sex. e sáb. até 1h; fecha seg. e ter.). @blueblazeroficial. Aberto em 2024.

Botica. Há diferentes motivos para visitar o endereço na badalada Rua Fernandes Guimarães, mas certamente o chope Brahma cremoso e na temperatura ideal é um deles (R$ 10,90, 300 mililitros). Quem não gosta de cevada pode escolher uma opção na boa carta de drinques assinada por Tarinny Rabel. O ofá (R$ 28,00), que combina garrafada de ervas, cachaça, suco de limão-siciliano e taiti, suco verde de manjericão e capim-limão, é uma pedida refrescante. Para matar a fome, há sugestões saborosas como a carne de onça (R$ 49,00), crudo servido na focaccia artesanal, e o sanduíche de cupim com provolone e mostarda (R$ 39,00), que vem com molho feito com o caldo do cozimento no pão da casa. O charmoso ambiente também recebe apresentações de chorinho, rodas de conversa, lançamentos de livros e exposições. Rua Fernandes Guimarães, 30, Botafogo (70 lugares). 18h/1h (qui. e sex. até 2h; sáb. 15h/2h; dom. 15h/23h; fecha seg.). @obarbotica. Aberto em 2022.

Brewteco. A unidade no rooftop do Botafogo Praia Shopping chama atenção pela vista privilegiada. O clima a céu aberto é perfeito para tomar uma cerveja gelada, e a casa — que garantiu a medalha de bronze na categoria — oferece a pilsenzinha, criação própria, por R$ 17,00 (355 mililitros). Com passagem pelo reality Mestre do Sabor, da Globo, Danielle Santos assina a lista de comidas. Tem petiscos para a noite — caso do bolinho de arroz com recheio de queijo e geleia de pimenta (R$ 36,00, quatro unidades) — e pratos para almoço. Segunda é dia de bobó de camarão (R$ 69,00), com arroz branco e farofa de dendê, e às sextas tem feijoada (R$ 67,00), acompanhada de arroz, farofa, torresmo, couve refogada e laranja, com direito a shot de caipirinha. Botafogo Praia Shopping, terraço, 97251-4483 (80 lugares). 8h30/0h; Rua Dias Ferreira, 420, Leblon (40 lugares). 11h30/1h. Mais cinco endereços. @brewteco. Aberto em 2013.

Cave Nacional. Em uma viagem à Itália, o casal Marcelo e Karina se espantou ao saber que em uma loja de vinhos só eram vendidos rótulos da região. O incômodo virou provocação e, na volta ao Brasil, o negócio dedicado à produção nacional já estava desenhado. Hoje são centenas de opções da bebida, que os clientes podem degustar com harmonizações indicadas no menu. Os dadinhos de tapioca (R$ 51,00) caem bem com o espumante premiado Pizzato Brut Chardonnay 2023 (R$ 129,00). O espaguete nero com camarões (R$ 73,00) pede um branco, como o Maria Maria Kiara Sauvignon Blanc 2025 (R$ 179,00). Já o tinto Tassinari Tempranillo 2024 (R$ 174,00) harmoniza com o nhoque com ragu de costela (R$ 69,00). Fique ligado: há sempre degustações promovidas por lá. Rua Dezenove de Fevereiro, 151, Botafogo, 2146-5334 (65 lugares). 17h/0h (fecha dom. e seg.). @cavenacional. Aberto em 2017.

Chanchada. As mesas espalhadas pela calçada receberam, no fim de 2025, a ilustre visita da cantora Dua Lipa. A artista dividiu com os amigos a porção de coração de pato à provençal (R$ 45,00), o torresmo da casa (R$ 50,00) e ainda pediu um croquete de bochecha (R$ 15,00). Para bebericar, foi de caipirinha de limão (R$ 28,00). Há quem prefira pratos mais robustos. O arroz cremoso de polvo riviera (R$ 188,00) vem com bacon, aïoli de páprica defumada e tomate-cereja — o cliente pode incluir camarão por mais R$ 64,00. Tem ainda cerveja Original gelada (R$ 18,00, 600 mililitros), drinques autorais como o burlesco (R$ 30,00), com gim, limão, xarope de hortelã e tônica, e as famosas batidas. A de maracujá com rapadura sai por R$ 16,00. O pudim clássico (R$ 24,00) leva caramelo de cachaça e crème fouettée. Rua General Polidoro, 164, Botafogo (120 lugares). 12h/1h (dom. até 22h; fecha seg.). @chanchadabar. Aberto em 2022.

Chopperia Botafogo. Aberto no fim de 2025 no casarão onde funcionava a Comuna, o endereço homenageia os clássicos braseiros cariocas. A combinação de carnes na brasa, petiscos tradicionais, chopes bem tirados e mesas na calçada garante o clima de bar de bairro. De entrada, o coração de galinha (R$ 44,90) e a calabresa acebolada na cachaça (R$ 39,90) são escolhas certeiras. Experimente também o milho doce (R$ 34,90), surpreendente. A estrela da operação é a parrilla, no terraço, de onde saem cortes como picanha e fraldinha (R$ 188,90 cada um, na versão simples; R$ 218,90, com acompanhamentos). A guarnição carioca, por exemplo, consiste em arroz de brócolis, farofa de banana e batata portuguesa. No copo, o chope Brahma (R$ 9,90, 300 mililitros) divide espaço com rótulos artesanais. Rua Sorocaba, 585, Botafogo (100 lugares). 12h/0h (dom. até 20h; fecha seg. e ter.). @chopperiabotafogo. Aberto em 2025.

Culto. Pizzas e sanduíches são o destaque do cardápio. Entre as redondas, a bloody mary (R$ 52,00) é feita com mussarela, pomodoro fresco, peperone e orégano. Já o cachorro caramelo (R$ 42,00) é um hot dog feito com salsicha frankfurter, cheddar e cebola frita em baguete de brioche. Há espaço também para friturinhas: a porção de bolinhas de queijo (R$ 35,00; oito unidades) é o belisquete perfeito para acompanhar as bebidas. As receitas da casa já conquistaram uma legião de fãs. Prove o rivotônica (R$ 30,00), de gim com água tônica, xarope de maracujá e um toque de limão; ou o tio doidão (R$ 36,00), à base de uísque com Martini Bianco, Cynar e laranja. O ambiente com letreiro vermelho iluminando a calçada, onde tambores de latão preto fazem papel de mesinhas, é bem rock’n’roll. Rua Arnaldo Quintela, 89, Botafogo, 3215-0089 (60 lugares). 18h/0h (qui. até 1h; sex. e sáb. até 2h; fecha dom. e seg.). @culto_bar. Aberto em 2022.

Curadoria. O nome não é aleatório: todas as carnes do menu são curadas na casa. Referência em defumados e sandubas autorais, a marca, do chef Diogo Teixeira, adiantou o horário de funcionamento da loja de Botafogo para promover um brunch aos fins de semana, com surpresas como o pastrami egg croissant (R$ 55,00). No cardápio fixo, a tábua de defumados faz sucesso também na Barra, reunindo bacon, lombo e pastrami, picles, cebola-roxa e sourdough (R$ 70,00). Charmoso anexo na unidade da Zona Sul, o Bar Saudade traz pedidas como o galho fraco (R$ 32,00), feito com uísque com fatwash de banha de porco frita, cordial de tamarindo com mel, maracujá e laranja, e o com todo respeito (R$ 32,00), de cachaça amburana, fernet, catuaba, licor de cereja com cumaru, limão e angostura de cacau. Rua da Matriz, 54, Botafogo, 96725-5928 (120 lugares). 17h/0h (sáb. e dom. 10h30/0h; fecha seg.); Shopping Vogue Square, Avenida das Américas, 8585, Barra da Tijuca, 99065-9359 (120 lugares). 12h/0h. @thecuradoria. @obarsaudade. Aberto em 2017.

Fala. Na calçada, mesas de ferro forradas com toalha de papel. No ambiente interno, azulejos brancos e verdes com fotos coladas. Localizada em um dos trechos mais concorridos de Botafogo, a casa celebra os típicos botequins cariocas. Para molhar o bico, a cerveja Amstel gelada (R$ 15,90; 600 mililitros) é uma boa pedida para acompanhar os petiscos caprichados. Já a carta de drinques autorais tem sugestões como o bem amado (R$ 32,00), com cachaça Lena, maracujá e limão, queridinho da galera. Para petiscar, uma opção saborosa é o vinagrete de linguiça (R$ 35,00), molho à campanha finalizado com linguiça calabresa e servido com pão. Outro destaque é o bolovo (R$ 42,00, três unidades), ovo perfeito em massa de queijo empanado com camada de requeijão e toque de parmesão. De sobremesa, há o pacumê (R$ 18,00), pavê com chantili e raspas de chocolate. Rua Oliveira Fausto, 29, Botafogo (60 lugares). 12h/1h (sex. e sáb. até 2h; dom. até 22h; fecha seg.). @fala.bar. Aberto em 2023.

Fuska Bar 2.0. O bar foi fundado no início da década de 1990 pelo português Jaime, mas foi nas mãos do filho dele, Luiz Fernando Ferreira, que o negócio acelerou de vez. A partir de 2015, a casa se tornou mais do que um espaço para beber, já que a esquina em Botafogo adotou uma programação musical diversificada que lota a calçada. Mas é claro que a cerveja gelada continua por ali: a Spaten sai por R$ 17,00 (600 mililitros). O bolinho de bacalhau (R$ 11,00 a unidade) ainda é a mesma receita do fundador, mas há outras delícias, como a porção de pernil fatiado (R$ 32,00) e os espetinhos de carne (R$ 17,00) e salsichão (R$ 17,00). Se a fome for maior, o sanduíche de costela com barbecue (R$ 33,00) é uma pedida mais robusta. No sábado e no domingo, o almoço tem opções a exemplo do arroz de bacalhau (R$ 48,00). Rua Capitão Salomão, 52, Humaitá, 2266-3621 (120 lugares). 11h/1h (dom. até 0h; ter. 17h/0h; fecha seg.). @fuskabar2.0. Aberto em 1991.

Guadalupe. Num altar do salão, a Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira das Américas, abençoa a junção das gastronomias típicas da Cidade do México — esqueça o tex-mex, por ali só há lugar para a legítima comida de rua mexicana — e do Rio. Os tacos são destaque, com opções como carne assada (R$ 16,00) e corações de galinha (R$ 22,00), com queijo gratinado, alho frito e salsa. Os molhos ficam na mesa para acompanhar: mole da casa, chipotle, salsa vermelha e verde. Para adoçar, churros (R$ 28,00), servidos com creme de brigadeiro quente e sorvete de baunilha artesanal. Para beber em grupo, aposte no mojito à cancun em jarra (R$ 68,00, 800 mililitros), feito com rum branco, hortelã, xarope de coco, bitters e água com gás. Já na taça faz sucesso a frozen margarita (R$ 38,00), que mistura tequila silver, grapefruit, limão e club soda. Rua Real Grandeza, 193, Botafogo (40 lugares). 18h/1h (dom. 16h/23h; fecha seg.). @guadalupe_botafogo. Aberto em 2025.

