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Uber pede que Paes vete projeto que impede funcionamento do app

De acordo com representantes do aplicativo, aprovação do texto pela Câmara demonstrou descaso com processo democrático

Por Redação Veja Rio - Atualizado em 5 dez 2016, 11h57 - Publicado em 31 ago 2015, 17h02

Os representantes do Uber divulgaram nesta segunda (31) uma carta aberta à cidade do Rio de Janeiro. No documento, eles pedem ao prefeito Eduardo Paes que vete o projeto de lei 122/15, que pode impedir o funcionamento do aplicativo no município.

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O projeto foi aprovado em segundo turno na Câmara Municipal na última terça (25). De acordo com o Uber, a aprovação do projeto pelos vereadores demonstrou descaso com o processo democrático. A carta ainda cita a petição online “Não reprimam o Uber no Rio de Janeiro!“, que foi criada há 1 mês e já conta com mais de 8.500 assinaturas.

Veja a seguir o texto completo divulgado pelos representantes do aplicativo:

Carta aberta à cidade do Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro passa por um esforço de modernização que levará a cidade anfitriã das Olimpíadas 2016 para o futuro. Mas os vereadores da cidade parecem caminhar em sentido oposto. No dia 25 de agosto, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou o Projeto de Lei 122/15, que com as modificações propostas pelo vereador Jorge Felippe, em essência, impede que a inovação seja aplicada a melhorias na mobilidade urbana do Rio. Agora, é do Prefeito o privilégio de abrir novamente o caminho para a inovação. Tudo isso começa com um gesto simples – ouvir a sociedade.

O Projeto que foi aprovado pelos vereadores (com exceção do vereador Jefferson Moura) privilegia uma categoria, colocando em segundo plano a população. Mais do que o resultado da votação, o modo de operar dos vereadores demonstrou descaso com o processo democrático. Tudo foi aprovado em sete dias, de maneira isolada, ignorando inúmeros pedidos de debate e a vontade da população, demonstrada, por exemplo, em uma petição com mais de 8.5 mil assinaturas.

A aprovação do Projeto, no entanto, serve para mostrar como a participação democrática da sociedade é imprescindível para definir os rumos da cidade. A representação política deve ser feita pensando no bem-estar coletivo ou em nome de interesses determinados? Qual é o Rio de Janeiro que queremos; o dos velhos sistemas ou o das novas soluções? Qual a mensagem que escolhemos mandar ao resto do mundo, que assiste atento os preparativos para as Olimpíadas do ano que vem?

O Projeto depende de decisão do Prefeito Paes. Temos apenas um pedido: para que ele não permita que a tecnologia e a inovação sejam banidas do Rio de Janeiro, como fez a Câmara Municipal, sem antes ouvir a sociedade.

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