Cariocas comparam o programa “Tolerância Zero” à “Black Mirror” (vídeo)
A medida foi adotada depois de milhares de reclamações de moradores e frequentadores sobre a desordem na orla
Cariocas estão chamando de “Black Mirror” a operação “Tolerância Zero”, com testes feitos pela prefeitura esta semana na orla de Copacabana para ordenamento dos ambulantes. Em vários vídeos nas redes, o drone usa um alto-falante para avisar: “Atividades sem autorização são proibidas nesse perímetro. Fiscalização permanente. Retire-se do local.”
Em “Black Mirror”, da Netflix, a tecnologia frequentemente ultrapassa a linha entre proteção e vigilância, mostrando drones, inteligência artificial e monitoramento constante como ferramentas que, sob o discurso da segurança, acabam limitando a liberdade, como em episódios como “Arkangel” e “Hated in the Nation”.
Mas, como todo bom carioca, teve gente que levou a situação para o lado do humor, com comentários imaginando quanto tempo o drone sobreviveria antes de ser “abatido” por alguma bala perdida ou roubado.
A fiscalização começa oficialmente na quinta (16/07), entre o Leme e o Leblon, passando por Copacabana, Arpoador e Ipanema, por 24 horas. O plano prevê patrulhamento ostensivo, pontos de controle de acesso, apreensão de mercadorias sem comprovação de origem, combate a depósitos clandestinos e a ajuda do “olho eletrônico” voador. A operação deve ser ampliada gradualmente para outras regiões, incluindo o Centro.
A medida foi adotada depois de milhares de reclamações de moradores e frequentadores sobre a desordem na orla, como caixas de som em volume elevado durante a madrugada, ocupação irregular do calçadão e o crescimento do comércio clandestino.





