Por que Veronica Costa, a mãe loira do funk, está foragida da Justiça

A empresária e ex-vereadora é condenada por torturar o ex-marido Márcio Costa

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 set 2026, 12h15 | Atualizado em 24 set 2026, 14h52
Mulher loira de cabelos longos, vestindo blusa preta, discursando em um púlpito com dois microfones e gesticulando com a mão direita, em um ambiente com parede bege
Veronica Costa: ela foi condenada junto ao padrasto, dois irmãos e um cunhado (./Reprodução)
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A Justiça do Rio determinou a prisão da empresária e ex-vereadora Veronica Costa (PL), conhecida como Mãe Loira do Funk, condenada por torturar o ex-marido Márcio Costa.

A ordem é da juíza Daniele Lima Pires Barbosa, da 16ª Vara Criminal, e saiu depois que o processo transitou em julgado, ou seja, não cabem mais recursos.

Nesta quarta (23), a Polícia Civil foi até a casa de Veronica, na Barra da Tijuca, para cumprir o mandado, mas não a encontrou. Agora, ela é considerada foragida.

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O caso veio à tona em fevereiro de 2011, quando Márcio denunciou as agressões.

No depoimento, contou que foi amordaçado e amarrado na cama do próprio quarto, e a sessão de tortura teria durado 20 horas.

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Márcio Costa disse ainda que parentes da empresária jogaram spray inseticida em seu rosto e derramaram gasolina pelo corpo dele, ameaçando queimá-lo vivo.

A primeira condenação saiu em 2019 e, quatro anos mais tarde, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio aumentou a pena para 10 anos e 8 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, após recurso do Ministério Público.

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A sentença inicial era de 5 anos e 10 meses e os desembargadores também mantiveram a perda do mandato de vereadora, conforme decisão proferida pela 16ª Vara Criminal em 2019.

Na mesma decisão, quatro parentes de Veronica tiveram as penas ampliadas: o irmão Bruno Chaves Ribeiro foi condenado a 10 anos e 8 meses; a irmã Tatiane Chaves Ribeiro, o marido dela, Bruno Marcelo Bahia Marques, e o padrasto Sebastião de Oliveira Evangelista receberam 10 anos cada.

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Todos deveriam cumprir pena em regime fechado, mas ninguém está preso. Os recursos das defesas foram rejeitados.

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