Christine Rousseau distribui livros a pacientes do Into

Como voluntária da unidade, em São Cristóvão, ela acumula mais de 1 200 horas de serviços prestados nos últimos dez anos

Há quarenta anos, a francesa Christine Rousseau esteve no Rio pela primeira vez, mas não gostou muito. Anos depois, no entanto, sentindo que precisava dar uma segunda chance à cidade, retornou e, há doze anos, resolveu se instalar por aqui de vez. Mais: ela achou que devia fazer algo pelos cariocas e se apresentou ao grupo de voluntariado do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), em São Cristóvão, onde acumula mais de 1 200 horas de serviços prestados nos últimos dez anos. “Sempre tive preocupação social, e escolhi o hospital por já ter familiaridade com o ambiente”, explica Christine, que é assistente social e enfermeira aposentada. Aos 70 anos, moradora de Niterói, a francesa bate ponto no Into toda terça, a partir das 8 e meia, chova ou faça sol. Durante uma hora, ela passa pelos quartos dos pacientes com o Carrinho de Leitura. Trata-se de uma espécie de biblioteca ambulante, abastecida com cerca de setenta publicações. “Tem bastante coisa. Há revistas, palavras cruzadas, álbuns para colorir e livros de temas variados, como autoajuda, romance e aventura”, detalha Christine, que acredita no poder da leitura para ajudar os enfermos na sua recuperação. “Ao lerem algumas histórias, como as de superação, eles ganham coragem para lutar contra o problema, além de se distrair do ambiente hospitalar”, explica.

“A leitura ajuda na recuperação porque distrai o paciente do ambiente hospitalar”

Os livros são doados à instituição por editoras e pelo público em geral, mas cabe à voluntária organizar tudo antes de fazer a ronda. De quarto em quarto, ela exibe o material, dividido por seções, e deixa que o paciente escolha o que quiser. “É muito bom ter esse contato individual com eles e ver que, a partir disso, muitos começam a ler com rotina e outros desenvolvem o lado artístico por causa dos álbuns para colorir”, conta Christine, que mantém contato com alguns pacientes mesmo depois da alta. “Teve uma mocinha, por exemplo, que ficou tetraplégica e até hoje vou visitá-la para levar maquiagem, esmaltes… Essas coisas de menina”, destaca a também professora de francês.

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