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Por Marcelo Copello, jornalista e especialista em vinhos
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Nova pesquisa sobre vinho na gravidez

Apenas uma taça de vinho pode ser prejudicial a uma mulher grávida?

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Atualizado em 15 set 2017, 16h24 - Publicado em 15 set 2017, 16h24

Da Redação.

Apenas uma taça de vinho pode ser prejudicial a uma mulher grávida? A pergunta é muito comum no consultório médico entre mulheres grávidas: “Dr. posso beber uma taça de vinho?”
David Garry, especialista em medicina materno-fetal do Hospital Universitário Stony Brook nos EUA diz que não há um nível seguro de uso de álcool durante a gravidez. De acordo com o Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas dos EUA, cerca de 90 por cento das mulheres grávidas dizem que se abstêm de álcool, apesar de muitas beberem sem divulgar.
“Há um estigma social para beber na gravidez, o que é bom”, diz Garry.
Fora dos EUA o consumo de álcool durante a gravidez parece ser mais comum. Um estudo de 2015 descobriu que o consumo de álcool variou de 20% a 80% entre mulheres na Austrália, Nova Zelândia, Irlanda e Reino Unido. O estudo descobriu também que algumas mulheres grávidas fazem uso de bebidas em ocasiões especiais (festas, casamentos e brindes).

“Comparamos o consumo de álcool de uma ou duas vezes por semana (em níveis baixos) em comparação com não beber”, explica a autora de um novo estudo divulgado esta semana, Luisa Zuccolo, epidemiologista da saúde da Universidade de Bristol. Zuccolo e sua equipe de pesquisadores descobriram que consumir até 32 gramas de álcool por semana (duas ou três taças) foi associado com um aumento de 10% de partos prematuros.
Zuccolo afirma que ficou surpresa da forma como tão poucos estudos são publicados sobre um assunto tão importante. Os especialistas dizem que a falta de evidência não é uma razão para desafiar o conselho de medicina para evitar o álcool inteiramente durante a gravidez. “Nós não entendemos exatamente quando e como – e em que momento da gravidez – os efeitos ocorrem pelo consumo de álcool”, diz David Garry, que também é porta-voz do Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas.

Mas se sabe que o consumo excessivo de álcool durante a gravidez tem grandes riscos. O distúrbio do álcool no feto pode causar inúmeros defeitos congênitos até problemas de desenvolvimento intelectual. Só há uma maneira de uma mãe evitar por completo os riscos: não bebendo. Então, por que correr o risco? Este princípio de precaução tornou-se a base de diretrizes em todo o mundo. Mesmo os países onde o vinho é parte da cultura, como a França, aconselham as mulheres de que é mais seguro não beber álcool durante a gravidez. A Itália também atualizou recentemente suas orientações.

Leia também: Como degustar um vinho

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