Publicitário cria peça infantil que espalha noções de cidadania

Em 5 meses, 3500 crianças já viram Gentilezinha e o Mundo Encantado da Cidadania

 (Felipe Fittipaldi/Veja Rio)

O desenvolvimento de campanhas com a finalidade de promover e aumentar as vendas das marcas envolvidas é naturalmente parte do dia a dia do publicitário Fernando Oliveira. “Sempre fiz isso com muita dedicação, mas queria mais. Queria trabalhar com projetos que me tocassem pessoalmente”, conta. Após algumas incursões pelo universo de apoio a ações esportivas, ele acredita ter encontrado o tom certo na combinação entre o retorno dos patrocinadores e o investimento em questões sociais. Com a sócia Adriana Zabeo, criou o projeto Gentilezinha e o Mundo Encantado da Cidadania e saiu em busca de patrocínio. Contratos fechados, desde agosto a ideia se tornou realidade.

Funciona assim: uma peça, batizada com o nome do projeto, é encenada, de graça, em escolas públicas do município. Na montagem, o personagem principal é um menino que, sob a influência do folclórico Profeta Gentileza (1917-1996), se torna uma espécie de mascote da cidadania, espalhando mensagens de solidariedade, paz e compaixão. Na trama, o garoto passa pelas terras da Educação, da Tolerância, da Generosidade, da Honestidade e, claro, da Gentileza. “É um espetáculo para estudantes de 4 a 9 anos. Escolhemos essa faixa etária porque só falando com as nossas crianças conseguiremos um futuro melhor. Não adianta deixar um mundo melhor para nossos filhos, temos de deixar filhos melhores para o mundo”, justifica o publicitário.

No fim das apresentações, são distribuídas cartilhas para colorir, com recados variados e objetivos. Um deles: “Preserve o local onde você mora e cuide da sua cidade. Lixo é no lixo”. A ação já atingiu 3 500 crianças — bem além das 1 500 da meta inicial —, e estão marcadas mais vinte sessões até o Natal. Em 2018, a temporada continua, revista e ampliada. “Vamos tratar de diversidade. O Gentilezinha vai ganhar um amigo, o Luquinhas. Juntos, eles vão lutar contra o bullying e a discriminação”, adianta Fernando. “Responsabilidade social efetivamente agrega valor às marcas”, assegura.

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