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Dez perguntas para…

...Wolf Maya, diretor e ator

Por Rafael Teixeira Atualizado em 5 dez 2016, 14h48 - Publicado em 3 abr 2013, 21h42

1- O que o motivou a dirigir As Mulheres de Grey Gardens, em cartaz desde o dia 15 na Sala Baden Powell, em Copacabana?

É um drama familiar, mas contado em forma de musical. Apesar de ser uma montagem da Broadway, eu quis imprimir uma marca, especialmente no segundo ato, que ficou, digamos, mais expressionista.

2- Sua relação com musicais é antiga. Como vê esse mercado hoje?

É impressionante como há uma geração especializada nisso no Brasil. Ficou mais fácil fazer musicais.

3- Como lida com a solidão, que é um dos temas da peça?

Tenho família, filhos. Portanto, isso não é algo que me aflija particularmente. Mas acho que o artista, de forma geral, tem mais facilidade de viver sozinho, porque está sempre na companhia do seu universo criativo.

4- A vaidade é outra questão em jogo no espetáculo. Considera-se vaidoso?

Não, pelo contrário, até gostaria de ser mais. A vaidade é um pecadilho adorável. Mas eu entendo e até perdoo, desde que seja um orgulho de alguma coisa real, de um talento. O terrível da nossa época é a vaidade em cima do nada, da estética, da juventude.

5- O teatro onde a peça está em cartaz foi um dos recentemente fechados pela prefeitura, depois da tragédia em Santa Maria. Como analisa esse episódio?

É uma situação delicada, porque é preciso que as condições de segurança estejam absolutamente perfeitas. Nós mesmos tivemos de nos desdobrar. Houve inclusive um investimento pessoal do produtor. Eu não diria que foi uma arbitrariedade, mas o tempo de fato foi curto.

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6- Sua escola de atores, que já existe há dez anos em São Paulo, finalmente vai abrir aqui. Por que demorou tanto?

Inauguro no dia 1º de abril. Comecei lá por questões logísticas que tornaram tudo mais fácil. Além disso, eu preferi começar mais afastado dessa linha de produção imediata da televisão, que é forte no Rio.

7-Em uma cidade que já tem instituições como O Tablado e a Casa de Artes de Laranjeiras, o que a sua escola traz de novo?

Eu sou cria do Tablado, que sempre teve esse papel de formação inicial para o ator. A CAL é uma escola que amplia esse universo, focado no teatro. Já a minha seria uma fase de especialização. Acho que ela dá mais oportunidade de prática.

8- O que pode dizer sobre o teatro que planeja abrir no Rio, junto à escola?

Será uma casa aberta ao público, e não apenas para atividades dos alunos. Além disso, será maior que o teatro que tenho em São Paulo. Terá 400 lugares, e abriremos até o fim do ano.

9- Foram divulgadas notícias de desentendimentos seus com Walcyr Carrasco, autor da próxima novela das 9, Amor à Vida, que terá sua direção. É verdade?

As pessoas adoram inventar. Eu disse para o Walcyr que a gente tem de tirar uma foto se beijando na boca e divulgar para a imprensa, tantas são as brigas que criam entre nós dois. Na verdade, somos muito amigos. Temos um relacionamento muito tranquilo.

10- De onde vem a sua fama de festeiro?

Eu gosto de festejar. Desde que nasci, a minha família celebra bastante ocasiões como aniversários, casamentos. Como muitos parentes tocam piano, qualquer encontro familiar vira um autêntico sarau. Herdei isso, criei meus filhos assim. Como tenho uma casa grande, faço essas reuniões sempre que posso. Há muita gente que diz que adoraria ir, mas são momentos de intimidade entre amigos.

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