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Mundo cão

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Histórias, sugestões e pensatas sobre o melhor amigo do homem (e da mulher)

Cães heróis

Tsunami, que salvou 12 pessoas no terremoto da Venezuela, faz parte de um time de heróis peludos responsáveis por um trabalho delicado e comovente

Por Luciana Neiva Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 jul 2026, 16h56
Cachorro border collie branco e preto sentado, com olhos de cores diferentes, um azul e outro castanho, sorrindo com a boca aberta e língua à mostra, usando coleira com medalha, em frente a uma parede de pedra marrom
Border colie salvou 12 pessoas na Venezuela (Divulgação/Divulgação)
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As cenas dramáticas de catástrofes sempre são muito doídas de ver. Foi assim na tempestade que massacrou Juiz de Fora, em Minas Gerais, ou agora no terremoto na Venezuela. Nestas circunstâncias, os bombeiros contam com a ajuda de cães farejadores que localizam pessoas soterradas. São momentos que comovem.
Normalmente indefesos, esses cães parecem ganhar superpoderes e se tornam heróis. Vão na frente do pelotão de socorristas, valentes, farejando tudo e latindo quando encontram sinais de vida humana.
Foi assim que Tsunami, um cão da raça border collie de 9 anos, atuou e encantou a todos na região de La Guaira, uma das mais afetadas pelo desastre natural venezuelano. Durante os dois primeiros dias de buscas, o cão farejador ajudou a localizar e salvar 12 pessoas presas sob os escombros. Ao longo de sua carreira, que inclui atuações nos grandes terremotos da Turquia e da Síria em 2023, ele já auxiliou na localização de mais de 100 vítimas.
A história de Tsunami é de superação. Ele viveu seu próprio inferno: em 2017, foi resgatado das ruas pela ONG venezuelana Aproa, apresentando um quadro grave de desnutrição e sinais de maus-tratos. Após ser reabilitado, passou por um treinamento especializado e se tornou um dos poucos cães com certificação oficial para atuar na detecção de pessoas soterradas na Venezuela.
Os cães de busca e resgate, também conhecidos como cães K9 ou de faro, também são peças fundamentais em desastres naturais e grandes tragédias no Brasil. Eles atuam em duplas inseparáveis com seus condutores — o chamado “binômio” — localizando vítimas soterradas ou desaparecidas sob escombros e lama. Em 2024, alguns cachorros treinados no Rio e em São Paulo foram para o Sul ajudar nas enchentes.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo enviou dois cães: a labradora Joy e a pastora belga Hope. O labrador Rio, que leva o nome da capital do RJ, saiu do canil e foi a campo. Certificado nacionalmente, o cão já atuou em tragédias causadas por chuvas nas cidades fluminenses de Petrópolis, Paraty e Teresópolis. Ele — e três militares do Corpo de Bombeiros — desembarcaram no Sul e foram salvar pessoas. São ou não são os melhores amigos do homem?

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