Pesquisa de Veja Rio revela as marcas preferidas dos cariocas

Em parceria com a empresa de pesquisa digital MindMiners, levantamento exclusivo revela os lugares, lojas e marcas preferidos dos moradores do Rio

Sites de venda on-line e mesmo lojas físicas trombetearam na semana passada uma novidade no setor de varejo no país. Trata-se das ofertas do Dia do Consumidor, uma espécie de Black Friday comemorada em 15 de março, espremida entre o Carnaval e a Páscoa, para estimular as vendas em uma época de calmaria no comércio. Criada em 1962 pelo presidente americano John Kennedy, a efeméride nasceu com uma proposta bem diferente. Em um pronunciamento ao Congresso americano, Kennedy instituiu quatro garantias básicas aos cidadãos como compradores de bens e serviços — o direito à segurança, à informação, à escolha e a ser ouvido. Há um mês, VEJA RIO e a empresa de pesquisa digital MindMiners se propuseram a um desafio inusitado. Foram a campo para tentar decifrar o que passa pela cabeça — e pelo coração — dos cariocas no que se refere a suas preferências em relação a lugares, instituições culturais e de lazer, marcas, lojas, bares, restaurantes e até praias e bairros.

Com esse objetivo em mente, foram ouvidos 1 075 moradores do Rio, Baixada Fluminense e Niterói. Dividido em quarenta categorias, o levantamento traz inúmeras surpresas e algumas constatações inequívocas. Entre elas está o fato de que os escolhidos pelos entrevistados cravaram tal feito graças a atributos como a qualidade do que oferecem ou vendem, a maneira como explicitam e comunicam seus atributos e a capacidade de manter conexão com os compradores tendo como base a empatia mútua. Ou seja, foram recompensados ao entregar o que prometem e agradar àqueles que são a principal razão de existirem. Há maneira melhor de celebrar o consumidor do que dar voz a ele? A resposta a essa pergunta e o veredicto estão a seguir.

Museu

1º MUSEU DO AMANHÃ (28,3% – foto no topo)

2º Museu da Quinta da Boa Vista (21,9%)

3º MAM (9,8%)

Com apenas dois anos de história, o Museu do Amanhã recebeu mais de 2,5 milhões de visitantes. Pouco mais da metade dessa multidão não era frequentadora habitual de centros culturais e 12% do total nunca havia entrado em um museu até então. Uma das responsáveis pela revitalização da Zona Portuária, a instituição foi construída com um investimento de 215 milhões de reais e reúne atrações tecnológicas e interativas. “No atual momento do Rio, a gente precisa ter olhos para o futuro, para o que podemos vir a ser. O otimismo natural do carioca é potencializado aqui”, afirma o diretor Ricardo Piquet. Desde a inauguração, o espaço já recebeu 27 exposições (contando as atrações fixas e as de curta duração), além das quinze mostras virtuais realizadas em parceria com o Google Art & Culture. Vale destacar: o local é o quinto mais fotografado do Brasil, segundo o Instagram. Praça Mauá, 1, Centro, ☎ 3812-1812. Terça a domingo, 10h às 18h (última entrada às 17h). R$ 20,00. http://www.museudoamanha.org.br.

Ponto turístico

1º PÃO DE AÇÚCAR (28,8%)

2º Lagoa Rodrigo de Freitas (15,3%)

3º Corcovado (15%)

Paisagem-ícone do Rio, o conjunto formado pelo Pão de Açúcar e pelo Morro da Urca é uma obra da natureza. Já o bondinho, responsável pela charmosa travessia, foi idealizado pelo engenheiro carioca Augusto Ramos. Desacreditado na época, ele viu seu sonho se realizar em 1912, quando foi inaugurado o primeiro teleférico do Brasil e o terceiro do mundo. De lá para cá, mais de 46 milhões de visitantes marcaram presença no local. Além de orgulho para os cariocas, a atração diz muito sobre a história do Rio. Foi aos pés do cartão-postal que Estácio de Sá fundou a cidade, na várzea entre o Morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar.

