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Fabiano Serfaty

Por Fabiano M. Serfaty, clínico-geral e endocrinologista, MD, MSc e PhD.
Saúde, Prevenção, Tratamento, Qualidade de vida, Bem-estar, Tecnologia, Inovação médica e inteligência artificial com base em evidências científicas.
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Minha gordura abdominal está aumentada: isso é perigoso?

O aumento da gordura abdominal, também chamada de gordura visceral, está fortemente associado ao aumento da mortalidade por todas as causas.

Por Michelle Rabello da Cunha, Fabiano M. Serfaty e Mario Fritsch Toros Neves.
Atualizado em 15 dez 2022, 11h09 - Publicado em 14 dez 2022, 22h12

A gordura abdominal, também chamada de gordura visceral, está localizada dentro da cavidade abdominal e envolve os órgãos do corpo humano. As evidencias ciêntificas são muito claras em demonstrar que o acúmulo desta gordura nas vísceras abdominais está fortemente associado ao aumento da mortalidade por todas as causas.

A circunferência abdominal é uma medida antropométrica simples que apresenta uma ótima correlação com a gordura visceral.  A medida da circunferência deve ser aferida na região mais estreita do abdome ou no ponto médio entre o rebordo costal inferior e a crista ilíaca. Ela deve ser medida com uma fita flexível colocada em plano horizontal. Abaixo segue um video que explica como medir a circunferência abdominal de maneira adequeda:

 

Os pacientes que possuem a obesidade abdominal – também chamada de adiposidade central, obesidade visceral ou androide – apresentam maior risco de desenvolver várias doenças, como diabetes, doenças cardíacas, câncer, apneia obstrutiva do sono, acidente vascular cerebral (AVC), hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia e doença hepática gordurosa não alcoólica.

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Os valores da circunferência abdominal específicos para sexos associados ao aumento do risco cardiovascular variam de acordo com a literatura médica. A International Diabetes Federation (IDF) considera a obesidade abdominal como critério diagnóstico para síndrome metabólica de acordo com a seguinte classificação:

  • Homens brancos de origem europeia e negros: ≥ 94 cm; 
  • Homens sul-asiáticos, ameríndios, chineses e japoneses: ≥ 90 cm; 
  • Mulheres brancas de origem europeia, negras, sul-asiáticas, ameríndias, chinesas e japonesas ≥ 80 cm. 

O diagnóstico da obesidade abdominal é de extrema importância para avaliação do risco de cada paciente.

A ressonância magnética é o melhor método não invasivo para avaliação de tecidos moles, capaz de oferecer melhor segmentação e visualização da gordura e dos músculos. A ressonância magnética é capaz de avaliar com precisão a gordura visceral ectópica, que é a gordura que se acumula indevidamente em órgãos como  fígado, pâncreas, coração, rim e músculo, um processo muito perigoso, que está associado a um aumento do risco cardiometabólico global dos pacientes.

VEJA RIO

Ressonância magnética demonstrando depósitos de gordura na obesidade no tecido adiposo subcutâneo e no tecido adiposo visceral.
gordura visceral Ressonância magnética demonstrando depósitos de gordura na obesidade no tecido adiposo subcutâneo e no tecido adiposo visceral. ()
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Fontes:

1.Francisco Lopez-Jimenez, Wael Almahmeed, Harold Bays, Ada Cuevas, Emanuele Di Angelantonio, Carel W le Roux, Naveed Sattar, Marie Chan Sun, Gary Wittert, Fausto J Pinto JPHW. Obesity and cardiovascular disease: mechanistic insights and management strategies. A joint position paper by the World Heart Federation and World Obesity Federation. Eur J Prev Cardiol. 2022;29(17):2218–37.

2.Koster A, Leitzmann MF, Schatzkin A  et al. Waist circumference and mortality. Am J Epidemiol. 2008;167(1465). 

3. The IDF consensus worldwide definition on the metabolic syndome. International Diabetes Federation, 2005.

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