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Daniela Alvarenga

Por Daniela Alvarenga, médica, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
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Rebeca Andrade: a namoradinha do Brasil 2021

Com duas medalhas em Tóquio, ginasta é inspiração pela performance, por sua história de superação e pela graça com que se apresenta nas arenas e nas redes

Por Daniela Alvarenga Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 4 ago 2021, 11h56 - Publicado em 4 ago 2021, 11h47

Com pouco mais de um metro e meio, 40 quilos e pouquinho e duas medalhas olímpicas no peito, Rebeca Andrade é a nova musa e ídolo do Brasil. Com razão, estamos todos encantados pela ginasta que se tornou a primeira mulher a subir o pódio nos Jogos Olímpicos competindo pela ginástica e a primeira atleta do país a ganhar duas medalhas em uma mesma edição das Olimpíadas.

Com sua graça e precisão de movimentos, ela chama atenção para além da performance esportiva – que é brilhante. A começar pela escolha da trilha sonora, criada por Misael Passos Junior, com que competiu no solo. Ao unir os acordes da música clássica, com um trecho de “Tocata e Fuga”, com a batida do funk “Baile de Favela”, Rebeca conseguiu traduzir toda a potência da miscigenação da cultura brasileira. Quem disse que Sebastian Bach não cai bem com Mc João?

Aos 22 anos, Rebeca representa a força da mulher brasileira, que tantas vezes precisa lutar contra adversidades sociais e financeiras e contra preconceito e machismo para alcançar um lugar ao sol. Filha de dona Rosa, que como empregada doméstica também enfrentou o mundo para criar os sete filhos, a ginasta reforça a importância das ações sociais que dão oportunidade a crianças de baixa renda. Mulher, negra, criada na periferia de São Paulo, ela teve sua iniciação na ginástica olímpica em um projeto esportivo da prefeitura de Guarulhos e logo passou a ser chamada de Daianinha de Guarulhos, referência a seu grande ídolo, Daiane dos Santos.

A história de superação das barreiras sociais impostas pela desigualdade no Brasil é inspiradora e nos faz pensar que não se trata apenas de talento, estrela própria e determinação. Desde pequena Rebeca tem como ídolo Daiane dos Santos, e ela não esconde sua inspiração nela. Mais um motivo para aplaudirmos Rebeca, sua humildade e generosidade em reconhecer publicamente o quanto admira outra mulher, o quanto enaltece outra atleta – algo que não é exatamente comum no esporte.

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Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostra Rebeca aos 10 anos de idade dando uma entrevista grata por estar treinando, em Pinheiros, ao lado de Daiane dos Santos e Laís Souza. Ao comparar a menina ainda sonhadora que aparece na reportagem e a campeã olímpica de hoje, constatamos que o tempo passa e o elo, o respeito e a admiração entre as duas só aumentou. Daiane, agora comentarista esportiva, se emocionou ao testemunhar a medalha de Rebeca: “Agora a gente tem a primeira medalha na ginástica artística com uma negra. Isso é muito forte”.

Até Galvão Bueno, com toda sua experiência ao narrar os momentos mais emocionantes do esporte brasileiro, ficou sem palavras para descrever Rebeca: “Confesso aqui, para milhões de brasileiros que assistem a gente, que me faltam palavras para definir exatamente o que é Rebeca Andrade. (…) Menina, você é um exemplo. (…) A sua doçura, o seu encanto, a sua paz. Que possa servir de exemplo para muita e muita gente. Só me vem numa frase: Rebeca, o Brasil te ama”.

Rebeca é hoje inspiração para milhares de meninas em todo o país. Seu sorriso, sua graça e sua beleza encantaram os brasileiros. Seu talento e sua garra nos fizeram parar em meio à pandemia para aplaudir de pé. E além de linda e ginasta incrível, ela ainda canta bem (veja aqui) e toca piano. Galvão tem razão: Rebeca, o Brasil te ama. E a pele? Perfeita. Babei!

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