Como visitar os jardins do Palácio Guanabara, em Laranjeiras

Aberta à visitação pública pelo Governo do Estado, área de paisagismo terá acesso agendado previamente, nos fins de semana e feriados

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 nov 2026, 12h12 | Atualizado em 6 nov 2026, 12h46
Alameda de palmeiras imperiais altas e verdes em um jardim botânico, com uma fonte central jorrando água e estátuas ao redor. O céu é azul com poucas nuvens, e a vegetação densa forma um cenário exuberante
Os jardins do Palácio: acesso gratuito será realizado mediante inscrição prévia, com visitas aos sábados, domingos e feriados (./Divulgação)
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Os jardins do Palácio Guanabara, em Laranjeiras, serão abertos ao público neste sábado (7).  A partir desta data, a visitação ocorrerá sempre aos sábados, domingos e feriados. A iniciativa do Governo do Estado tem o objetivo de  ampliar o acesso da população e turistas a um dos mais importantes patrimônios históricos e culturais fluminenses.

O passeio permitirá conhecer uma área que guarda parte da história da monarquia brasileira e reúne elementos de destaque do paisagismo e da arte ornamental. A visita será livre, sem roteiro obrigatório ou acompanhamento de guia, e ficará restrita aos jardins, respeitando os limites de circulação estabelecidos para a preservação do patrimônio e a segurança do local.

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Um patrimônio marcado pela história

Construído em 1853 como residência particular, o imóvel foi adquirido pela família imperial em 1864 e reformado para receber a Princesa Isabel e seu marido, o Conde d’Eu. A partir de então, passou a ser conhecido como Paço Isabel.

Na época, o casal promoveu intervenções nos jardins, com o plantio de espécies vegetais exóticas e a criação de uma dupla fileira de palmeiras imperiais ao longo da Rua Paissandu, que ligava a residência à antiga região da Praia do Flamengo.

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Em 1890, o imóvel foi incorporado ao patrimônio da União e recebeu o nome de Palácio Guanabara. Ao longo de sua trajetória, abrigou diferentes instituições e funções públicas, incluindo instalações militares e residências oficiais de presidentes da República. Desde 1960, é sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

O projeto paisagístico dos jardins é atribuído ao francês Paul Villon, no início do século XX. O conjunto reúne canteiros de traçado geométrico, gramados e flores, combinando referências do paisagismo francês a elementos de uma concepção romântica adaptada ao contexto brasileiro.

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Um dos destaques é o chafariz de Netuno, composto pela estátua do deus romano dos mares, representado com um tridente e cercado por crianças montadas em delfins. A obra é atribuída ao escultor francês Gabriel Dubray e foi produzida pela Fundição Val d’Osne, referência na fabricação de elementos artísticos em ferro fundido no século XIX.

O espaço também abriga vasos ornamentais de terracota decorados com cenas da mitologia de Baco e quatro esculturas que representam as estações do ano. Esses elementos foram incorporados ao conjunto durante a reforma realizada em 1920, reforçando as referências clássicas presentes na composição dos jardins.

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Palmeiras imperiais e espécies exóticas

As palmeiras imperiais são marcas da paisagem dos jardins do Palácio Guanabara e da tradição paisagística brasileira. Nos séculos XIX e início do XX, essas árvores eram frequentemente utilizadas na ornamentação de residências e espaços associados ao poder político e econômico, tornando-se símbolos de prestígio e proximidade com a monarquia.

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A área verde também reúne espécies frutíferas exóticas de diferentes regiões do mundo, como mangueiras, jambeiros e jaqueiras. A diversidade vegetal ajuda a contar a história dos hábitos e das influências paisagísticas de diferentes épocas.

O acesso poderá ser suspenso por agenda oficial, visita de autoridades, operações de segurança, condições meteorológicas adversas, manutenção, emergência ou necessidade de preservação do espaço. Não será permitida a entrada de animais de estimação, exceto cães-guia.

Também ficam proibidos o ingresso com armas, bebidas alcoólicas, drogas, produtos inflamáveis, equipamentos de som, drones sem autorização, objetos recreativos, mesas, cadeiras, cavaletes, garrafas de vidro, bandeiras, mastros e galhardetes.

Não serão permitidos fumar, coletar plantas, escalar árvores, monumentos ou estruturas ornamentais, praticar comércio ambulante, realizar manifestações políticas ou circular com trajes de banho ou sem camisa.

As visitas serão realizadas das 10h às 16h, em três turnos de duas horas, sendo eles das 10h às 12h, das 12h às 14h e das 14h às 16h, com capacidade para até 25 pessoas por período, totalizando 75 visitantes por dia. O acesso será gratuito, mediante inscrição prévia pelo site da iniciativa.

 

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