Rafael Frota atua no pré-vestibular comunitário InVest

Advogado é coordenador e professor de história no curso voltado para alunos de baixa renda

Promover a transformação através da educação. Essa é a ideia que o advogado Rafael Frota tem em mente toda segunda-feira, quando entra na sala de aula do pré-vestibular comunitário InVest. Nascido em uma família de classe média de Botafogo, o jurista teve a chance de estudar em bons colégios e formou-se na tradicional Faculdade Nacional de Direito, da UFRJ. Hoje, aos 33 anos, cumpre expediente em um conceituado escritório da cidade, onde tem a responsabilidade de cuidar dos processos de grandes empresas dos ramos de saúde e shopping centers. No entanto, mesmo com a intensa rotina de afazeres, ele encontra tempo para ajudar jovens de baixa renda a conquistar um sonho, muitas vezes, bem distante da realidade deles: ingressar em uma universidade. “Tem muita gente interessada, querendo aprender, mas que não tem chance. Não é à toa que encaro o trabalho voluntário como um compromisso tão importante quanto minhas atribuições profissionais”, garante Frota.

“Minha grande vitória é quando um ex-aluno retorna para trabalhar como voluntário”

Criado em 1998 por ex-alunos do Colégio Santo Inácio, o projeto despertou o interesse do advogado quando ele cursava o ensino médio na instituição. “Meu irmão fazia parte do grupo que fundou o curso, e me interessei em participar. Logo que terminei o colégio, entrei como monitor”, conta Frota, que atua há catorze anos como voluntário e, hoje, cumpre as funções de coordenador adjunto e professor de história. Com aulas de segunda a sábado, o InVest funciona no próprio colégio Santo Inácio, que cede suas instalações para o curso, responsável pela preparação de 140 alunos por ano. “Eu me sinto na obrigação de transmitir o conhecimento que tive a oportunidade de adquirir”, explica, orgulhoso do resultado de todos esses anos de dedicação. O índice de aprovação é alto para um pré-vestibular comunitário — alcança 40%. “Mais do que ajudá-los a entrar na faculdade, minha grande vitória é quando vejo um ex-aluno formado retornar como voluntário. Quero que essa ação de solidariedade se perpetue.”

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