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Bruno Chateaubriand Por Bruno Chateaubriand, jornalista

A explosão de casos da variante ômicron

Gestor de tradicional laboratório do Rio de Janeiro fala, em rápida entrevista, sobre o aumento do número de casos de covid-19

Por Bruno Chateaubriand Atualizado em 7 jan 2022, 16h10 - Publicado em 6 jan 2022, 22h04

Ele é médico patologista clínico, diretor médico do Richet Medicina & Diagnóstico. Neste mês, Helio Magarinos Torres Filho, comemora 75 anos do laboratório e firma um novo passo, na expansão do grupo fundado por seu pai, Helio Magarinos Torres, o Richet Vacina. Preocupado com cenário de imunização da cidade, que teve a mais baixa adesão à campanha de vacinação contra a gripe dos últimos tempos (apenas 57% da população), Helio criou uma campanha dentro do Richet e ofereceu gratuitamente a vacina da gripe quadrivalente, aquela que protege contra quatro vírus, Influenza-A/h1n1, Influenza-A/h3n2 + 2 tipos de influenza-B,  e em novembro e dezembro de 2021 disponibilizou 3000 doses para clientes, médicos e funcionários.

Em uma rápida conversa, perguntamos ao Dr. Hélio Magarinos Torres Filho sobre o cenário atual com o aumento de casos de covid-19 em função da variante ômicron

1- Como tem sido a procura de testes para covid-19 nessa primeira semana de janeiro?

Aumentou consideravelmente. De modo geral, a demanda começou a subir a partir da segunda quinzena de dezembro.

2- De quanto foi o crescimento?

– A procura por testes teve um crescimento em torno de 80%.

3- O laboratório tem feito horas extra para entrega de resultados?

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Sim, reforçamos a equipe técnica e também a equipe de atendimento nas unidades. Vamos passar a estender o horário de atendimento para não deixar ninguém sem exames.

4- Funcionários da equipe contraíram a doença na onda da variante ômicron?

– Sim, já temos alguns que testaram positivo, mas ainda sob controle.

5- Quantos testes de covid-19 foram realizados pelo laboratório desde o início da pandemia?

Desde o início, cerca de 900 mil testes de covid-19 e a positividade desses testes que vinha caindo, aumentou consideravelmente nos últimos dias. Em novembro, tínhamos 2% de casos positivos; em dezembro subiu para 7% e agora em janeiro, somente nos primeiros cinco dias, já estamos em 43% de positividade.

6- Como você classifica esse novo momento que estamos vivendo?

Acho que é um momento em que temos que redobrar os cuidados pessoais, como uso de máscara, álcool em gel, evitar aglomerações, etc. Na empresa já foi recomendado não fazermos reuniões presenciais, dentre outros cuidados semelhantes ao que tínhamos nos períodos críticos da pandemia. Apesar de serem casos com sintomas mais leves, cuja a grande maioria não oferece grande risco que tínhamos com as outras variantes, temos que lembrar das pessoas do maior grupo de risco, que ainda não sabemos ao certo como será o efeito desse novo vírus. Acho que o mais importante é dar continuidade e ênfase à vacinação, principalmente à dose de reforço. Quem ainda não tomou e já está no período recomendado, tem que tomar. Os estudos mostram que a dose de reforço da vacina é o que se tem de mais eficaz contra essa nova variante. E acho que em breve já estaremos discutindo a necessidade de uma quarta dose, que hoje já está sendo aplicada em alguns grupos especiais.

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