O “código do boné” em alguns restaurantes cariocas
Em vários endereços de SP, além do boné, também não se permite a entrada de chinelos
Em recente almoço no Esplanada Grill, em Ipanema, numa mesa à esquerda de quem entra, o patriarca pediu que um dos convidados da filha tirasse o boné. De início, criou-se um leve constrangimento, mas a sugestão acabou sendo atendida.
Neste caso, foi uma questão pessoal, digamos assim. Mas pelas regras gerais, no Rio não há norma formal que proíba o uso de boné em restaurantes — inexiste um código de vestimenta (“dress code”) que vá além do bom senso, ao contrário do que acontece em alguns endereços de São Paulo. Em vários deles, além do boné, também não se permite a entrada de chinelos.
O cirurgião Paulo Muller, na mesa ao lado, comentou que, em recente viagem a Nova York, ao entrar no Elio’s, clássico italiano da Segunda Avenida, o maître pediu que ele retirasse o boné. Lá, a regra é inflexível.
No Esplanada, a única restrição é a regata: houve tantos casos de clientes barrados que foram feitas camisetas pretas para oferecer nessas situações.





