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Lu Lacerda

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Jornalista apaixonada pelo Rio

4 perguntas para Paula Lavigne: “Politicamente, 2026 será um ano de guerra”

Paula conversou com a coluna sobre o trabalho “invisível” da produção, o cuidado com os artistas, a exigência de trabalhar com um “leonino”

Por Daniela
28 dez 2025, 07h00 •
Paula_Lavigne_divulgação 2
 (./Divulgação)
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  • A produtora cultural Paula Lavigne é o nome central na articulação entre arte, política e mobilização de rua no Brasil. O ato que derrubou a PEC da Blindagem em setembro, por exemplo, começou por ideia de Paula. À frente da produção de grandes manifestações e com uma longa trajetória ao lado de artistas fundamentais da música e da cultura — entre eles, o marido, Caetano Veloso —, ela atua nos bastidores.

    Paula conversou com a coluna sobre o trabalho “invisível” da produção, o cuidado com os artistas, a exigência de trabalhar com um “leonino” e o que espera de 2026.

    1 -Produzir uma manifestação como a que houve no dia 14 de dezembro exige muito de quem está nos bastidores?

    A produção é isso. A gente é muito diferente do artista. Quando dá certo, ninguém lembra da gente. Quando dá errado, lembram. E tem que ser assim. Porque o produtor é substituível. O artista não é. Não podemos competir com o artista, a gente é soldado, cumpre a missão e cria.

    2 -Quando artistas participam de atos públicos, o cuidado é então redobrado?

    Precisa muito. O artista é muito vulnerável. A gente tem que dar segurança, uma boa organização, receber bem. Senão, não dá. Tem gente que fala “ah, cercadinho VIP”, mas bota a Débora Bloch no meio do povo pra você ver. Ela não andaria um passo. Então é cuidar bem de cada um.

    3- Trabalhar com um leonino como o Caetano te deixou mais exigente?

    Muito. O Caetano é muito exigente. Eu cheguei onde cheguei porque ele me exigiu muito, e eu fui. Eu agradeço muito aos artistas que confiam em mim, porque essa confiança faz toda a diferença.

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    4- E para o ano que vem, o que se pode esperar, artisticamente e politicamente?

    Politicamente, vai ser um ano de guerra. Guerra. No ativismo, não tem descanso, é pela democracia. Artisticamente, ele está compondo, e vai entrar em estúdio. Mais do que isso é segredo.

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