Renata Borgerth transforma luz e transparência em arte
O novo must have da decoração une pintura sobre acrílico, luz e profundidade em obras que mudam a cada olhar
Há trabalhos que ocupam uma parede. Outros parecem ocupar também o tempo, a luz e a percepção de quem os contempla. É nesse território que transita a artista plástica Renata Borgerth, cuja produção convida o observador a desacelerar e descobrir novos detalhes a cada encontro. Suas criações fogem da contemplação estática e estabelecem um diálogo contínuo com o ambiente, fazendo da mudança de perspectiva parte essencial da experiência.
Embora tenha construído sua trajetória profissional no universo corporativo, foi na arte que Renata encontrou um espaço para traduzir inquietações, memórias e sensações que não cabiam em palavras. Desde o início de 2026, a pintura passou de descoberta pessoal a linguagem definitiva. Em seu ateliê, o impulso criativo nasce de diferentes estímulos, como a natureza, lembranças afetivas, estados de espírito e pequenas cenas do cotidiano, transformados em composições abstratas de forte presença visual.
O grande diferencial de seu trabalho está na pesquisa técnica desenvolvida ao longo desse percurso. Em vez de utilizar a superfície apenas como suporte, Renata a incorpora ao conceito da obra. A aplicação da pintura sobre placas transparentes cria uma relação singular entre matéria, luz e profundidade. Conforme a incidência luminosa muda ou o espectador caminha pelo espaço, novas camadas parecem surgir, revelando nuances, sobreposições e volumes que antes permaneciam discretos. Cada deslocamento oferece uma leitura diferente, tornando a interação tão importante quanto a própria composição.
Essa característica faz com que nenhuma obra se esgote em uma única observação. O trabalho permanece vivo, acompanhando a luz do dia, a arquitetura do ambiente e, principalmente, a sensibilidade de quem o contempla. É uma produção que valoriza o tempo da descoberta e desperta a curiosidade para enxergar além da primeira impressão.
Mesmo quando faz parte de uma mesma coleção, cada quadro preserva sua individualidade. A espontaneidade do gesto, as escolhas cromáticas e a construção das texturas garantem resultados irrepetíveis, reforçando o caráter artesanal de cada criação. “Minha inspiração pode começar em uma paisagem, em uma emoção ou em uma combinação de cores. Gosto de pensar que a obra continua se transformando a partir do olhar de quem convive com ela”, resume a artista.
Mais do que produzir peças decorativas, Renata propõe uma relação afetiva entre arte e espaço. Suas obras não apenas compõem ambientes, mas introduzem movimento, despertam interpretações e transformam a experiência cotidiana de quem vive com elas. Em um cenário onde a arte contemporânea busca cada vez mais interação, seu trabalho revela que a beleza também pode estar naquilo que nunca se mostra da mesma maneira duas vezes.