Hocus Pocus DNA. A divertida marca de cervejas tem espaço no cardápio de vários empreendimentos na cidade, mas os fãs têm nesse endereço a chance de bebericar à vontade diferentes criações da empresa. Ali, é possível provar a mana (R$ 16,00; 355 mililitros), uma típica lager alemã, e a magic trap (R$ 31,00; 500 mililitros), uma belgian golden strong ale, a primeira cerveja produzida por eles. Das torneiras no fundo do galpão, saem chopes que mudam de tempos em tempos. Para petiscar, tem sugestões como as blue drops (R$ 24,00; duas unidades), coxinhas de frango recheadas com molho gorgonzola e empanadas na farinha panko. Já para matar a fome de vez, aposte no clássico hambúrguer DNA (R$ 42,00), com carne, queijo, tomate, alface e aïoli no pão brioche. Rua Dezenove de Fevereiro, 186, Botafogo, 3841-6554 (50 lugares). 12h/23h (seg. 12h/15h e 18h/23h; qui. até 0h; sex. e sáb. até 2h; fecha dom.). @hocuspocusdna. Aberto em 2016.

Jurubeba. A mixologista Paula Diniz assina coquetéis como o galo jurubeba (R$ 33,00), mescla de cachaças da casa e envelhecida em pau-brasil, vermute de jurubeba e redução de cerveja dunkel, e o dorival (R$ 32,00), com uísque Jim Beam, calda de caju e soda de hortelã. Com a mesma finalidade da planta medicinal que dá nome ao bar, para proteger o fígado saem do fogão quitutes de inspiração mineira, criados por Elia Schramm e Fabiano Soares. O ragu de costela desfiada com aipim na manteiguinha de garrafa (R$ 56,00) é um bom exemplo. Vale provar também o feijão amigo com farofinha e cheiro-verde (R$ 13,00). O ambiente é descolado, com cozinha aparente atrás de uma estante de madeira que exibe garrafas e vinis antigos. Rua Real Grandeza, 196, Botafogo (56 lugares). 12h/0h (dom. até 19h; ter. a partir das 17h; fecha seg.). @jurubeba.bar. Aberto em 2025.

Lemô. O bar de esquina com portas abertas é um convite para aqueles que não desperdiçam nem a borda da pizza. Molhos pesto (R$ 5,00 cada) de diferentes sabores — azeitona preta com pimenta biquinho; tomate seco com manjericão; e tomate seco vegano, por exemplo — são perfeitos para mergulhar a massa de receitas queridinhas como a pancetta com stracciatella (R$ 74,90). Quem precisar de um docinho pode investir na de doce de leite com banana e gotas de chocolate branco (R$ 44,90). Do bar saem coquetéis autorais. O mate jambu (R$ 26,00) leva Jambuzada, mate, limão e xarope de açúcar. Também vale a pena provar a tábua de batidas (R$ 22,00): coco, maracujá, paçoca e café. … só chegar no acanhado salão ou se esparramar nas mesas da calçada. Rua Arnaldo Quintela, 57, Botafogo, 97874-7814 (50 lugares). 12h/2h (ter. e qua. até 1h; dom. até 0h; fecha seg.). @lemo_artesanal. Aberto em 2021.

Libô. Vencedor na categoria bar de vinhos em VEJA RIO COMER & BEBER 2025, o espaço, comandado pela chef Roberta Ciasca junto à Maíra Freire — sommelière do ano na seção de bares —, investe em bebidas de baixa intervenção. Em um casarão de dois andares tombado, o salão principal tem cortinas de veludo azul e arandelas de inspiração art déco. No subsolo, uma cave com paredes de pedra e adega recebe degustações e clientes em busca de mais privacidade. Entre os cerca de cinquenta rótulos, destaca-se o exclusivo da casa, um moscato branco e seco (R$ 38,00 a taça). O tinto Pheasants’s Tears 2023 (R$ 318,00 a garrafa), que traz a saperavi, casta soberana na Geórgia, também é excelente escolha. Os goles são acompanhados de pequenas porções, como os bolinhos de arroz-negro com aïoli picante (R$ 42,00, quatro unidades), ou de pratos a exemplo do magret de pato com purê de cebola e alho negro (R$ 58,00). Não deixe escapar o brûlé de doce de leite e picles de pera (R$ 42,00). Rua Conde de Irajá, 98, Botafogo, 96729-8171 (74 lugares). 18h30/23h (sex. e sáb. até 0h; fecha seg. e qua.). @libo_comidaevinho. Aberto em 2024.

Meia Noite. Não tem salão, nem serviço. A geladeira fica à disposição dos clientes, que podem se servir da cerveja que desejam e pagar diretamente no balcão. A Aura, session IPA da Hocus Pocus, de 600 mililitros, custa R$ 32,00. Nas mesas dispostas na calçada pousam variados espetos, o foco do negócio. A sensação é o de cupim laminado: fatias finas grelhadas e finalizadas com molho de pimenta-preta (R$ 32,00 a unidade). Outro corte bovino que faz sucesso espetado é o cowboy steak angus (R$ 34,00), enquanto o de batata-doce tostada, finalizado com manteiga de missô (R$ 16,00), agrada a quem não come carne. Na ala dos drinques, brilha o autoral cajuína highball (R$ 39,00), com Johnnie Walker Blondie, cajuína, limão-siciliano e água com gás. Rua Fernandes Guimarães, 31-B, Botafogo, 3439-4494 (36 lugares). 12h/1h (seg. e ter. a partir das 18h; qui. a sáb. até 3h). @meianoite__. Aberto em 2024.

O Glorioso Sushi. A estética é calculadamente desencanada e instagramável: o vermelho predomina na fachada e o cardápio oferece culinária nipônica com concessões ao paladar local. … o caso do oniguiri com salmão e cream cheese (R$ 20,00 a unidade). Entre as opções mais fiéis à tradição, destaca-se o fígado de galinha orgânica (R$ 32,00) marinado em koji — fermentado oriental — por 48 horas, salteado com nirá nos molhos tonkatsu e ponzu, servido com amendoim e cebolinha. Para acompanhar, há saquês e coquetelaria autoral, como o san seya old fashioned (R$ 36,00), de uísque escocês infusionado com pera, xarope de maple e angostura. De sobremesa, a banana gloriosa (R$ 28,00) reinterpreta a famosa fruta caramelada, turbinada com shoyu toffee. No balcão do pequeno salão, a boa é beber e petiscar ao som de jazz japonês. Rua Fernandes Guimarães, 53, Botafogo (43 lugares) 18h/1h (sáb. 12h/2h; dom. 12h/0h; fecha seg.). @ogloriososushidebotafogo. Aberto em 2025.

Polvo Bar. Vencedor de VEJA RIO COMER & BEBER 2025/2026 na categoria petisco do mar, o estabelecimento é comandado pela chef Monique Gabiatti. Recentemente, ganhou um anexo com salão mais amplo, onde a estrela é uma enorme parrilla. O menu se ancora em pescados artesanais do Rio e o frescor da matéria-prima aparece em diversas opções, a exemplo do recém-lançado bao com siri-mole (R$ 59,00), servido com maionese kimchi, abacate e togarashi. A espetada de polvo à putanesca (R$ 63,00), com guanciale no espeto, salsa putanesca e molho de iogurte com ricota, é outra novidade. O molusco aparece ainda em pratos com textura, como o polvo à lagareiro (R$ 89,00), grelhado inteiro, que vem à mesa com batatas coradas e arroz de brócolis. Chope Bluemoon (R$ 22,00, 390 mililitros) acompanha as pedidas. Rua General Polidoro, 156, Botafogo, 97485-8881 (50 lugares). 12h/23h30 (ter. e qua. a partir das 18h; dom. até 18h; fecha seg.). @polvobar. Aberto em 2023.

Porco Amigo. O nome entrega… Os cortes suínos são levados a sério neste bar, comandado por dois amigos de infância. O cardápio explora, de forma criativa, diferentes partes do animal. O petisco queridinho são as bochechas lusitanas (R$ 59,00): carne rosada no interior, macia e untuosa, braseada com legumes grelhados e coalhada cremosa, acompanhada de pão francês fatiado para chuchar o molho até o fim. O porquete (R$ 39,90, quatro unidades), croquete de costela suína, e a feijoada completa (R$ 92,00, para dois), também são hits. Os vegetarianos têm vez com boas pedidas como o homus de feijão-fradinho (R$ 35,00), com pasta de amendoim, cenouras glaceadas e pururuca de amendoim. Brinde com o divertido te acalma (R$ 35,00), drinque autoral feito com vodca, limão, redução de maracujá e camomila. Rua São Manuel, 43, Botafogo, 2137-4963 (80 lugares). 12h/1h (dom. até 23h; fecha seg.). @porcoamigobar. Aberto em 2018.

Quartinho. A quantidade de gente na calçada mostra que o ponto é agitadíssimo, principalmente às quintas e aos sábados, quando o salão vira pista de dança. O ambiente é despojado e cheio de personalidade, com drinques criados por Jonas Aisengart. Na seleção especial, destaca-se o matchá ou morrer (R$ 34,00), feito com soju infusionado com matchá, xarope de maçã, fernet, sour mix e água com gás. Entre os consagrados, atenção para o curry pork bloody mary (R$ 38,00), com vodca infusionada com cúrcuma, caldo de porco, suco de tomate, pimenta, limão e curry. O deep corn (R$ 34,00, três unidades), croquete de milho assado empanado, servido com molho roquefort quente, e o x.coração 2.0 (R$ 44,00), coração de frango marinado, com maionese de gochujang e queijo gratinado no pão de brioche, são bons combustíveis para a noite. Rua Arnaldo Quintela, 124, Botafogo, 2179-6447 (40 lugares). 18h/2h (ter. e qua. até 1h; fecha dom. e seg.). @quartinhobar. Aberto em 2018.

Salva Bar. Instalado numa casa de três andares que evoca a Bahia, a decoração do bar abre janelas para o imaginário das praias e da cultura ribeirinha de quem vive às margens do Rio São Francisco. O menu conduz o paladar pelos sabores da terra natal do chef Fabrício Chagas. Entre as pequenas tentações da petiscaria, brilha o sandubinha de acarajete love (R$ 38,00, duas unidades), bolinho de acarajé recheado com vatapá, camarão defumado e salada de tomate. O peixe à baiana (R$ 163,00, serve dois) aparece em releitura inspirada no romance Mar Morto, de Jorge Amado: filé de peixe do dia em escabeche de tomate, pimentões, cebola e leite de coco. No copo, drinques autorais e clássicos revisitados, como o rio no sertão (R$ 21,00), preparado com cordial de acerola, Aperol, solução salina e hidromel de jataí. Rua Visconde de Caravelas, 89, Botafogo, 96775-1663 (61 lugares). 18h/0h (sex. e sáb. a partir das 12h; dom. 12h/18h; fer. até 21h; fecha seg.). @salvabar. Aberto em 2025.