Espaço Cultural

1º CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL (56,6%)

2º Cidade das Artes (12,4%)

3º Paço Imperial (7,9%)

Com suas linhas neoclássicas, o Centro Cultural Banco do Brasil é endereço certo de boas atrações culturais. Desde 1989, foram mais de 50 milhões de visitas. “É um resultado que se deve à qualidade da programação, somada à acessibilidade física, financeira e intelectual que oferecemos”, explica Marcelo Fernandes, gerente-geral da instituição. Atualmente em cartaz, Ex Africa, a maior mostra de arte contemporânea africana realizada no país, superou os 200 000 visitantes.

Parque

1º JARDIM BOTÂNICO (38,5%)

2º Quinta da Boa Vista (27,2%)

3º Parque Lage (14%)

Príncipe regente português, dom João VI queria construir um jardim para a aclimatação de espécies vegetais provenientes de outras partes do mundo. Essa é a origem do Jardim Botânico, um dos mais importantes centros de pesquisa do planeta na área de botânica. Desde a sua abertura à visitação pública, após 1822, já passaram por lá nomes ilustres, como o físico alemão Albert Einstein e a rainha Elizabeth II, do Reino Unido. Hoje, o espaço recebe quase 1 milhão de visitantes por ano, que encontram ali de informações científicas sobre as plantas a atrações gastronômicas

Praia

 (Alexandre Macieira/Riotur)

1º BARRA (14,8%)

2º Grumari (12,4%)

3º Ipanema (11,3%)

O que faz com que uma praia seja “a praia”? Se o critério for a fama internacional, fica difícil competir com Copacabana. Já no quesito lançamento de tendências, Ipanema é imbatível. Mas, quando o assunto é beleza e balneabilidade, a Praia da Barra merece destaque. Lá, a combinação de mar aberto e ilhas enche os olhos. Além disso, esse trecho da orla esteve próprio para banho em 95% das avaliações feitas em 2017 pelo Instituto Estadual do Ambiente. Não à toa, os usuários do site Trip Advisor colocaram a Barra entre as quinze melhores praias do país.

Bairro

1º BARRA DA TIJUCA (14,6%)

2º Leblon (9%)

3º Ipanema (7,8%)

Delair Dumbrosck morava na Rua Senador Vergueiro quando seu primeiro filho nasceu. Os automóveis estacionados nas calçadas dificultavam seus passeios com o pequeno, de carrinho, até o Aterro. Esse foi um dos motivos que levaram o economista a tomar uma decisão radical. Em 1978, ele comprou um apartamento e partiu para a Barra. Hoje, Dumbrosck não se arrepende. “O bairro cresceu, recebeu muitos investimentos com os grandes eventos e se tornou objeto de desejo, como Ipanema e Leblon no passado”, compara o presidente da Câmara Comunitária da Barra.

Teatro

 (Alexandre Macieira/Riotur)

1º THEATRO MUNICIPAL (34,5%)

2º Teatro bradesco Rio (8,6%)

3º Oi Casa grande (6,8%)

Palco do primeiro espetáculo de balé clássico apresentado no país, A Tarde de um Fauno, em 1912, o Theatro Municipal abriu as portas quando o Rio ainda era a capital federal. Com capacidade para quase 2 000 espectadores, foi inaugurado pelo presidente Nilo Peçanha. Desde então, a história de um dos mais belos e majestosos prédios da cidade se mistura com a trajetória da nossa cultura. Além da própria Orquestra Sinfônica, criada em 1931, a instituição possui corpo de coro, balé e orquestra. “Acredito que isso reforce o carinho dos cariocas. É um lugar que recebe a arte e que tem a arte habitando nele”, diz Ana Botafogo, diretora do balé e primeira-­bailarina da companhia desde 1981.

