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Café produzido no interior do Rio pode ganhar selo de garantia exclusiva

As primeiras análises devem ser concluídas apenas em março de 2025, e o relatório final da pesquisa fica pronto dentro de dois anos

Por Da Redação
Atualizado em 2 jul 2024, 17h59 - Publicado em 1 jul 2024, 16h15

Quem aprecia o escuro líquido restaurador de almas sabe que qualidade é fundamental. Por isso mesmo, o solo e os grãos de 15 fazendas do Vale do Café, no interior do Rio, estão sendo estudados por técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e, se tudo der certo, os produtores vão receber a Indicação Geográfica por Denominação de Origem (IG-DO).

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O selo funciona como garantia de que aquele produto é único e especial. Os cafés são produzidos em Barra do Piraí, Miguel Pereira, Piraí, Rio das Flores, Valença e Vassouras, não à toa, região que, no século XIX, ajudou a desenvolver o país através do cultivo dos grãos.

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Os pesquisadores da Embrapa fizeram a coleta do solo, da planta e dos grãos em 12 propriedades, de abril a julho, quando geralmente ocorre o período de colheita. Outras três fazendas devem entrar no estudo na segunda safra, no ano que vem.

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“É necessário levar em consideração as condições de clima, chuva, temperatura, umidade… Analisamos o solo mais profundo, abaixo das raízes. Depois, torramos o café e preparamos a bebida para os experimentos sensoriais, quando observamos que compostos químicos aparecem e quais aromas sobressaem. Essas características vão dar um indicativo de diferencial ou não”, afirmou ao jornal O Globo o pesquisador da Embrapa Otoniel Silva Freitas, líder do projeto.

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As primeiras análises devem ser concluídas apenas em março de 2025, e o relatório final da pesquisa, com todos os dados reunidos, deve ser disponibilizado dentro de dois anos aos produtores e à Associação de Produtores de Café do Estado do Rio (Arcarj).

Se o resultado indicar um café diferenciado, ele poderá ser submetido ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), órgão responsável por conceder a Indicação Geográfica.

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“Não produzimos quantidade, mas sim qualidade. Conseguindo a Indicação Geográfica do INPI, a gente consegue agregar valor ao produto. Por exemplo, um saquinho de 250 gramas que valia 30 reais passa a valer 80 reais”, explicou Daniel Bastos, presidente da Arcarj, também ao jornal O Globo.

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