Santo Taco. No endereço que já abrigou a Taquería La Popular, o novo bar de alma mexicana preserva o clima despojado da casa anterior, agora com reforço de peso na cozinha: o chef Pedro Carvalho, ex-Dos Perros, restaurante que deixou órfãos os fãs de boa comida latina. A proposta segue centrada nos tacos e nos sabores intensos, mas ganha receitas inéditas como o taco al pastor (R$ 22,00), com copa lombo marinada em pimentas, vinagrete de abacaxi, picles de maxixe, coentro e farofa de torresmo, e a quesabirra de rabada (R$ 42,00), recheada com carne desfiada e queijo, depois tostada na chapa até ficar dourada e crocante. Para acompanhar, entram em cena versões frozen de clássicos mexicanos, incluindo a margarita (R$ 30,00) e a paloma (R$ 36,00). Rua Nelson Mandela, 100, loja 120, Botafogo, 3798-3585 (120 lugares). 12h/0h. @santotaco.botafogo. Aberto em 2026.

Satay. Novo representante da gastronomia do Oriente no Rio, o bar aposta na combinação entre comida de rua, coquetelaria autoral e clima boêmio. O nome faz referência ao espetinho famoso no Sudeste Asiático, que é a estrela do cardápio. Presente nas versões de frango (R$ 33,00), camarão (R$ 39,00) ou mignon (R$ 42,00), vem sempre acompanhado do molho de amendoim. O tartay de atum (R$ 39,00) picado na ponta da faca, com emulsão de capim-limão e pimenta, e o sando de frango crocante (R$ 36,00), com repolho-roxo, molho agridoce e maionese Kewpie, são outros destaques. Na carta de drinques, o mixologista Diego Barcellos une ingredientes tropicais a técnicas orientais, como no shakara rum (R$ 33,00), com papaya, laranja e limão, e o k drama (R$ 32,00), com soju, gengibre, limão e mel. Rua Mena Barreto, 90, Botafogo, 99985-7053 (70 lugares). 18h/0h (sex. até 1h; sáb. 13h/1h; dom. 13h/20h; fecha seg. e ter.). @satay.bar. Aberto em 2025.

Tão Longe, Tão Perto. Sob a curadoria da sommelière Gabriela Monteleone, o despojado bar de vinhos foca em rótulos naturais brasileiros de pequenos produtores, como as vinícolas Valparaíso e Faccin Vinhos Artesanais. São quatorze possibilidades que jorram das torneiras, entre brancos, tintos, rosés e laranjas (a partir de R$ 20,00, 150 mililitros; ou R$ 119,00, em embalagem de 1 litro). Há também duas opções de vermute, rosé e branco (R$ 20,00, 150 mililitros). Para acompanhar as ostras (R$ 32,00, três unidades), uma boa indicação é a taça de Lorena (R$ 20,00), vinho branco da Dom Dionysius. Mantendo a proposta de investir em pequenos produtores, os aperitivos incluem tábua de charcutaria (R$ 86,00, para duas pessoas), da Cochon Rouge; de queijos (R$ 96,00, três peças), das produtoras Pé do Morro e Rima; além de conserva de lula com kombu e shiitake (R$ 78,00), do projeto A.MAR. Rua Fernandes Guimarães, 93, Botafogo, 99818-2581 (80 lugares). 18h/1h (dom. 16h/23h). @casatltp.botafogo. Aberto em 2024.

Tempo Bistrô. O menu recheado de opções ganha reforço de petiscos e sanduíches a partir das 17h. Boa pedida é o terra e mar (R$ 45,00), um ceviche de camarão sobre uma fina camada de chutney de manga, acompanhado de torradas feitas com os pães do dia. Já a florestinha (R$ 49,00), pensada para veganos, traz uma lasanha de berinjela frita, com bolonhesa de chia, pasta de grão-de-bico e farinha de nozes e castanhas, guarnecida de arroz de gengibre e cúrcuma. Na ala das coqueteleiras, o limoncello spritz (R$ 35,00) é feito com licor artesanal, espumante e água tônica; e o botânico (R$ 42,00) mescla rum ou gim com limão e xarope de capim-limão. Adoce o paladar com a torta piu (R$ 22,00), de chocolate intenso, recheio de doce de leite caseiro e cobertura de chocolate. Além do rooftop com mesas de madeira cobertas por toalhas brancas e luz baixa, há uma pequena sala no 2º andar e um salão no térreo, próprio para grupos pequenos. Rua Mena Barreto, 22, Botafogo, 3796-7797 (50 lugares). 12h/23h (dom. até 21h). @tempobistro. Aberto em 2023.

Vian. O salão com paredes de tijolinhos, poltronas de couro, tapete e um piano ao canto é cativante. Logo os clientes são fisgados pelas criações de Frederico Viana, que comanda o balcão. O cacaso (R$ 38,00), com gim, cachaça infusa em queijo, xarope de goiabada e suco de limão, é cítrico com textura aveludada. Já o professor (R$ 45,00) traz um perfil intenso e amargo, com bourbon, Cynar e Fernet. Os preparos da cozinha mesclam aperitivos e receitas mais fartas. Ideal para abrir o apetite, o fish and chips (R$ 69,00) é feito com filés de merluza empanados e batata fininha e crocante, enquanto a lasanha de vó (R$ 79,00), uma bolonhesa preparada pelas avós de Pietro, filho de Frederico, é generosa. O menu ainda inclui pizzas napolitanas artesanais, desenvolvidas por Zu, mulher do mixologista, com doze sabores disponíveis na faixa dos R$ 70,00. Um negócio de família. Rua Visconde de Silva, 21, Botafogo, 99863-2552 (65 lugares). 19h/1h (ter. a qui. até 0h; fecha dom. e seg.). @viancocktailbar. Aberto em 2021.

Xepa. Em uma esquina da rua mais movimentada da noite de Botafogo, cadeiras de praia na calçada recebem os clientes. Para beliscar entre uma Beck’s (R$ 17,90, 600 mililitros) e outra, vale pedir as asinhas bangu (R$ 49,90, dez unidades), envoltas em alho, mel e pimenta gochujang — em tom bem-humorado, afinado à decoração colorida e jovial da casa, o cardápio brinca: “da picância fervorosa de Bangu direto para o seu paladar”. Vale pedir ainda a chapadinha de cebola (R$ 24,90, quatro unidades), disquinhos empanados e temperados, servidos com coalhada. Os sanduíches são os itens mais substanciosos, com destaque para o pão com linguiça (R$ 35,90), com aïoli, goiabada picante e vinagrete. Os bons drinques, é claro, não ficam de fora. O marajó (R$ 32,00) é feito com jambuzada tradicional de açaí, bitter, xarope e limão. Rua Arnaldo Quintela, 87, Botafogo, 98194-2822 (60 lugares). 12h/1h (sex. e sáb. até 2h; dom. até 0h; fecha seg.). @xepa.bar. Aberto em 2022.

COPACABANA E LEME

Baixela. No ambiente cheio de adesivos de artistas de rua colados nas paredes, as sugestões do cardápio são escritas a giz em um quadro. A vitrine fria é parada obrigatória, com diversas opções de acepipes, como ovo de codorna (R$ 14,00, 100 gramas), tremoços (R$ 14,00, 100 gramas) e cebola ao vinho (R$ 14,00, 100 gramas). Entre os petiscos quentes, a estrela é o pau carnudo (R$ 20,00): bolinho de carne no espeto, servido com a maionese da casa. As refeições vão do cupim com arroz, feijão, batata frita ou salada (R$ 48,00) à lentilha com legumes, arroz e farofa (R$ 30,00). Para adoçar, o pudim cremoso (R$ 16,00) é famoso na região. Não feche a visita sem a degustação de batidas (R$ 32,00), com cinco doses nos sabores maracujá, coco, paçoca, gengibre e doce de leite (40 mililitros cada). Avenida Rainha Elizabeth, 85-D, Copacabana, 97917-0998 (50 lugares). 8h/22h (seg. e ter. a partir das 12h; sex. e sáb. até 0h; dom. até 20h). @baixela.rio. Aberto em 2022.

Bar do David. Na área externa, os clientes se acomodam sob guarda-sóis para saborear tira-gostos premiados e drinques criativos assinados pelo casal David Bispo e Shirley Lima. O petisco conchas dell mare (R$ 40,00) é a mais recente novidade, com conchas de macarrão frito recheadas com frutos do mar ao alho e óleo, e servidas com pesto de couve. O acarajé de jiló (R$ 44,90, quatro unidades), recheado com bacon, calabresa e carne, surge com vinagrete do fruto. A pilsen da Eisenbahn (R$ 15,50, 600 mililitros) e o coquetel pé na favela (R$ 27,90), no qual suco de abacaxi, limão e canela encontram licor de amêndoas e cachaça, são hits. No primeiro e no terceiro domingo do mês, tem uma movimentada roda de samba, a partir das 16h. O sucesso do empreendimento levou à abertura de uma unidade em Copacabana, em 2019. Ladeira Ari Barroso, 66, loja 3, Chapéu Mangueira, Leme, 96483-1046 (60 lugares). 11h/22h (fecha seg.); Rua Barata Ribeiro, 7, Copacabana (40 lugares). 11h/3h (fecha seg.). @bar_dodavid. Aberto em 2010.

Caju Gastrobar. Celebrado em um soneto de Vinicius de Moraes e no samba-enredo da Mocidade, o caju dá nome e sabor ao bar de paredes amarelas. O carro-chefe é o querido caju (R$ 25,00), batida com cachaça, purê artesanal da fruta e limão. Já o carolina, canela e cajuína (R$ 35,00) é feito com gim, a bebida nordestina, xarope de especiarias, tônica e espuma de caju. Entre os petiscos, há boas pedidas como o vem de carne boa (R$ 47,00), cupim em cubos sobre angu frito, e o pega na moela (R$ 40,00), de pato, com aipim na manteiga de garrafa e fatias de pão. O vegetariano pega leve (R$ 44,00) é um hambúrguer de castanha-de-caju com limão-siciliano, maionese da casa, cebola caramelizada e queijo. No ano passado, ganhou mais uma unidade no burburinho de Botafogo. Praça Demétrio Ribeiro, 97-C, Copacabana, 3264-3713 (100 lugares). 11h30/0h (sex. e sáb. até 1h); Rua General Polidoro, 171, Botafogo, 3495-3729 (50 lugares). 18h/0h (sex. até 1h; sáb. 14h/1h; dom. 12h/22h; fecha ter.). @cajugastrobar. Aberto em 2019.

Cervantes. De lá saiu uma das modas mais enraizadas na boemia carioca: o sanduíche de pernil. São muitas as variações, como as que levam queijo de ovelha e abacaxi (R$ 69,00), brie, rúcula e cebola caramelizada (R$ 60,00) e abacaxi com patê de fígado (R$ 52,00). O lugar, que completou setenta anos, começou como uma mercearia. Comprado pelo grupo Belmonte, aposta em alguns sucessos da rede, incluindo as empadas de camarão (R$ 15,00) e frango (R$ 13,00). Na seção de executivos, surge o bife à parmigiana (R$ 79,00) e o polvo com batatas coradas e arroz de brócolis (R$ 95,00). Aberto até perto do sol raiar, oferece “sopas da madrugada” — caldo verde (R$ 30,00, 500 mililitros) e caldo de feijão (R$ 17,00, 250 mililitros) fazem sucesso. O chope Brahma (R$ 13,00, 280 mililitros) é a companhia que não pode faltar. Avenida Prado Júnior, 335, Copacabana, 97075-1490 (86 lugares). 11h/5h; Avenida das Américas, 5777, Barra, 97378-0066 (84 lugares). 12h/0h (dom. a ter. até 22h). @cervantes_bar_restaurante. Aberto em 1955.