Casa de show

1º VIVO RIO (27,3%)

2º Circo Voador (20%)

3º Fundição Progresso (15,4%)

Desde a sua inauguração, em 2006, o Vivo Rio recebeu mais de 1,5 milhão de pessoas com uma programação eclética. Estrelas internacionais como Billy Paul, Chuck Berry, Charles Aznavour, Diana Krall, Julio Iglesias, Cyndi Lauper, Liza Minnelli e Natalie Cole já se apresentaram neste palco, que, mais recentemente, abrigou bastiões da música popular brasileira, a exemplo de Chico Buarque e Maria Bethânia, em sessões com ingressos esgotados muitos dias antes do show.

Academia

1º SMART FIT (47,6%)

2º Bodytech (19,3%)

3º Rio Sport Center(6,2%)

Com a proposta de democratizar a academia de alto padrão e a prática da atividade física, a Smart Fit foi lançada em 2009 com quatro unidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre. Nove anos depois, os números mostram que se tratava de uma aposta acertada: são 400 filiais em todas as regiões do país, 55 delas no Estado do Rio, onde se cobram a partir de 59,90 reais por mês. “Trabalhamos para levar saúde e qualidade de vida à população do Rio por meio de um serviço acessível a todos”, diz o fundador e presidente, Edgard Corona.

Cinema

1º KINOPLEX (38,2%)

2º Cinemark (35,3%)

3º UCI (14,4%)

Responda rápido: o que o antigo Odeon, na Cinelândia, o Roxy, em Copacabana, e o São Luiz, no Catete, têm em comum? Além de funcionarem há mais de setenta anos e serem ícones de seus respectivos bairros, os três cinemas pertencem à rede que desde 2002 se chama Kinoplex, mas que o leitor deve ter conhecido ainda com o nome antigo: Severiano Ribeiro. Apesar da forte ligação com a cidade, a marca fundada em 1917 tem origem cearense e chegou por aqui apenas em 1923 para se tornar, 95 anos depois, a mais amada dos cariocas quando o assunto é a sétima arte.

Estádio

1º MARACANÃ (64,9%)

2º Engenhão (11,8%)

3º São Januário (10%)

Ícone e cartão-postal carioca desde a sua abertura, em 16 de junho de 1950, ele já foi palco de duas finais de Copa do Mundo. Ultimamente, porém, o típico torcedor dos domingos de futebol vem dando lugar a outro público, tão barulhento quanto as torcidas de Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo. Em fevereiro, o Maracanã recebeu mais de 100 000 pessoas nos shows de Phil Collins e Foo Fighters, e, ainda neste ano, Pearl Jam (21 de março) e Roger Waters (24 de outubro) prometem casa cheia. Com o início dos campeonatos nacionais e da Copa América de 2019 — a ser disputada no Brasil — o estádio terá de volta seus frequentadores históricos.

Bar

1º BELMONTE (15,4%)

2º Bar Urca (11,1%)

3º bar lagoa (7,5%)

Antonio Rodrigues estudou só até a 3º ano. Com 15 anos, trocou o Ceará por um quarto para seis na Rua General Polidoro, em Botafogo. “No lugar do chuveiro, o banheiro tinha uma lata”, lembra ele. Depois de sete anos trabalhando das 6h30 às 17h30 como faxineiro em uma churrascaria, Antonio adquiriu o Carlitos, um boteco em frente ao Teatro Rival. Em 1995, ele tomou a decisão que o trouxe a esta página: em vez de comprar um apartamento e deixar o aluguel na Praça São Salvador, Antonio resolveu assumir e remodelar um bar que estava sempre vazio no Flamengo. “Eu sabia que ele me daria dinheiro para comprar muitos outros bares”, explica. O nome do botequim era Belmonte, e o resto é história. Com oito unidades no Centro e na Zona Sul, o pé-limpo tornou-se o mais amado da cidade quando o assunto é chope, petiscos e afins.

Lanchonete

1º BURGER KING (23,1%)

2º McDonald’s (20,1%)

3º Subway (14,3%)

Só depois de 62 anos de sucesso nos Estados Unidos e em um punhado de países pelo mundo, o Burger King resolveu estender seu reinado para as margens da Guanabara. Não demorou para conquistar o paladar dos locais quando o assunto é fast-food: oito anos após a abertura da loja pioneira, a rede já conta com 82 franquias em todo o estado. A fórmula inclui, além da agilidade e rapidez no atendimento, a preocupação de ressaltar nos produtos o sabor dos ingredientes frescos. Uma receita que caiu no gosto dos cariocas.

