A relação de Andrei Rodrigues e Leandro Almada com o Rio
Andrei Rodrigues e Leandro Almada tem passagens importantes pelo Rio
Você pode não entender quase nada da atual crise política, da aristocracia togada, e não está sozinho. Entre Banco Master, Daniel Vorcaro, André Mendonça, Alexandre de Moraes, relatórios da Polícia Federal, acusações cruzadas e decisões que mudam de direção em questão de horas, até os especialistas ficam, digamos, arrancando os cabelos com pinça. Há fatos concretos, claro, mas ainda poucas respostas.
A crise ganhou nesta terça-feira (08/09) um desdobramento que passa pelo Rio, quando o ministro André Mendonça determinou o afastamento de dois integrantes da cúpula da Polícia Federal com forte atuação no estado: o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que trabalhou na segurança da Olimpíada de 2016, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, ex-superintendente da PF no Rio e participante das investigações do assassinato de Marielle Franco.
A decisão obteve maioria na Segunda Turma do STF, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista de Gilmar Mendes. Na prática, os afastamentos continuam valendo. Em reação, 11 diretores da Polícia Federal colocaram os cargos à disposição, solidários a Andrei e Almada, enquanto William Murad assumiu interinamente o comando da corporação.
Até agora, a reação pública mais contundente entre os políticos ligados ao Rio veio do clã Bolsonaro, em total apoio aos afastamentos. “Companheiro, camarada, amigo, irmão, brother, cupincha, parça, aliado, preposto, indicado, pau-mandado de Lula”, escreveu Flávio sobre Andrei.
Mendonça sustenta que a inteligência da PF produziu relatórios ilegais sobre sua atuação; a cúpula da PF rejeita as acusações e vê interesses políticos no afastamento.