Coisas de Bamba. O quiosque ao lado do Posto 4 embala o entardecer com samba todos os dias, que segue até às 22h. De frente para a praia mais famosa do Brasil, oferece petiscos e pratos para compartilhar. Vale pedir os camarões empanados no tempurá de cerveja, servidos com maionese artesanal (R$ 68,00) — super crocantes, são parceiros ideais do chope Brahma bem tirado (R$ 13,00, 300 mililitros). O sandubamba (R$ 55,00) aposta na fartura com barriga de porco assada em baixa temperatura, abacaxi empanado, geleia de pimenta, picles, cheddar e maionese levemente picante. Esse vai bem com o drinque autoral aposentou a navalha (R$ 39,00), que mistura vodca Smirnoff com adição de coentro, suco de abacaxi, gotas de limão e Malibu. Sucesso de vendas, o cabras da peste (R$ 189,00) mata a fome de duas pessoas com folga: picanha de sol curada na casa, purê de queijo de coalho gratinado, vinagrete de feijão-de-corda e farofa crocante de cebola com castanha-de-caju. Avenida Atlântica, s/nº (próximo ao Posto 4), Copacabana, 98101-6537 (250 lugares). 24h. @coisasdebamba. Aberto em 2025.

Conserva. Picles, marinadas e escabeches, elementos aromáticos e a esperteza do uso de diferentes vinagres nos preparos. O nome dá a pista da composição do cardápio. Entre os destaques, o capetinha é uma releitura do sacanagem, clássico dos botequins dos anos 1970: no espeto, leva mortadela bologna, pimentão, cenoura e cebola em conserva (R$ 14,00). Acabam de ser lançadas novidades quentes, como a moela ao Cynar (R$ 38,00) e o la quintela (R$ 52,00), com lagarto na conserva, aipim na manteiga e ovo poché. Com os bartenders Igor Renovato, Raí Mendes e Thiago Teixeira à frente da casa, bebida boa não falta. Na ala conservas etílicas, composta de três coquetéis à base de vermute, o rosé leva vermute seco, vinho branco suave, Campari e conserva de uva verde (R$ 25,00). Há ainda sidras artesanais de pêssego e de frutas vermelhas (R$ 29,00) e bolo gelado de coco com abacaxi (R$ 25,00). Avenida Prado Júnior, 281, Copacabana (42 lugares). 17h/0h (sáb. a partir das 12h; dom. 12h/21h; fecha seg. e ter.). @conservabar. Aberto em 2025.

El Born Gastrobar. Do grupo do Belmonte, o bar evoca a Catalunha com tapas, sangrias e ambiente à meia-luz que combina elementos rústicos e modernos. Pelas mesas se avistam drinques autorais, como o rosemary punch (R$ 35,00), feito com Tanqueray London Dry, vermute seco, tomate-cereja, alecrim e limão. Mas deixar a sangria de lado é quase um pecado: a jarra de 1 litro feita com vinho tinto sai por R$ 139,00. Para sanar a fome, o ceviche com manga e abacate (R$ 25,00) e o bolinho de carne com molho de tomate (R$ 22,00) são pontos de partida, enquanto o camarão empanado na massa kadaif, servido com risoto de queijo (R$ 81,00), é uma boa escolha de principal. Recentemente, a casa passou a oferecer bocadillos, e o de pernil com creme de gorgonzola, cebola caramelizada e pimentões grelhados (R$ 79,00) chama atenção. Rua Bolívar, 17-A, Copacabana, 97066-4558 (100 lugares). 17h/2h (sáb. a partir das 15h; dom. e fer. a partir das 14h). @elborngastrobar. Aberto em 2013.

Galeto Sat’s. Conheça um dos maiores representantes da tradição do galeto na brasa (R$ 43,00). A ave, que chega resfriada da serra, recebe tempero de ervas e especiarias antes de ser assada por horas na churrasqueira de tijolos que fica em pleno salão. Para acompanhar, vale pedir o molho especial, que combina limão, laranja e ervas. Coração de galinha (R$ 56,00 a porção), linguiça suína (R$ 9,20 a unidade) e pão de alho (R$ 17,00 a unidade) são alguns dos aperitivos clássicos. Além do chope Brahma bem tirado (R$ 10,50 a caldeireta), a caipirinha de kiwi (R$ 29,00) também faz sucesso. O ponto é muito procurado no pós-praia, mas a madrugada brilha com o funcionamento prolongado em todas as unidades, que atrai jornalistas, artistas e boêmios. Rua Barata Ribeiro, 7, loja D, Copacabana, 2275-6197 (40 lugares). 12h/4h (qui. a sáb. até 5h); Rua Real Grandeza, 212, Botafogo, 2266-6266 (150 lugares). 11h30/5h; Estrada do Joá, 3962, Barra da Tijuca, 3796-1128 (110 lugares). 11h/5h. @galetosats. Aberto em 1967.

La Capital Cevicheria. O peruano Diego Hernandez se dedica a uma cozinha raiz, sem releituras ou concessões aos pratos clássicos. Para conhecer seu trabalho, uma boa pedida é a ronda criolla (R$ 165,00), que vem com um pouquinho de tudo: ceviche tradicional, arroz de frutos do mar, lulas crocantes, causa de camarão (massa de batata fria, temperada com pimenta-amarela e acompanhada de camarão cozido no molho rosé, ovo de codorna e tomate-cereja), anticucho de coração (espetinho com batatas e milho) e papa rellena (croquete com batata, carne picada e pimenta). Prove o waska (R$ 37,00), um macerado de frutas vermelhas com pisco, polpa de maracujá, suco de laranja e canela. Na hora de arrematar, o suspiro limeño (R$ 27,00), com redução de leite evaporado, leite condensado, canela e cravo-da-índia, é finalizado com merengue com vinho do Porto. Rua Bolívar, 21, Copacabana, 96882-1724 (52 lugares). 12h/22h30 (sex. e sáb. até 23h; dom. 12h30/22h). @lacapitalcevicheria. Aberto em 2024.

Os Imortais. Sob os olhos de grandes personalidades estampadas nas paredes, como Ayrton Senna, Mussum e Meryl Streep, desfilam petiscos que conquistaram fama. O bolinho irmãos metralhas, cuja massa pode ser de arroz ou feijão, é recheado com carne e blue cheese (R$ 17,50 a unidade) ou gorgonzola com palmito (R$ 16,50). O peppa pig (R$ 45,90) chega à mesa em pedaços suculentos de paleta suína temperada, enquanto a coxinha da vovó (R$ 66,00, quatro unidades), de drumet desfiado com requeijão, já até foi fantasia de Carnaval. Para refrescar, tem chope Lagunitas (R$ 22,00, 300 mililitros). De segunda a quinta, no happy hour, o da Amstel sai por R$ 6,90. Quase uma sobremesa, a batida de paçoca (R$ 16,50, 200 mililitros) já se tornou imortal. Rua Ronald de Carvalho, 147 e 154, Copacabana, 3563-8959 (107 lugares). 12h/1h (seg., ter. e dom. até 0h; qui. a partir das 17h). @osimortais.bar. Aberto em 2012.

Parada de Copa. O que começou em 2020, numa estreita faixa de calçada, se tornou um dos melhores points de sanduíche da cidade. Eles são generosos — nenhum chega à mesa com menos de 10 centímetros. Com paredes revestidas de cerâmica e mesas de mármore preto, a casa reúne 29 sabores no cardápio, todos em pão de leite e acompanhados de abacaxi. O especial (R$ 62,00) traz no recheio filé-mignon e patê, enquanto o de pernil vem com queijo (R$ 48,00). Não come carne? Tem de queijo provolone, minas ou prato (R$ 39,00 cada um). O chope Brahma (R$ 12,00, 300 mililitros) sai de uma serpentina de 150 metros, feita especialmente para a loja, que ainda oferece refeições como a picanha com queijo de coalho, arroz com brócolis, farofa de ovo e batata portuguesa (R$ 290,00, para dois). Rua Barata Ribeiro, 450, Copacabana, 3936-0450 (200 lugares). 10h/2h (sex. e sáb. até 5h); Rua Duvivier, 51, Copacabana, 2275-7445 (150 lugares). 24h. @paradadecopa. Aberto em 2019.

Pavão Azul. “Sorria, você está no Pavão Azul”, lê-se no menu, antecipando a experiência prazerosa, regada à fórmula imbatível de Original gelada (R$ 15,00, 600 mililitros) e pataniscas (R$ 34,00, quatro unidades), responsável pela fama da casa. Outros petiscos também têm boa saída, caso dos bolinhos de feijoada, vaca atolada (costela bovina cozida lentamente com mandioca) e abóbora com carne-seca (R$ 17,00 cada um). Entre as refeições, a omelete pode ser de bacalhau ou de camarão (R$ 75,00), guarnecida de arroz, feijão e batatas fritas ou cozidas; enquanto o camarão com catupiry (R$ 90,00) vem com arroz e fritas. Para refrescar, os drinques aperol spritz e gim-tônica (R$ 40,00 cada um) cumprem a função. São disputadas as mesas de plástico na calçada, perfeitas para o clima pós-praia. Rua Hilário de Gouveia, 71, Copacabana, 2135-1781 (80 lugares). 12h/0h. @pavaoazuloficial. Aberto em 1957.

Real Chopp. O tradicional bar de Copacabana se mantém no mesmo endereço há mais de trinta anos e recebeu, em 2023, o título de Patrimônio Cultural Carioca — passando a integrar o chamado Circuito dos Botequins. A seção do cardápio que faz o coração da clientela bater mais forte é a de bolinho: são doze versões, que vão do croquete de carne (R$ 8,50) ao rissole de salmão (R$ 35,00, seis unidades). Os pastéis de siri ou ovas de peixe (R$ 15,00, duas unidades) também podem anteceder pedidas como medalhão de filé-mignon com arroz à piamontese e batata portuguesa (R$ 80,00). Para beber, as opções vão do chope Brahma (R$ 10,00, 300 mililitros) ao tinto português da vinícola Mula Velha (R$ 95,00), passando por coquetéis a exemplo do negroni (R$ 35,00). Rua Barata Ribeiro, 319, Copacabana, 2257-2645 (200 lugares). 8h/1h (fecha seg.). @realchopprj. Desde 1982.

