A quantia doada por Walter Salles à campanha de neto de Rubens Paiva
O cineasta, vencedor do Oscar por Ainda Estou Aqui, aparece entre os principais financiadores da disputa eleitoral do parente do casal retratado no longa
Diretor de Ainda Estou Aqui, filme vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, Walter Salles doou R$ 100 mil para a campanha de Chico Rubens Paiva (PSB-RJ), candidato a deputado federal. O valor representa cerca de um terço de tudo o que o neto de Rubens e Eunice Paiva havia recebido em doações declaradas até esta terça (25), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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A contribuição de Salles não foi destinada apenas a Chico. O cineasta também repassou R$ 100 mil para a campanha da ex-deputada federal Manuela D’Ávila (PSOL-RS), que concorre ao Senado. Outros R$ 50 mil foram para Vilma Reis (PT-BA) e R$ 50 mil para Abidan Henrique (PSB-SP), ambos candidatos a deputado estadual.
O apoio financeiro a Chico não é novidade. Na primeira eleição disputada pelo candidato, em 2020, Salles contribuiu com R$ 25 mil. Na ocasião, foi a maior doação feita por uma pessoa física à campanha. Chico Rubens Paiva também conta com o apoio financeiro de familiares. Até agora, as contribuições feitas por parentes somam R$ 210,2 mil.
A maior delas veio do escritor Marcelo Rubens Paiva, tio de Chico e autor do livro Ainda Estou Aqui, que serviu de inspiração para o longa dirigido por Salles. Ele doou R$ 100 mil para a campanha. A mãe do candidato, Vera Paiva, professora de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e filha mais velha de Rubens e Eunice, contribuiu com R$ 54 mil. Já o pai de Chico, George Avelino Filho, doou R$ 56,2 mil.
A trajetória da família Paiva ganhou ainda mais repercussão com o sucesso do filme Ainda Estou Aqui. A produção narra a história de Eunice Paiva, que passou a atuar na defesa dos direitos humanos depois que o marido, o ex-deputado Rubens Paiva, foi preso e desapareceu durante a ditadura militar, em janeiro de 1971.
A morte de Rubens Paiva só foi oficialmente reconhecida pelo Estado brasileiro em 1996. A história de Eunice e dos filhos, entre eles Marcelo e Vera, é o centro da produção que levou o cinema brasileiro ao Oscar.