Sorvete

1º KIBON (27,5%)

2º Nestlé (14,8%)

3º Häagen-Dazs (13,3%)

A maior marca de sorvetes do país chegou ao Rio quando a geladeira ainda era objeto raro nos lares brasileiros, em 1941. A combinação entre o calor, a praia e a sobremesa gelada não poderia ter dado mais certo, o que sustenta até hoje a forte relação da Kibon com a cidade. Atualmente, seu portfólio reúne mais de cinquenta produtos, entre eles o tradicional Tablito, picolé lançado em 1982 e um dos produtos mais consumidos da marca, comprada em 1997 pela multinacional anglo-holandesa Unilever.

Loja de chocolates

1º KOPENHAGEN (21,2%)

2º Cacau Show (18,5%)

3º Lindt (17,5%)

A história da loja de chocolates mais querida dos cariocas começa com o marzipã. Feito à base de amêndoa e açúcar, esse típico doce europeu foi o ganha-pão inicial do casal Anna e David Kopenhagen, que desembarcou no Brasil vindo da Letônia em 1928. No ano seguinte, eles abriram a primeira loja, principiando uma trajetória de sucesso de quase noventa anos. Reconhecida pela qualidade dos produtos, a marca que leva o sobrenome da família está presente no Rio há mais de setenta anos e conta hoje com sessenta filiais na cidade, onde vende clássicos como Nhá Benta e Língua de Gato.

Restaurante

 (Outback/Divulgação)

1º OUTBACK (37,2%)

2º Parmê (17,2%)

3º La Mole (6,3%)

Criada nos Estados Unidos, mas inspirada na cozinha australiana, a rede Outback foi batizada com o nome de uma região desértica do país da Oceania. Isso em nada lembra a multidão de apreciadores que fazem fila quase que diariamente no almoço e no jantar em busca de pratos típicos como a cebola gigante cortada em formato de flor, a bloomin’ onion, e as tradicionais costelinhas de porco defumadas e regadas com molho barbecue, as ribs on the barbie. Vale dizer: ainda tem um brownie de chocolate sensacional, de largar a família. Com a primeira unidade brasileira inaugurada na Barra da Tijuca, em 1997, a abordagem informal — os garçons se apresentam pelo nome e fazem a maior festa quando há algum aniversariante na casa — logo se tornou a principal identidade da loja com o público carioca. A marca tem 89 restaurantes no Brasil, quinze deles no Rio. O 16º será aberto em breve no Bangu Shopping.

Refrigerante

1º COCA-COLA (43,2%)

2º Guaraná Antarctica (17,9%)

3º Fanta (7,6%)

A Confeitaria Colombo foi um dos primeiros lugares a vender Coca-Cola no Rio, logo após a abertura da primeira fábrica brasileira da bebida, em 1942, em São Cristóvão. Misturado com sorvete de creme, o refrigerante deu origem à vaca preta, um sucesso que ajudou a popularizar a bebida. Hoje, a Coca é o refrigerante mais vendido do Brasil. A presença em grandes eventos, como a Olimpíada de 2016 e o Rock in Rio 2017, reforça a conexão com os jovens, seus consumidores preferenciais, e ressalta o vínculo com a cidade escolhida para ser sua sede no país.

Cerveja

1º HEINEKEN (15,8%)

2º Antarctica (11,2%)

3º Stella

Artois (10,1%)

Quem foi à última edição do Rock in Rio viu que a cor verde dominou a Cidade do Rock: além de ser a cerveja patrocinadora do evento, a Heineken armou uma enorme tirolesa em frente ao palco principal. “O Rio sempre foi muito importante para o desenvolvimento nacional da marca e é na cidade, com o festival, que temos uma das nossas maiores plataformas”, conta Vanessa Brandão, diretora de marketing da empresa, que investe no evento desde 2011. Criada em 1864, em Amsterdã, a Heineken é hoje o segundo maior fabricante de cerveja do país.