Ressaca. Com um chuveirão na área externa, o local é perfeito para os dias quentes ou para quem vem direto da Praia de Copacabana, a apenas poucos passos dali. As cervejas em garrafa, incluindo a Eisenbahn (R$ 18,00, 600 mililitros), concorrem com os drinques autorais, como o cravo e a rosa (R$ 39,00), à base de limão, maracujá e cachaça, finalizado com borda de açúcar e canela, e o mulheres de areia (R$ 39,00), com uísque, suco de laranja, mel e sálvia. Há ainda vinhos em taça por R$ 26,00. Na escolha dos petiscos, atenção para o siri na panelinha (R$ 27,00), a berinjela à parmigiana (R$ 36,00) e o bolovo de bacalhau (R$ 24,00 a unidade). A fome permanece? O sanduíche de rabada (R$ 46,00) vem com picles e mostarda. A seção de doces foi batizada de veneno na lata: a musse de limão e o bolo de chocolate (R$ 29,00 cada um) vêm no recipiente. Rua Belford Roxo, 58, Copacabana, 99636-0514 (70 lugares). 12h/0h (sex. e sáb. até 1h). @ressaca_bar. Aberto em 2025.

Tasca Carvalho. Para viajar sem passaporte para a terrinha, basta adentrar a casa decorada com fotos de Lisboa. O bacalhau, se não for óbvio dizê-lo, é o carro-chefe. Ele aparece nas pataniscas (R$ 44,90, cinco unidades) e como principal, em postas altas à dorê, com batatas coradas, camarões acebolados e arroz de brócolis (R$ 299,90, para duas pessoas). Mas o cardápio vai além. Os ovos rotos (R$ 42,90), batatas fritas cobertas por ovo com gema mole e presunto de parma, e o chouriço português flambado na aguardente (R$ 44,90) conversam bem com cerveja Super Bock (R$ 11,90, 250 mililitros). A adega de vinhos é focada nos verdes leves e refrescantes, a preços acessíveis (R$ 19,90 a taça). Aos sábados, o cozido à portuguesa é servido com enchidos, arroz, legumes e pirão (R$ 109,90, para duas pessoas). Rua Ronald de Carvalho, 266, Copacabana, 99957-9845 (64 lugares). 17h/0h (sáb. e dom. 12h/23h; fecha seg.). @tascacarvalho. Aberto em 2016.

Tropìk. Com decoração de inspiração mediterrânea, marcada por elegantes ombrelones com franjas em tons sóbrios, o beach club do hotel Fairmont oferece cardápio assinado pelo chef francês Jérôme Dardillac. Do café da manhã ao pôr do sol, é opção para quem quer pé na areia sem abrir mão do conforto. O combo tropìk (R$ 190,00, para compartilhar) traz parfait de manga com iogurte, panqueca, ovos mexidos com catupiry e bacon, croissants com geleia e manteiga, duas bebidas quentes e dois sucos. Os bowls agradam a quem busca algo mais leve: o power breakfast (R$ 35,00) vem com cremoso de chia com leite de aveia, banana, uva-passa, farofa de amendoim e mel. Para o almoço, o arroz de camarão (R$ 95,00) é uma boa pedida. Para molhar a palavra, o creta (R$ 45,00) é levemente apimentado, com vodca, maracujá, pimenta e soda de cranberry. Avenida Atlântica, s/nº (próximo ao Posto 6), Copacabana, 2525-1232 (126 lugares). 8h/20h (sex. e sáb. até 0h). @tropikrio. Aberto em 2022.

FLAMENGO

Brejo Bar. Grata surpresa que abriu as portas no Flamengo, o espaço, idealizado por Priscila Continentino, se inspira na Praia do Flamengo, carinhosamente chamada de Caribrejo. O endereço privilegia a área externa, com engradados de cerveja que se transformam em mesas de apoio, numa pegada despojada que cativa. Em versão vegana, o baiano brejo (R$ 41,00) é um dos pontos fortes do menu, com tartare de banana-da-terra, farofa de castanha-de-caju e emulsão de coentro. Acabam de chegar novos sabores de pastéis e o de polvo com bacon (R$ 15,00) já virou um dos preferidos. Quem assina a carta de drinques é Laura Paravato, premiada como mixologista do ano em VEJA RIO COMER & BEBER 2025. Eles são batizados com nomes de lésbicas famosas — vivas para os autorais, caso do bethânia (R$ 29,00), com gim, mate, xarope de gengibre e bitters, e imortais para os clássicos, como o marielle (R$ 32,00), mescla de aperitivo de laranja, borbu de cambuci e água com gás. Travessa dos Tamoios, 7, Flamengo, 99914-7300 (45 lugares). 16h/0h (sáb. a partir das 12h; dom. 12h/23h; fecha seg. e ter.). @brejobarrj. Aberto em 2025.

Demi Boteco. Após passagens como sócio por ótimos endereços, incluindo o Mira (na extinta Casa Daros) e o Miam Miam, Stephane Quinquis se uniu ao amigo Thierry Duc para abrir um bar com cardápio de inspiração francesa-carioca. Os dois são bons anfitriões e, vira e mexe, estão em alguma mesa da calçada. Boa ideia para beliscar, os sticks de berinjela temperada na páprica e empanada na panko, servidos com molho agridoce à base de missô e gengibre, saem por R$ 25,00. Brilham pratos principais como moules frites (R$ 62,00), mexilhões ao creme e vinho branco, acompanhados de batatas fritas, e crepe marie (R$ 39,00), de sarraceno, recheado com queijo, presunto de parma, cogumelo-de-paris, tomate-cereja confit e rúcula. Sucesso entre os drinques, o gim-tônica da casa (R$ 26,00) leva xarope de laranja. Os vinhos em taça têm preços convidativos: saem por R$ 18,00 o brut Conde de Foucauld ou o pinot grigio da Argentina Minimalista. Rua Bento Lisboa, 184, loja C, Catete, 98872-8343 (40 lugares). 12h/23h30 (dom. até 17h30; fecha seg.). @demiboteco. Aberto em 2025.

Deza Botequim. Criado pela mesma turma do antigo Desacato, no Leblon — daí o nome —, o endereço valoriza a comida de botequim com releituras criativas. O bolinho de tapioca (R$ 44,00, quatro unidades) é recheado com rabada e servido com geleia de pimenta, e o pão de alho ganha formato de espetinho, guarnecido de vinagrete e farofa (R$ 14,00). No almoço, há pratos executivos variados, como o hambúrguer caseiro de grão-de-bico, com batata frita e arroz de brócolis (R$ 44,00). A carta de bebidas acompanha a linha descontraída, caso do a vida presta (R$ 33,00), com gim, Aperol, mix de abacaxi, suco de limão, xarope de melancia e espuma de gengibre. Vale provar ainda a batida de frutas amarelas com gengibre e hortelã (R$ 17,00). Às terças, tem show de bossa. Travessa dos Tamoios, 32-A, Flamengo, 3449-3124 (50 lugares). 12h/0h (sex. e sáb. até 1h; dom. até 22h; seg. até 16h). @dezabotequim. Aberto em 2022.

Rio Tap Beer House. Numa travessa tranquila do Flamengo, está um dos bares mais queridos dos amantes de cerveja. O motivo é a extensa carta, que reúne mais de 350 rótulos selecionados pelos sócios em suas viagens, medalha de prata nesta categoria de VEJA RIO COMER & BEBER. Neste ano, o bar reforça a atenção à produção brasileira, caso da cozadoida (R$ 120,00, 750 mililitros), de fermentação espontânea com laranja, lichia e uva lorena, da cervejaria Cozalinda. Entre os garimpos na gringa, a Lupulus Hibernatus Belgian Quadrupel (R$ 59,90, 330 mililitros) impressiona — intensa e encorpada, ela vem da Brasserie Lupulus, nas Ardenas belgas. Para completar, oito torneiras de chope variam com frequência. Para evitar a ressaca, o tap burguer 4.0 (R$ 52,90) é feito com o blend da casa no pão brioche, cebola crispy, bacon crocante, queijo e aïoli, servido com batata frita. Travessa dos Tamoios, 32, loja C, Flamengo, 3258-4168 (61 lugares). 17h/23h (qui. e sex. até 1h; sáb. 12h/1h; dom. a partir das 12h; fecha seg.). @riotap_beerhouse. Aberto em 2019.

Zuza Fish Bar. Comandado pelo chef Christopher Zuza, especialista em frutos do mar, o endereço fica pertinho da Praia do Flamengo e é uma ótima pedida pós-mergulho. As ostras in natura (R$ 12,00 a unidade) ou fritas (R$ 13,00 a unidade) têm um bom custo-benefício, enquanto o torresmo de lula (R$ 48,00), com as cabecinhas do molusco crocantes com páprica defumada, é simplesmente irresistível. O sanduíche de polvo frito com sour cream e batatas fritas ao sal de algas (R$ 58,00) é novidade na casa. Também têm lugar à mesa os vegetarianos, saciados com o rigatoni ao pesto trapanese (R$ 65,00). A carta de vinhos inclui rótulos como o Monte de Pinheiros Cartuxa (R$ 125,00), e a de drinques, por sua vez, repagina clássicos. É o caso do maresias fitz (R$ 31,00), releitura levemente frutada do fitzgerald, feita com caju, cachaça 7 Engenhos, açúcar, bitter e limão. Rua Marquês de Abrantes, 1-A, Flamengo, 98777-6385 (40 lugares). 16h/23h (sáb. a partir das 12h; dom. 12h/17h; fecha seg.). @zuzafishbar. Aberto em 2024.

GÁVEA E JARDIM BOTÂNICO

Baixo Araguaia. A casa de carnes fundada na Freguesia vem crescendo com apetite voraz e abriu, de 2024 para cá, mais cinco unidades. É possível escolher a própria peça de carne na vitrine, que só então é cortada e levada à brasa. O cardápio foi renovado e ganhou pedidas como a costela suína ao molho barbecue de goiabada cascão, guarnecida de batata frita (R$ 67,00). Entre os cortes clássicos mantidos, estão a maminha angus (R$ 179,00) e o chorizo angus (R$ 169,00), ambos de 400 gramas, com direito a quatro acompanhamentos. Não deixe de provar a caipirinha pé de moleque (R$ 38,00), que mistura o doce, com cachaça, concentrado de caju e xarope de açúcar. A saideira de chope garotinho é sempre por conta da casa. Rua Visconde da Graça, 63, Jardim Botânico, 97668-6463 (68 lugares). 12h/0h; Rua Araguaia, 1709, Freguesia, 97696-8984 (127 lugares). 12h/0h (dom. e fer. até 20h); Rua Álvaro Chaves, 41 (60 lugares). 10h/22h. (sáb. 9h/20h; dom. e fer. 9h/18h). Mais três endereços. @baixoaraguaia. Aberto em 1980.

