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Fabiano Serfaty

Por Fabiano M. Serfaty, clínico-geral e endocrinologista, MD, MSc e PhD.
Saúde, Prevenção, Tratamento, Qualidade de vida, Bem-estar, Tecnologia, Inovação médica e inteligência artificial com base em evidências científicas.
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Por que a corrida é grande aliada da saúde e da longevidade

Segundo esporte mais popular do Brasil, com mais de 4,5 milhões de adeptos, a modalidade registrou um aumento de 200% no número de praticantes em 10 anos

Por André Leta
Atualizado em 12 Maio 2017, 18h43 - Publicado em 12 Maio 2017, 18h34
(Du Ribeiro/Divulgação)

Segundo esporte mais popular do Brasil, atualmente com mais de 4,5 milhões de adeptos, a corrida registrou nos últimos 10 anos um aumento de 200% no número de praticantes. E não para por aí: os números crescem vertiginosamente. Isso se deve, claro, a algumas características. Democrática, é uma atividade física que pode ser praticada em qualquer lugar, horário, além de ser conveniente, fácil de ser implementada e mantida pelos seus praticantes.

Em 2017, a publicação de um artigo de revisão intitulado “Corrida como Chave para o Estilo de Vida e Longevidade”, na revista Progressos na Doença Cardiovascular, endossou o coro. O texto aponta o papel da corrida na promoção da saúde, na prevenção de inúmeras doenças e no aumento na expectativa de vida e longevidade de seus praticantes. Quando comparados com não corredores, os adeptos têm 30-45 % menor risco na taxa de mortalidade para todas as doenças após o ajuste para o gênero e idade. 

A corrida tem um potente efeito protetor nas duas principais causas de morte no mundo: as doenças cardiovasculares e o câncer, com uma redução respectiva de 30-75% e de 30-50 % no risco de mortalidade associadas a estas doenças. Além delas, temos evidências adicionais de que a corrida tem um efeito protetor nas doenças neurológicas (Alzheimer e Parkinson) e infecções respiratórias.

Corredores ainda tendem a se engajar em outros hábitos de vida saudáveis que contribuem para o aumento da longevidade, como a manutenção e a redução do peso corporal, além de costumarem consumir quantidades baixas a moderadas de álcool e, por vezes, não fumarem.

Todos estes benefícios levam a um aumento na expectativa de vida e aumentam a longevidade de corredores entre 3,4 a 4,2 anos, dependendo do volume e da intensidade da corrida, quando comparados com não corredores. Na relação de custo benefício, o estudo apontou que para cada 7 horas de corrida ganhamos uma a mais de vida.

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Outro aspecto relevante da pesquisa foi que outras atividades também atuam positivamente na redução das taxas de mortalidade, mas com valores inferiores aos obtidos pela corrida. Inúmeros são os benefícios e mecanismos fisiológicos e metabólicos que justificam estas respostas mais favoráveis ao treinamento da corrida e demais atividades. Confira abaixo.

(Divulgação/Divulgação)

Devido ao impacto tão significativo na promoção da saúde e na redução das taxas de mortalidade muitas pesquisas foram e continuam sendo realizadas objetivando estabelecer a dose mínima e principalmente “máxima” que não coloque em risco a saúde dos praticantes. Com o intuito de responder esta questão, os autores liderados pelo Dr. Lee, do Departamento de Cinesiologia da Universidade de Iowa-EUA, recomendaram uma dose máxima de exercícios que indica que benefícios adicionais não são obtidos e que podem levar a riscos aumentados quando ultrapassados. Confira abaixo as doses recomendadas.

(Recomendação da Organização Mundial da Saúde/Divulgação)

Alguns estudos têm demonstrado que o treinamento de “endurance excessivo” (ultramaratonas) pode causar efeitos adversos na estrutura e na função cardíaca, “indicando que mais pode ser pior” para o risco de doenças cardiovasculares e todas as causas de mortalidade. Apesar da redução dos benefícios obtidos, não correr impõe maiores riscos que correr provas muito longas, logo, mais corrida não é necessariamente pior.

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Por ser uma atividade intensa, vigorosa e com risco de lesões músculo-esqueléticas, antes de sair correndo por aí para colher todos estes benefícios, é fundamental realizar uma avaliação médica respeitando as diretrizes de triagem pré-exercício. Procure um educador físico para elaborar a progressão do seu treinamento.

Com tantos benefícios favoráveis à corrida, a Proforma oferece aulas indoor de running class e treinamento individualizado no setor cardiovascular. Externamente temos o circuto de areia e o Proforma Outdoor, onde motivamos nossos alunos a participarem das provas do circuito de corrida de rua do Rio. Em 2017 comemoramos 30 anos de Proforma, nada melhor do que uma Fun Run para celebrarmos esta data e continuar promovendo a saúde e bem dos nossos alunos.

(Arquivo pessoal/Divulgação)

André Leta é professor de Educação Física com Mestrado em Biociências da Atividade Física pela UFRJ. Diretor Técnico da Proforma. Fonte: Duck-chul Lee, Angelique G. Brellenthin, Paul D. Thompson, Xuemei Sui, I-Min Lee, Carl J. Lavie (2017). Running as a Key Lifestyle Medicine for Longevity, Progress in Cardiovascular Diseases

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