Suco

1º DEL VALLE (55,1%)

2º Do Bem (16,7%)

3º Natural One (7,9%)

De origem mexicana, a marca nascida nos anos 1940 levou quase meio século para chegar ao Brasil. Assim que desembarcaram aqui, seus sucos naturais de frutas logo caíram no gosto popular. Tanto que, segundo dados da consultoria Nielsen, eles estão presentes em 43% dos lares cariocas. “O Rio sempre foi uma inspiração, principalmente as casas de suco espalhadas pelas esquinas da cidade”, frisa Rafael Prandini, diretor de marketing da Coca-Cola Brasil, dona da grife desde 2007.

Hospital

1º BARRA D’OR (20,4%)

2º Quinta D’Or (11,5%)

3º Copa D’Or (9,8%)

Da Vinci Si não é médico nem enfermeiro, mas vai dar expediente no centro cirúrgico do Barra D’Or. O robô é um investimento do hospital, parte de uma rede espalhada por outros nove bairros, para fazer operações mais precisas e seguras. A máquina com nome de gênio deve reduzir os tempos de internação e o risco de infecção dos pacientes. Essa busca constante pelo aperfeiçoamento é um dos motivos que levaram o Barra D’Or, criado há vinte anos, a ser escolhido como o hospital preferido dos cariocas.

Plano de saúde

1º AMIL (25,1%)

2º Bradesco (21,6%)

3º Unimed (17,9%)

Mais de 460 000 cariocas carregam uma carteirinha azul quando saem de casa. Esse é o número de credenciados pelo plano de saúde Amil, fundado no Rio e transformado em um gigante nacional do setor. Apenas em sua cidade natal, a empresa possui uma rede de quatro hospitais, localizados no Méier, na Tijuca, em Jacarepaguá e em Duque de Caxias. Juntos, eles dispõem de 573 leitos e realizam, mensalmente, mais de 32 000 atendimentos de emergência e 2 800 internações.

Farmácia

1º PACHECO (41,2%)

2º Venâncio (23,1%)

3º Drogasmil (7%)

Esqueça a avalanche de blocos no Carnaval. O que o Rio tem de sobra mesmo são unidades das Drogarias Pacheco. Em Copacabana, há sete delas em uma distância de três quilômetros. No Boulevard 28 de Setembro, em Vila Isabel, outras três podem ser encontradas em menos de 700 metros. “O objetivo é estar cada dia mais perto dos clientes, o que nos ajuda a avaliar o seu perfil de consumo e desenvolver um atendimento personalizado”, conta Roberto Tamaso, diretor comercial da empresa.

Shopping center

 (Dario Zalis/Divulgação)

1º BARRASHOPPING (30,3%)

2º Nova América (13%)

3º Rio Sul (10%)

Em 1975, quando fundou a Multiplan, o visionário José Isaac Peres tinha o sonho de impulsionar a ocupação e o crescimento da desértica Barra da Tijuca. Conseguiu. A criação do BarraShopping, em 1981, foi o passo decisivo nesse caminho. Hoje o centro comercial tem 700 lojas e recebe 100 000 pessoas diariamente. Desde a inauguração, o complexo recebeu sete expansões que garantem ao carioca variadas opções de compras, gastronomia e entretenimento. O serviço ao cliente é prioridade e envolve desde o empréstimo de carregadores de celular até a disponibilização de cadeiras motorizadas para pessoas com dificuldades de locomoção. “Tudo aqui é pensado para os visitantes”, diz Jussara Nova Raris, superintendente do shopping.