Braseiro da Gávea. Fundado pelos portugueses Antonio Aguiar e José Pereira, junto com o maranhense Agenor Lopes, em 1995, era apenas um barzinho discreto no bairro. Hoje, chega à terceira geração como um ímã de turistas que querem conhecer a parada obrigatória no Rio, cujo cardápio foi mantido desde a abertura. É preciso avisar: a espera por uma mesa pode ultrapassar uma hora nos fins de semana. A recompensa chega na forma da picanha ao ponto perfeito (R$ 250,00, 650 gramas), guarnecida de arroz de brócolis, batata frita e farofa de ovos com banana. O pão de alho (R$ 13,00 a unidade) e os bolinhos de bacalhau (R$ 72,00, oito unidades) são ótimos para abrir os trabalhos, enquanto o sundae (R$ 50,00) e a banana split (R$ 50,00) trazem nostalgia para o encerramento do percurso. Para molhar a palavra, chope Brahma (R$ 11,00, 300 mililitros) ou caipirinha (R$ 28,00) de limão, lima-da-pérsia, maracujá ou caju. Praça Santos Dumont, 116-A, Gávea, 2239-7494 (150 lugares). 11h30/1h (sex. e sáb. até 3h). @braseirodagavea. Aberto em 1995.

Casa Camolese. A decoração no estilo rústico do casarão do século XIX, com paisagismo de Gigi Barreto, convida para almoços sem pressa. No cenário com vista para o Jockey Club, são oferecidas criações do chef Pedro Machado. Camarões salteados com azeite e especiarias são servidos com labneh (tipo de iogurte) e pão árabe artesanal (R$ 93,00). Entre os principais, o mignon com musseline de batata trufada e molho madeira (R$ 120,00) faz sucesso. Os chopes são feitos na casa, em um brewpub no 2º andar — vale provar a witbier Zazá (R$ 25,00, 473 mililitros). Para amantes de coquetéis, o rosebud (R$ 42,00) funciona como uma senha para que uma receita seja criada especialmente para você. O lugar ainda possui uma intimista casa de shows no subsolo, o Manouche. Rua Jardim Botânico, 983 (Jockey Club Brasileiro), Jardim Botânico, 99995-3014 (300 lugares). 12h/23h (sex. e sáb. até 0h30; dom. até 19h; fecha seg.). @casacamolese. Aberto em 2017.

Katz-su. Cheio de boas ideias, o chef Bruno Katz elabora petiscos inspirados nas culinárias tailandesa, coreana e japonesa, com destaque para o harumaki fuji & okinawa (R$ 48,00), feito com camarões VM, porco, Kewpie, molho katz-s e katsuobushi (lascas finas de peixe seco). A seleção de principais, a partir das 17h, é enxuta, e vale apostar no bife de chorizo & mc kimcheese (R$ 98,00), um macarrão cremoso gratinado, servido com grana padano, kimchi, chili crunch (óleo picante) e molho demi-glace. Entre os drinques autorais, agrada o bloody kimchi bomb (R$ 33,00), uma releitura caprichada do clássico bloody mary, preparada com vodca, suco de tomate artesanal, leite de tigre de kimchi e sal de gochugaru. Uma das duas sobremesas é o churro crocante com sorvete de sucrilhos, calda de chocolate belga, caramelo de baunilha e flor de sal (R$ 34,00). Às quartas, a casa promove o ramen day, com um sabor especial que muda a cada mês. Rua Von Martius, 325, Jardim Botânico, 99168-4716 (78 lugares). 12h/0h (dom. até 20h; fecha seg.). @katz_su. Aberto em 2023.

Sebastian. Entre a arborizada Rua dos Oitis e o burburinho do Baixo Gávea, a casa especializada em cozinha espanhola é um lugar para quem está sem pressa. O hit é a paella (R$ 119,00), preparada na calçada aos domingos, com arroz bomba à base de açafrão espanhol e pescados frescos. Em uma mesa externa, é possível experimentar bons drinques — o vinho tonic (R$ 39,00), com vinho branco, Cointreau, limoncello, limão-siciliano, mel e tônica, é um dos mais requisitados. O cardápio ainda lista pedidas para comer com as mãos, como as croquetas do sebas (R$ 44,00, três unidades), em versões de jamón serrano, camarão e paella do mar, e a tosta selvagem (R$ 42,00), sourdough tostado com sour cream e cogumelos ao vinho branco. Em uma collab com o Tão Longe, Tão Perto, há torneira de vinhos naturais brasileiros, com taças por R$ 34,00. Rua dos Oitis, 6-A, Gávea, 96622-4885 (90 lugares). 12h/1h (fecha seg.). @sebastiangastrobar. Aberto em 2022.

IPANEMA

Arp Bar. O aprazível bar agora é comandado por Camilo Vanazzi (egresso do Emile), que levou toques da cozinha francesa para o menu descomplicado. O plateau de frutos do mar (R$ 198,00) reúne ostras, carpaccio de salmão, ceviche, tartar de atum com wakame, vinagrete de polvo, mexilhões marinados, camarões grelhados e lagosta, além de pão sourdough. Entre os principais, o carro-chefe é o camarões e caviar (R$ 197,00) — o espaguete com os crustáceos flambados no uísque e molho bisque sintetiza o encontro entre técnica e frescor que orienta o trabalho do chef. Para encerrar, o entremet de cupuaçu e cumaru (R$ 49,00) é hit. Brindes frente à deslumbrante paisagem no 1º andar do Hotel Arpoador são embalados por pedidas como o néctar (R$ 45,00), que combina bourbon Jim Beam, licor herbal, maracujá, camomila e hidromel de jataí da Cia dos Fermentados. Rua Francisco Otaviano, 177, Arpoador, 97156-6589 (100 lugares). 7h/23h (dom. até 22h). @arpbar. Aberto em 2019.

Êtta Bar. De frente para a revitalizada Praça General Osório, o estabelecimento oferece uma coquetelaria criativa. À frente do balcão está Matheus Barros, que lançou uma carta em homenagem à Bahia. O pascoal (R$ 39,00) é cítrico e levemente apimentado, com rum Havana 7 anos, Lá Ele Licor, Amaro Averna, shrub de caju com dedo-de-moça, limão e ginger ale, servido com crocante de parmesão, quiabo e dendê. O menu de comidas acaba de ganhar receitas de inspiração italiana — olhos atentos para os mexilhões ao vinho branco com pimenta-do-reino e ervas finas (R$ 64,00, oito unidades). De principal, os anéis de lula grelhados ao molho de ervas finas acompanham o risoto ao molho pomodoro basílico (R$ 79,00). A programação musical é variada: segunda tem pop rock, as terças são de jazz e, de quarta a domingo, entram em cena os DJs da casa. Rua Teixeira de Melo, 53, Ipanema, 99292-7905 (50 lugares). 11h30/0h (sex. e sáb. até 1h.). @etta_bar. Aberto em 2018.

La Carioca Cevicheria. Primeira cevicheria do Rio, a casa leva os sabores da gastronomia peruana a três endereços na cidade. O carro-chefe, é claro, são os ceviches, presentes em mais de quinze versões — destaque para o tahiti (R$ 68,00), que combina peixe ou atum com leite de coco, gengibre e crispy de capim-limão. Os pratos quentes também merecem atenção, caso do quinoto de camarões (R$ 76,00), versão peruana de risoto à base de quinoa, com mascarpone e crispy de couve. Para beber, boa pedida é o pisco sour (R$ 43,00), preparado com pisco, sour mix, xarope de goma, limão, angostura e canela. Rua Maria Angélica, 113, Jardim Botânico, 99909-0531 (60 lugares). 11h/0h (seg. a partir das 18h30; dom. até 22h); Rua Garcia d’Ávila, 173, Ipanema, 99909-0531 (80 lugares). 12h/0h (seg. e ter. a partir das 18h; qui. a sáb. até 1h). Mais um endereço. @lacariocacevicheria. Aberto em 2011.

Mad Brew Tap & Steak. A casa segue afinando sua identidade entre cervejaria e cozinha criativa, com novidades que reforçam o espírito experimental. Entre os chopes, destaque para a linha Freak Lab, com novas versões a exemplo da Freak Lab#2 (R$ 16,00, 285 mililitros), uma sour com açaí amazônico, de corpo leve e acidez equilibrada. Já a clareza insana (R$ 22,00, 500 mililitros) é uma hop lager sem álcool leve e aromática. Há novos hambúrgueres, como o mad mushroom (R$ 47,90), feito com blend de angus (170 gramas), queijo suíço, cogumelos salteados, parmesão ralado e maionese trufada no brioche. Para dividir, a tábua mad steak (R$ 109,90, na versão com 300 gramas de picanha) é servida com batata frita ou onion rings, farofa e um molho à escolha. Rua Vinicius de Moraes, 120, Ipanema, 99890-3405 (100 lugares). 12h/0h; Rua Capitão Salomão, 43, Botafogo, 98633-0005 (80 lugares). 12h/0h (fecha seg.) @madbrewtap. Aberto em 2022.

Nosso. No 1º andar, o bar foi montado como uma antiga biblioteca, com uma longa escada móvel que atinge as prateleiras mais altas. No lugar dos livros, garrafas e mais garrafas que abastecem os drinques pelos quais a casa de Bruno Katz ficou conhecida. Quem cuida da mixologia é Daniel Estevan, privilegiando insumos brasileiros com técnica precisa. Vale provar o sagrado profano (R$ 58,00), mescla de gim Tanqueray Ten, cordial de figo confit e água de tomate salinizada — elegante e de sabor surpreendente. Entre as novidades para se deliciar, o wonton de camarão VM (R$ 66,00, quatro unidades) chega com curry amarelo, azeite verde, coentro e chili crunch, imprimindo sotaque asiático. Destaque também para o vegetariano (R$ 62,00), com babaganuche defumado, berinjela asiática crocante, melaço de romã e molho tzatziki, finalizado com hortelã e coentro. O local ficou em segundo lugar na categoria bar para ir a dois. Rua Maria Quitéria, 91, Ipanema, 99619-0099 (100 lugares). 18h30/0h30 (dom. até 23h; fecha seg. e último dom. do mês). @nossoipanema. Aberto em 2017.

Sel d’Ipanema. Entre o azul do Atlântico e o movimento do Posto 9, o quiosque transformou a experiência à beira-mar em algo sofisticado, sem perder a informalidade carioca. O endereço combina a cozinha inspirada nos sabores mexicanos a um ambiente de estética contemporânea, que se integra ao calçadão. Para começar, experimente o ceviche de peixe (R$ 80,00), que leva tomate-cereja, manga e milho crocante no leite de tigre. Se preferir petiscar, os camarones saltados (R$ 95,00), com pimentões, cebola-roxa, tomate, gergelim torrado, mayo cítrica, tortilhas e coentro, são a pedida certa. Servido com molho de tomate seco marinado, limão-siciliano e pan crocante, o ravióli de queso fresco (R$ 100,00) casa bem com o autoral boho chic (R$ 55,00), drinque de vodca Absolut infusionada com flor de clitória, cordial de limão-siciliano e tônica Fys. Avenida Vieira Souto, s/nº (Qc 11 e 12), Ipanema, 99316-1368 (172 lugares). 9h/20h (fecha seg.). @selipanema. Aberto em 2022.

