Turista morre ao tentar recuperar celular roubado na Pedra do Sal

Segundo a Polícia Civil, Carlos pulou em cima do capô do carro dos assaltantes e caiu quando o veículo acelerou

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 out 2026, 16h27 | Atualizado em 1 out 2026, 16h37
Turista morrcelular roubado Pedra do Sal
Abordagem amistosa: suspeito em caso investigado como latrocínio revela que grupo tinha estratégia para interagir com as vítimas (./Divulgação)
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Um turista mexicano morreu ao tentar resgatar celular roubado na região da Pedra do Sal, na Lapa, na última terça (29). O homem foi identificado como Carlos Hernandes Ortiz.

De acordo com a Polícia Civil, ele pulou em cima do capô do carro usado pelos assaltantes e caiu quando o veículo acelerou, o que teria feito com que ele batesse a cabeça no chão e não resistisse.

O caso é investigado como latrocínio — tipo de crime em que há roubo seguido de morte — pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

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Por volta das 2h, três homens foram ao local onde o crime ocorreu. A polícia afirma que dois deles desceram de um carro, perto da Praça Mauá, e abordaram três vítimas que aparentavam estar embriagadas.

O motorista do veículo, Guilherme do Nascimento Pinto, foi preso em flagrante. Em seu depoimento, o suspeito revelou que o grupo tinha a estratégia de abordar as vítimas de forma amistosa para, depois, roubar seus pertences.

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Uma câmera de segurança da Polícia Federal flagrou essa dinâmica. No vídeo, é possível ver o momento em que eles abraçam Carlos.

Após o roubo dos celulares, Carlos teria subido no capô do carro que acelerou e acabou o derrubando. Ele teria sido levado ao Hospital Souza Aguiar, mas não resistiu.

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Por volta das 5h, os suspeitos foram abordados pela Polícia Federal, mas dois deles conseguiram escapar.

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O motorista confessou esse crime e outros em que participou, cerca de cinco ou seis roubos semelhantes. Além disso, ele afirmou que recebia aproximadamente R$500 por cada ação.

Ainda segundo o depoimento, o grupo chegava a roubar em torno de oito ou nove celulares por dia.

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A Polícia Civil pediu à Justiça que convertesse a prisão em flagrante em preventiva.

O caso foi noticiado pelo G1.

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