Supermercado

1º GUANABARA (31,5%)

2º Mundial (14,8%)

3º Extra (11,4%)

Já é tradição. Quando chega o dia 20 de outubro, 25 supermercados espalhados pela região metropolitana do Rio amanhecem com filas do lado de fora e ofertas na parte de dentro. Assim que as portas de metal sobem, acontece o corre-corre exibido mundo afora pela internet. No ano passado, a promoção foi notícia em um site mexicano, movimentou mais de
3 milhões de pessoas nos primeiros dez dias e terminou, um mês depois, com o recorde de 15 milhões de latas de cerveja vendidas. “Um reconhecimento desse é a prova de que temos acertado”, afirma Albino Pinho, diretor de marketing da companhia.

Livraria

1º SARAIVA (59,5%)

2º Travessa (17,2%)

3º Cultura (10,5%)

A cada três livros adquiridos na cidade, um é comprado na Saraiva. Fundada em 1914 em São Paulo pelo imigrante português Joaquim Ignácio da Fonseca Saraiva, a pequena livraria se tornou uma rede com mais de 100 lojas físicas e uma operação de e-commerce que cobre todo o território nacional. Atualmente, o Rio é a segunda praça de vendas, com o maior número de lojas da empresa — dez unidades. Por causa disso, foi a primeira localidade a receber o novo conceito de filiais, que oferecem espaços exclusivos para crianças e jovens. Até o fim do ano, mais duas unidades serão abertas na cidade.

Hotel

 (Acervo Belmond Copacabana Palace/Divulgação)

1º COPACABANA PALACE (25,8%)

2º sheraton (10,1%)

3º windsor (9,8%)

A pedido do presidente Epitácio Pessoa, o empresário Octávio Guinle concretizou um sonho: erguer um empreendimento que pudesse abrigar hóspedes em frente ao mar. Hotel-símbolo do Rio, o Belmond Copacabana Palace completa 95 anos como um destino conhecido e desejado internacionalmente. Foi ali que Walt Disney teve a inspiração para criar o personagem Zé Carioca. “O Copa combina o melhor da hotelaria com história e a beleza única da cidade. Como um oásis, está sempre aberto para quem se hospeda ou deseja desfrutar os nossos restaurantes”, afirma Andréa Natal, gerente-geral do hotel, tombado pelo patrimônio histórico em 1989 e onde um pernoite pode custar de 1 095 a 16 800 reais.

Joalheria

1º H.STERN (23,7%)

2º Montecarlo (21,4%)

3º vivara (13,5%)

Uma coleção inspirada na arquitetura e no paisagismo do Rio é a grande aposta da H.Stern para 2018. “Será uma surpresa e valorizará o espírito carioca”, anuncia Christian Hallot, o embaixador da marca. A homenagem é só mais um exemplo do caso de amor correspondido entre a cidade e a joalheria fundada pelo alemão Hans Stern na Rua Gonçalves Dias, em 1945. Sete décadas depois, a empresa tem 120 lojas em mais de trinta cidades ao redor do mundo, que vendem peças montadas por seus 300 artesãos em São Paulo e aqui mesmo, com a bênção do sol e da brisa do Atlântico.

Banco

1º ITAÚ (35,2%)

2º Bradesco (18,3%)

3º Banco do Brasil (15,3%)

Demonstrações efetivas de forte ligação da instituição com a cidade pesaram no resultado. O campeão tem sua imagem associada a iniciativas vistosas, entre elas o projeto Bike Rio — serviço que, recentemente, ganhou 700 bicicletas e setenta estações de compartilhamento abastecidas com energia solar — e o Rock in Rio. Na última edição do festival, o banco abriu o palco para a estrela Pabllo Vittar. “Quando investimos em um evento de cultura, de esporte, de educação ou de mobilidade urbana, estamos contribuindo para a sociedade e estimulando o poder de transformação das pessoas”, afirma Fernando Chacon, diretor executivo de marketing do Itaú, que tem 280 agências na capital.