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Tijolada. De frente para o Obelisco de Ipanema, a casa aposta na alma de boteco, com ambiente despojado e uma vitrine giratória de frangos assados — o carro-chefe vem com batata, farofa e vinagrete (R$ 88,00). O cardápio do chef Thomas Troisgros revisita tradições de boteco, com técnica e bons ingredientes. Para começar, as empadas de queijo, frango com catupiry ou palmito (R$ 18,00 cada) dividem espaço com o jiló à la tijolada (R$ 16,00). Destaque também para o steak tartare com fritas (R$ 52,00), que nunca sai de moda. Na carta de drinques, clássicos e autorais convivem bem. O tijolada (R$ 28,00), com cachaça, limão-galego, açúcar e angostura, e o macunaíma (R$ 35,00), mescla de cachaça, fernet, limão e açúcar, são boas pedidas. Rua Visconde de Pirajá, 630-C, Ipanema (50 lugares). 12h/0h (dom. até 20h; fecha seg.). @tijoladabar. Aberto em 2024.

Venga!. Vibrante e sempre movimentado, o típico bar de tapas espanhol investe em receitas clássicas para serem compartilhadas. Em nova fase após uma reforma, a unidade de Copacabana ganhou decoração solar que dialoga com a paisagem da orla. Por lá, as croquetas de jamón (R$ 54,00, quatro unidades) e o pulpo à la gallega (R$ 74,00), polvo com batatas e páprica picante, aparecem entre os favoritos para iniciar os trabalhos. Uma boa seleção de vinhos e a carta de drinques ajudam a manter o ritmo da conversa — destaque para o refrescante córdoba (R$ 44,00), com jerez fino, flor de sabugueiro, orange bitters, limão-siciliano e espumante brut. Aos domingos, o deque da unidade de Ipanema é palco para diferentes versões da paella. Rua Garcia d’Ávila, 147, Ipanema, 2247-0234 (56 lugares). 17h/0h (sex. até 0h30; sáb. 13h/0h30; dom. 13h/22h); Avenida Atlântica, 3880, Copacabana, 99937-5948 (90 lugares). 12h/23h (qua. e qui. até 0h; sex. e sáb. até 0h30). @vengabardetapas. Aberto em 2010.

Virtuoso. Nascido em Salvador como bar e feira de vinhos naturais, o projeto chega ao segundo ano no Rio consolidado. A proposta gira em torno da curadoria e da experiência, em um espaço com agitada programação musical. Na adega, brilha o lançamento Virtuoso Desejo (R$ 189,00 a garrafa), criado em parceria com a Cantina Mincarone, na Serra Gaúcha. Trata-se de um clarete natural de chardonnay, inicialmente pensado como vinho laranja, mas que ganhou nova expressão ao fermentar com cascas de pinot noir, com mais estrutura, acidez vibrante e toque de cereja. Já o La Jolie Folle (R$ 47,00, a taça), branco do Vale do Loire, tem perfil seco e mineral. Para acompanhar, o menu traz pratos de pegada mediterrânea, como a tortilha suculenta (R$ 46,00), de porco desfiado, com picles de cebola-roxa e coentro. Rua Gomes Carneiro, 130-B, Ipanema, 97493-0246 (40 lugares). 18h/0h (sex. e sáb. até 1h; fecha seg. e dom.). @virtuosovinho. Aberto em 2024.

LAGOA

Bar Lagoa. Quase um século de história constrói a reputação da casa. Fundado como Bar Berlim e renomeado durante a Segunda Guerra Mundial, o endereço manteve a essência, consolidando-se um dos mais tradicionais da cidade. As especialidades do cardápio também seguem as mesmas. Representando a influência da culinária alemã, o joelho de porco com chucrute (R$ 155,00) é carro-chefe. Outro favorito é o filé à milanesa (R$ 170,00), servido com salada de batatas. De entradinha, a porção de croquetes de carne (R$ 80,00, seis unidades) é ótima para acompanhar o chope Brahma ou Amstel gelado (R$ 12,50, 300 mililitros) ou a caipirinha de limão (R$ 32,00). Boas pedidas de sobremesa incluem o apfelstrudel (R$ 40,00) e o clássico romeu e julieta (R$ 26,00). Aproveite a varanda, uma área externa agradável, com mesas e sombreiros. Avenida Epitácio Pessoa, 1674, Lagoa, 2287-1112 (210 lugares). 12h/23h. @barlagoa. Aberto em 1934.

LARANJEIRAS

Armazém Cardosão. Ícone do bairro, o endereço atravessa gerações mantendo viva a essência: balcão movimentado, serviço direto e uma cozinha que valoriza o Brasil sem atalhos. No cardápio, reinam clássicos que sustentam essa reputação. A famosa feijoada (R$ 89,90), a rabada (R$ 78,00) e as moquecas de camarão (R$ 84,00) e palmito com banana-da-terra (R$ 64,00) são os carros-chefes. Para beliscar, tem porção de moela ao molho (R$ 32,00). A carta de cachaças oferece 34 rótulos que percorrem diferentes regiões e madeiras de envelhecimento, como a Engenho Alto, guardada em amburana ou em barris de carvalho (R$ 18,00, 50 mililitros). Recentemente, a casa também entrou no universo das cervejas artesanais, com dois lançamentos próprios: a Armazém (R$ 27,00, 500 mililitros), uma session IPA em parceria com a cervejaria Da Corte, de Petrópolis, e a Hop Lager Cardosão (R$ 27,00), desenvolvida com a cervejaria Pontal, de Friburgo. Rua Cardoso Júnior, 312, Laranjeiras, 96491-7924 (100 lugares). 17h/23h30 (sáb. 12h/23h; dom. 12h/20h; fecha seg.). @armazemcardosao. Aberto em 1954.

Casa Milà. Inspirado pela boemia e culinária espanhola, o charmoso espaço inaugura uma programação fixa de pintxos nas noites de quartas. Típicos do País Basco, os petiscos levam esse nome por serem servidos sobre fatias de pão, com os ingredientes espetados por um palito. Entre as opções, fazem sucesso o de tartar de chistorra curada (R$ 25,00) e o pulpo piuhmi (R$ 25,00), com polvo e páprica sobre aligot de queijo canastra. Outras boas novas são o pulpo tostado com arroz na tinta de lula (R$ 128,00) e as lulas crocantes com aïoli cremoso de leite e toque de limão (R$ 55,00). Para acompanhar, a casa aposta em chopes artesanais selecionados pelo sommelier José Padilha, com rótulos locais em diferentes estilos, como a Black Lager da Odin (R$ 18,00) e a Sicilia (R$ 26,00), witbier da cervejaria Noi. Rua Esteves Júnior, 28, Laranjeiras, 3586-7460 (80 lugares). 12h/23h. @casamilarj. Aberto em 2021.

Pressa. Apesar do nome (ou por causa dele), o pequeno espaço com porta em arco e clima acolhedor convida a desacelerar. O menu é cheio de personalidade, valorizando ingredientes locais e privilegiando o frescor da estação. Do café da manhã com grãos especiais ao almoço de escolhas enxutas, tudo é pensado para compartilhar. De entrada, a girela (R$ 28,00) é uma massa fresca recheada com cupim desfiado, manteiga de missô e gema curada. Os sanduíches merecem atenção, como o de abobrinha crocante com ricota e abacaxi no pão ciabatta (R$ 40,00). Entre os principais, a opção do mar (R$ 54,00) vem com feijão cremoso, camarões e vinagrete de vegetais assados. Para acompanhar, uma taça de sidra selvagem (R$ 25,00, 110 mililitros) ou o fermentado da casa (R$ 12,00), feito com kefir de caju. Rua das Laranjeiras, 371-C, Laranjeiras, 3557-7952 (24 lugares). 12h/20h (sex. até 22h; sáb. até 18h; fecha seg. a dom.). @pressacozinha. Aberto em 2025.

Novo Mercado São José. Depois de sete anos fechado, o tradicional mercado — que desde 1944 ocupa lugar central na vida comunitária do bairro — voltou com nova proposta. Sob a curadoria da Junta Local, a revitalização preservou símbolos afetivos, como a fonte central e a imagem de São José, mas trouxe um ar mais contemporâneo. São onze boxes, duas lojas e três restaurantes, reunindo marcas a exemplo de Brewteco, Absurda e Hoba. Entre as opções de refeição, a lasanha à bolonhesa (R$ 62,00) do Basta é excelente pedida, assim como o tagliolini com molho de camarão (R$ 92,00) do Locanda, que fica no 3º andar, um espaço mais arejado. Para petiscar, peça uma porção de pães de queijo (R$ 12,00, cinco unidades) da Zilda, que vai bem com uma kombucha artesanal (R$ 12,00, 300 mililitros) do Borbulhas. Rua das Laranjeiras, 90, Laranjeiras, (24) 99264-7587 (280 lugares). 10h/22h (fecha seg.) @novomercadosaojose. Aberto em 2025.

LEBLON

Balcão 201. O pequeno espaço é um oásis na Dias Ferreira — a ponto de levar a medalha de bronze na categoria bar para ir a dois. Na contramão dos bares que se instalaram recentemente na rua mais agitada do Leblon, a segunda empreitada de João Paulo Frankenfeld e Cris Julião, do estrelado Casa 201, tem clima de um bistrô francês. No salão decorado com objetos garimpados em feiras de arte da capital francesa, são preparadas criações a exemplo do croquete de pastrami com mostarda (R$ 53,00, duas unidades), par perfeito para o chope Brahma (R$ 14,00, 300 mililitros). Já o vinagrete de polvo (R$ 72,00) combina com o bloody mary (R$ 45,00). Os sanduíches são um ponto forte: o de língua (R$ 72,00) vem com molho de parmesão, alcaparra, aliche e rúcula. Para adoçar a experiência, crepe suzette com chantili (R$ 42,00). Rua Dias Ferreira, 113, Leblon, 99716-8959 (22 lugares). 12h/0h (dom. até 18h; fecha seg.). @balcao201. Aberto em 2025.

Boteco Boa Praça. A marca aposta em ambientes que convidam a esticar o almoço. Idealizado por Pedro de Artagão, o cardápio revisita a cozinha de boteco com olhar contemporâneo. Para começar, o polvo à vinagrete com pasteizinhos de vento (R$ 125,90) e o dadinho de tapioca com geleia de pimenta e abacaxi (R$ 34,90) são ótimas escolhas. O drinque autoral pracinha (R$ 39,90), com vodca, xarope de amora, suco de limão e hortelã, ou o chope Brahma (R$ 13,50, 300 mililitros) geladinho acompanham bem. Rua Dias Ferreira, 12, Leblon, 3496-8241 (80 lugares). 12h/0h (qui. e dom. até 1h; sex. e sáb. até 2h); Avenida Vieira Souto, 110, Ipanema, 3496-8241 (150 lugares). 17h/1h (seg. e ter. até 20h; sex. e sáb. 12h/2h; dom. a partir das 12h); Avenida Olegário Maciel, 214, Barra, 3496-8241 (170 lugares). 17h/1h (ter. e qua. até 0h; sáb. a partir das 12h; dom. 15h/23h). @botecoboapraca. Aberto em 2019.

