Polícia investiga morte de menina de 2 anos baleada em Irajá

Sofia, 2 anos, foi atingida por um tiro no rosto enquanto brincava em uma lanchonete, no sábado (21)

A Divisão de Homicídios da Polícia Civil abriu inquérito para investigar a morte de Sofia Clara Braga, 2 anos, em Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro, na noite de sábado (21). A criança brincava na área infantil de uma lanchonete na Avenida Monsenhor Felix, quando foi atingida por um tiro que teria sido disparado durante perseguição policial a um suspeito de roubo de veículo.

A menina chegou a ser socorrida, mas, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, já chegou sem vida ao Hospital Estadual Getúlio Vargas. O enterro aconteceu na tarde de domingo (22), no Cemitério de Irajá. O clima antes do enterro era de revolta e indignação de parentes.

Em seu perfil no Facebook, a mãe da menina Hérica Braga desabafou: “Deus me deu, Deus tomou. Hoje eu perdi o meu anjo. Um anjo que com 2 anos e 7 meses, me ensinou as melhores coisas da vida. Me ensinou a amar, me ensinou a viver, me ensinou o que é ter uma amiga de verdade… amigas pra sempre, como ela mesma dizia”, escreveu. Ela e o marido, o soldado da Polícia Militar Felipe Fernandes, ainda não conseguiram voltar para casa. Estão sob efeito de calmantes na casa de parentes.

A Polícia Civil informou que agentes trabalham no caso para tentar identificar e localizar o autor do disparo que matou a criança. A perícia já foi feita no local.

De acordo com a Polícia Militar, policiais do 41º Batalhão foram acionados para verificar o roubo de um veículo na Avenida Automóvel Clube e foi montado um cerco na tentativa de prender o criminoso.

O suspeito foi localizado e houve perseguição, que terminou na capotagem do veículo na Avenida Monsenhor Felix, a mesma em que Sophia foi baleada.

“Em seguida, os policiais prenderam o motorista do carro roubado. Com ele, foi apreendida uma pistola. Logo após, foi constatado que uma criança havia sido ferida”, informou a PM.

Três mortos na zona oeste

Na mesma noite, três pessoas morreram em um tiroteio na zona oeste da cidade, na comunidade conhecida como Carobinha.

Policiais militares foram chamados para verificar a denúncia de que homens haviam atirado contra um grupo de pessoas que participava de um baile na comunidade. Ao chegar, os agentes trocaram tiros com os criminosos.

O tiroteio deixou 11 feridos, além de um policial militar que foi baleado na perna esquerda. As vítimas foram levadas para os hospitais estaduais Rocha Faria, em Campo Grande, e Albert Schweitzer, em Realengo.

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