Loja de móveis e decoração

1º TOK&STOK (38,8%)

2º Etna (15,5%)

3º Imaginarium (10,6%)

Com o propósito de alinhar o toque criativo do design arrojado (tok) à disponibilidade de estoque (stok), a Tok&Stok nasceu em São Paulo, em 1979, e um ano depois chegou ao Rio, instalando-se na Barra da Tijuca. Foi uma das primeiras lojas de departamento de móveis da cidade, o que fazia com que muita gente saísse de outros bairros para fazer ali compras para a casa. Hoje, a empresa conta com 54 unidades no Brasil, quatro delas no Rio. Com um time de designers exclusivos, os pontos fortes da marca são as linhas de móveis e adereços assinados especialmente para a firma. A cada dia, oito produtos próprios são lançados, contabilizando uma coleção de mais de 12 000 itens.

Loja de roupas masculinas

 (João Paulo Oberlander/Divulgação)

1º RESERVA (15,3%)

2º Hering (11,3%)

3º Aviator (11,1%)

Camisetas estampadas com frases irreverentes, garotos-­propaganda nada convencionais, como Lobão e Léo Jaime, e lojas que funcionam como local de encontro e que já foram ponto de despedidas de solteiro a pedidos de casamento. Esse é o conceito de moda masculina da carioca Reserva, que se rotula como uma marca de comunicação, e não só como uma grife. “As roupas são só a maneira como isso acontece”, diz Rony Meisler, dono da empresa, que tem a silhueta de um pica-pau como logo e, desde 2008, já soma catorze lojas na cidade do Rio, seis delas na Zona Sul.

Loja de eletrodomésticos

1º LOJAS AMERICANAS (31,4%)

2º Fast Shop (20,3%)

3º Casas Bahia (13,6%)

Desde 1930, a Rua do Ouvidor tem como uma de suas referências a Americanas do número 175, sede histórica da loja de departamentos na cidade. Um ano antes, a primeira unidade havia sido criada em Niterói com a proposta de reunir uma larga gama de produtos em um único estabelecimento. A fórmula deu tão certo que hoje são 116 filiais no Rio, 28 inauguradas nos dois últimos anos, com mais de 60 000 itens à venda.

Loja de cosméticos

1º O BOTICÁRIO (30,2%)

2º Natura (13,9%)

3º M.A.C (10,7%)

Em dezembro de 2017, O Boticário escolheu o BarraShopping para estrear um novo formato de loja. No lugar das tradicionais prateleiras iluminadas, inaugurou uma unidade com jeito de laboratório chique, com painéis interativos de LED. A escolha do Rio para receber a novidade se deu em função da relevância da cidade e do interesse de seus moradores por inovações. A rede conta com noventa unidades no estado.

Loja de calçados

1º ADIDAS (16%)

2º Mr Cat(15%)

3º Nike (13,1%)

A Adidas pode até ter nascido na Alemanha, mas ninguém pode negar que ela tem tudo a ver com o espírito despojado dos cariocas. Atenta às tendências e referências do Rio, a patrocinadora do Flamengo se vale de parcerias com grifes locais, como a Farm. “O resultado da pesquisa mostra que estamos correspondendo à expectativa do nosso público carioca”, conta Bruno Almeida, gerente de comunicação da marca.

Loja de roupas femininas

1º C&A (16,4%)

2º Riachuelo (12,3%)

3º Forever 21 (12%)

A paixão das cariocas pelas lojas no estilo magazine é antiga. A primeira delas foi aberta em 1848, batizada de Notre Dame de Paris. Daí em diante, o modelo de varejo reinou na cidade e explica em parte a escolha da holandesa C&A como loja de roupas preferida das cariocas. Com 41 pontos de venda no estado, tem dezessete lojas na capital e a cantora Anitta como garota-propaganda.

Aparelho celular

 (Samsung/Divulgação)

1º SAMSUNG (34,6%)

2º Apple (25,3%)

3º Motorola (21,9%)

Só no Estado do Rio existem 20 856 384 conexões de celulares ativos, segundo dados de janeiro deste ano obtidos pela consultoria especializada Teleco. Considerando-se que somos 16 635 996 habitantes, de acordo com as projeções do IBGE, existe aproximadamente 1,2 celular para cada cidadão fluminense. Nesse cenário, o modelo de smartphone com sistema operacional Android reina soberano, daí a paixão dos cariocas pela coreana Samsung, a grande rival da Apple no ramo. Com 41 lojas no Rio, a asiática leva muito a sério esse interesse.