Boteco Rainha. Com decoração que remonta aos bares ibéricos, a casa azul e branca traz belos azulejos na fachada. No cardápio, destacam-se pescados e grelhados: a punheta de bacalhau (R$ 53,90) e o polvo à vinagrete (R$ 168,50) comprovam. As refeições são generosas e servem de duas a três pessoas, como a frigideira de frutos do mar (R$ 285,50) e o bacalhau à lagareiro (R$ 264,50), com batatas, brócolis, alho, cebola e azeitonas. Na hora da sobremesa, a torta de limão (R$ 39,50) é um clássico indefectível. Quem decidir explorar a carta de vinhos encontra o Trumpeter Malbec (R$ 177,00), fácil de beber, mas cheio de personalidade. Rua Dias Ferreira, 247, Leblon, 3368-6863 (108 lugares). 12h/23h (dom. até 22h); Shopping Rio Design Barra (150 lugares). 11h30/23h. @boteco_rainha. Aberto em 2020.

Bracarense. Com 65 anos de história, carrega o título de patrimônio cultural do Rio. O estabelecimento homenageia a cidade portuguesa de Braga e é conhecido pelo chope Brahma (R$ 10,80, 300 mililitros) bem tirado e pelos petiscos servidos na varanda. Brilham os bolinhos de aipim com camarão e requeijão (R$ 7,90 a unidade) e o gente boa (R$ 7,00 a unidade), feito com jiló e linguiça. A porção de pernil acebolado (R$ 57,00) é outra boa pedida e pode ser acompanhada da caipirinha de lima com limão (R$ 23,00, 350 mililitros), feita com cachaça 7 Engenhos. A novidade é que agora dá para levar produtos para casa, como a conserva de pimenta (R$ 40,00, frasco de 200 mililitros). Rua José Linhares, 85-B, Leblon 2294-3549 (90 lugares). 11h/0h (seg. até 22h; ter. e qua. até 23h; dom. até 21h). @bar_bracarense. Aberto em 1961.

Donburizin. A marca nasceu no delivery, mas cativou o público e abriu uma loja em agosto passado, no coração do Leblon. A proposta é um izakaya, tradicional boteco japonês para compartilhar comidinhas, com mesas na calçada e ambiente intimista. Sob o comando de Maciel Paiva, o cardápio reúne boa variedade de petiscos, a exemplo do ebi furai (R$ 60,00), camarão empanado, crocante por fora e macio por dentro. Carro-chefe, o chirashi do chef (R$ 280,00, para duas pessoas) combina shari temperado com a seleção de pescados e iguarias do dia, como bluefin, hamachi, ouriço, ovas de salmão e vieiras. Os tacos do chef (R$ 150,00, quatro unidades) têm recheios de king crab, vieira, unagui e bluefin temperado, e também merecem destaque. Para beber, a caipisakê (R$ 35,00) traz um toque de brasilidade. Rua Doutor Marques Canário, 24, Leblon, 99955-4510 (50 lugares). 18h/23h (sex. a dom. a partir das 13h; fecha seg.). @donburizin. Aberto em 2025.

Herr Pfeffer. A influência germânica aparece tanto na decoração, que remete à atmosfera da Baviera, como no cardápio e na extensa carta, com mais de 100 rótulos de cerveja. Para abrir os trabalhos, a linguiça da diretoria (R$ 45,00, duas unidades), com carnes bovina e suína e pimenta-verde, é a escolha certa. O croquete de carne (R$ 23,00, duas unidades) também é uma das especialidades. Eles podem ser seguidos pela feijoada alemã (R$ 140,00), servida de sexta a domingo e em feriados, que leva feijão-branco, kassler, lombo, costela, salsichas branca e defumada, batata, cenoura e arroz branco. Outra sensação, o kassler (R$ 135,00) é um carré de porco defumado para duas pessoas, com guarnição inclusa. Para beber, vale a garrafa de 500 mililitros da cerveja bávara Helles (R$ 35,00) ou o Steinhäger importado (R$ 39,00), destilado à base de zimbro. Rua Conde de Bernadotte, 26-D, Leblon, 97533-8328 (42 lugares). 12h/0h. @herrpfefferleblon. Aberto em 2002.

Jobi. No ano em que celebra sete décadas, o boteco de origem portuguesa e alma carioca segue como um grande símbolo da boemia no Leblon. O cardápio é bastante ancorado nos petiscos e o clássico bolinho de bacalhau (R$ 60,00, seis unidades) não perde o lugar no topo do ranking de pedidos. Bem servido, o sanduíche de pernil com abacaxi (R$ 33,00) combina perfeitamente com o chope conhecido por todos na vizinhança como robertinho (R$ 8,50, 200 mililitros). Entre os principais, faz sucesso a feijoada (R$ 90,00) com carne-seca, costela, lombo e paio, com os acompanhamentos tradicionais. A carta de cachaças reúne rótulos de bom custo-benefício, a exemplo da Salinas (R$ 17,00 a dose). De segunda a sexta, pratos do dia reforçam o clima de boteco clássico, com opções individuais ou para compartilhar. Avenida Ataulfo de Paiva, 1166-B, Leblon, 2274-0547 (60 lugares). 11h/3h. @bar_jobi. Aberto em 1956.

Pabu Izakaya. A casa inaugurou uma seção dedicada aos donburis, clássica comfort food japonesa, servida em tigelas de gohan com diferentes coberturas. O chef Luiz Petit Santos aposta em quatro versões, dentre elas o gyutandon (R$ 68,00), com língua de boi grelhada, onsen tamago (ovo cozido lentamente) e arroz frito de kimchi; e o ebidon (R$ 86,00), com camarões e ovo perfeito. Outra novidade, o hashimaki de camarão (R$ 46,00) é uma panqueca enrolada no hashi, com molho tonkatsu, maionese artesanal, katsuobushi (lascas finas de peixe seco) e crocante de tempura. Perto de completar dez anos, o endereço passou por reformas que deixaram o ambiente mais confortável. A carta de saquês também foi reformulada e tem entre os mais pedidos o Junmai Kimoto (R$ 48,00, 180 mililitros) e o Futsushu (R$ 37,00, 180 mililitros). Rua Humberto de Campos, 827, Leblon (45 lugares). 12h/23h (qua. a sáb. até 0h). @pabuizakayario. Aberto em 2017.

Sardinha Taberna. Ancorado na culinária portuguesa, o bar propõe uma verdadeira viagem às terras lusitanas. Não é só o cardápio, rico em receitas típicas, que conduz a experiência: a decoração, com os famosos azulejos portugueses, junto à trilha sonora, ajuda a recriar um pedaço de Portugal nas quatro unidades pela cidade. O bacalhau brilha logo na entrada, com a empada portuguesa (R$ 14,90). Entre os sanduíches, o bifana e seu molho (R$ 36,90), feito com carne suína marinada em vinho branco e mostarda, é famoso. Já o arroz de pato à moda da casa (R$ 149,90) serve bem duas pessoas. A carta de vinhos tem rótulos que harmonizam perfeitamente com os pratos — destaque para o branco Esporão Monte Velho (R$ 149,90), que não passa por barricas de carvalho. Rua Aristides Espínola, 101, Leblon (36 lugares). 12h/0h (seg. até 23h); BarraShopping (84 lugares). 12h/22h; Mais dois endereços. @sardinhataberna. Aberto em 2021.

SÃO CONRADO

Musa. De estética minimalista e arquitetura moderna, o quiosque foi idealizado pela influenciadora digital Rachel Apollonio e seu marido, Matthew Mbye. A experiência à beira-mar combina cafés especiais e cardápio que vai do café da manhã ao jantar. São treze opções da bebida, incluindo turmeric latte (R$ 23,00), popular em Bali — inspiração para o estabelecimento —, com leite de aveia, cúrcuma e especiarias. Entre os smoothies, o destaque é o berry heaven (R$ 38,00), com a frutinha, banana, proteína de colágeno, tâmaras, pasta de amêndoas e água de coco. O musa poke (R$ 54,00), com arroz japonês, atum, cream cheese, tomate-cereja, ervilha de wassabi, abacate, manga, cebola-roxa e molho shoyu, é boa pedida para almoço. Não faltam bons drinques: o batizado com o nome da casa combina Smirnoff, Licor 43, xarope de abacaxi, lichia em calda e iogurte integral (R$ 59,00). O quiosque garantiu a medalha de bronze na categoria. Avenida Prefeito Mendes de Morais, quiosque 6, São Conrado (64 lugares). 8h/20h; Rua Prudente de Morais, 1387, Ipanema (30 lugares). 7h/20h (sáb. e dom. até 18h). Mais dois endereços. @musa__rio. Aberto em 2024.

QuiQui. O quiosque impulsionou a badalação na Praia de São Conrado. Com vista para a Pedra da Gávea e para o vaivém de surfistas, oferece lulas empanadas com molho tártaro (R$ 69,00) e o porquiquinho (R$ 48,00), feito com barriga suína marinada e assada em baixa temperatura no minibrioche, servido com chutney de abacaxi. Entre uma bocada e outra, vale refrescar-se com quiqui fresh (R$ 40,00), com vodca, limão-siciliano, mel e toque de Licor 43. Na ala principal, aparecem a tilápia com purê de banana-da-terra, arroz-negro com leite de coco e vinagrete de uvas (R$ 92,00) e o mar e sertão (R$ 95,00), risoto que combina baião de dois com lula, polvo, camarão e picles de maxixe. Aos sábados, a partir das 18h, o clima ganha mais vida com shows de pop/rock e samba, embalando o pôr do sol à beira-mar. Avenida Prefeito Mendes de Morais (em frente ao 900), São Conrado, 99501-0209 (60 lugares). 12h30/21h (sex. e sáb. 12h/23h; dom. a partir das 12h; fecha seg. e ter.). @quiquirio. Aberto em 2020.

URCA

Bar Urca. Todo carioca que se preze tem uma história vivida neste patrimônio cultural, histórico e turístico. A tradicional casa agora conta com rótulo próprio de cerveja em long neck (335 mililitros), fruto da parceria com a cervejaria Backbone, nos estilos lager (R$ 24,00), IPA (R$ 26,00) e sem álcool (R$ 25,00). Para começar, os clássicos petiscos seguem imbatíveis, como os pasteizinhos (R$ 13,00 a unidade) e as empadas de camarão (R$ 16,00 a unidade), ótimos para serem degustados na mureta com uma caipirinha (R$ 23,00), preparada com Velho Barreiro, ou o chope Brahma (R$ 12,00, 300 mililitros). No andar de cima, com vista espetacular, vale apostar no camarão na moranga (R$ 285,00, serve bem de duas a três pessoas). Rua Cândido Gaffrée, 205, Urca, 21 2542-8395 (70 lugares). 9h/22h (dom. até 21h). @barurca. Aberto em 1939.

 

VEJA RIO COMER & BEBER 2026 é uma realização da Editora Abril com patrocínio master de BTG Pactual, patrocínio de Governo do Rio de Janeiro, Prefeitura do Rio de Janeiro e JBS, apoio de IFood, Baden Baden e Bacalhau da Noruega/Sea Food From Norway, além de parceria Castas Importadora. 

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