Ferramenta permite doação de parte dos gastos em compras on-line

No ar há onze meses, programa tem mais de 1 000 lojas e 5 000 usuários cadastrados

 (Felipe Fittipaldi/Veja Rio)

Como se sabe, os avanços da tecnologia beneficiam tanto atrocidades e estultices quanto iniciativas do bem. Pertence a essa última lista a ferramenta on-line Welight, que permite repassar parte do dinheiro das vendas em lojas virtuais a ONGs. O funcionamento é simples: o usuário se cadastra no site http://www.welight.co, baixa um plugin e, a partir daí, sempre que comprar em um estabelecimento parceiro, poderá transferir uma parcela do valor pago às organizações cadastradas. “Na verdade, é a loja que faz a doação. Ou seja, o processo não onera o consumidor em mais nada”, explica Ian Lazoski, um dos fundadores do Instituto Welight de Inovação Socioambiental e responsável pela iniciativa. No ar há onze meses, o programa ainda está funcionando na versão de teste, mas, mesmo assim, mais de 1 000 lojas no mundo já aderiram à ideia e 5 000 usuários se cadastraram.

As doações são esquematizadas da seguinte forma: cada compra (não importa o valor) vale 1 ponto e o usuário escolhe uma ONG para a qual a sua pontuação será repassada. A loja onde foi feita a compra, então, efetua a doação de um porcentual, de 0,5% a 15%, do valor total da fatura. Dessa quantia, 10% ficam com o Welight, para que a organização reinvista em projetos sociais, 45% vão para a ONG escolhida e os outros 45% são divididos entre as demais organizações cadastradas. “Depois de distribuir seus pontos, o usuário recebe por e-mail um relatório sobre a operação”, afirma Lazoski. Entre as instituições apoiadas estão a Saúde Criança, a Amparo Animal e o Observatório de Favelas. Todas as instituições foram selecionadas com base em critérios como grau de impacto, credibilidade e criatividade. “Foi a forma que encontrei de fazer com que as pessoas sentissem a energia incrível que vem de ajudar as pessoas. É viciante, um alimento para a alma”, garante Lazoski, ativista social desde a adolescência. “Eu plantava horta comunitária, visitava hospitais. Sempre criei soluções para empresas e pessoas. Um dia, resolvi aliar o trabalho com o meu propósito, e assim espero atingir cada vez mais gente”, sonha o empreendedor, de 31 anos.

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