Curso de idiomas

1º CULTURA INGLESA (30,3%)

2º CCAA (22,6%)

3º Wise up (11,1%)

Óculos 3D, hologramas e outras tecnologias de última geração vão fazer parte do cotidiano dos mais de 25 000 alunos espalhados pelas trinta unidades cariocas do curso de idiomas vencedor. Fundada em 1934, a Cultura Inglesa fechou recentemente uma parceria com a plataforma Google for Education e passou por um processo de modernização, no qual investiu 50 milhões de reais em diversos projetos. “O novo modelo de unidade integra ambientes diferenciados ao conteúdo pedagógico, promovendo o ensino por meio de experiências e desenvolvendo habilidades de colaboração, comunicação, criatividade e senso crítico”, conta a CEO Marina Fontoura.

Salão de cabeleireiro

1º WERNER (24,4%)
2º Walter’s (11,7%)
3º Celso Kamura (6,4%)

Há 25 anos, quando Rudi Werner apostou no Rio e fundou a rede que leva seu sobrenome, seu desejo era que todas as suas lojas tivessem o mesmo padrão de qualidade. Por isso, desde 2000, a Academia Werner funciona em Copacabana como um centro de treinamento e capacitação para os cerca de 2 500 empregados e colaboradores dos seus 37 salões de beleza na capital fluminense (quinze deles na Zona Sul). “No passado, os profissionais não tinham domínio sobre os fundamentos básicos. Nossos cabeleireiros são treinados para cortar da mesma forma”, afirma o gaúcho.

Companhia aérea

1º GOL (24,1%)

2º Azul (17,4%)

3º TAM (16,7%)

Líder de passageiros no mercado doméstico e na ponte aérea Rio-São Paulo, com 42 voos diários entre Santos Dumont e Congonhas, a Gol também é a companhia aérea mais pontual do Brasil. Com rotas próprias na América do Sul, tem parcerias com a Delta (Estados Unidos), Air France (França) e KLM (Países Baixos), o que amplia a oferta de conexões para o exterior. Criada há dezessete anos, no modelo low cost, a empresa é hoje uma das maiores linhas aéreas do gênero e a de melhor tarifa da América Latina. Somando as 6 517 frequências mensais com destino e origem na cidade, oferece mais de 1 milhão de assentos para o Rio no período.

Concessionária de automóveis

1º RIO TÓKIO (14,1%)

2º Azzura (12,3%)

3º Abolição (10,1%)

O HR-V é um dos cinco carros mais vendidos no Estado do Rio em 2018. Com 140 cavalos de potência, o SUV, que não sai por menos de 80 000 reais, virou o sonho de consumo de muitos cariocas e a principal vedete da Rio Tókio. A rede de concessionárias tem um cardápio de automóveis composto apenas de modelos Honda e é a favorita da cidade na hora de escolher um veículo novo. Fundada por Elias do Nascimento, em 1997, a empresa tornou-se uma das maiores revendedoras da marca japonesa na América Latina e conta com duas lojas, em Botafogo e no Recreio.

Pet shop

1º PETZ (50,3%)

2º Patas e Penas (14,2%)

3º Cobasi (12,2%)

Um detalhe curioso chama a atenção dos clientes: todos os funcionários levam no crachá, ao lado do nome, uma foto dos seus animais de estimação. “O amor pelos bichos é um fator imprescindível na hora da contratação, mais ainda do que os conhecimentos no ramo. Técnica a gente consegue ensinar, carinho não”, resume o presidente do grupo, Sergio Zimerman. Nascida em 2002 na cidade de São Paulo com o nome de Pet Center Marginal, a empresa foi rebatizada assim que chegou ao Rio para agradar à clientela carioca. Atualmente há cinco megastores instaladas na cidade e arredores — três na Barra, uma no Maracanã e a quinta em São Gonçalo.

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