Túnel duplo na Serra de Petrópolis pode reduzir tempo de viagem em dezessete minutos

A mudança, proposta pela Elovias à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), ainda diminuiria em 73% a área de vegetação retirada

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 out 2026, 13h36 | Atualizado em 12 out 2026, 15h17
Túnel duplo Serra Petrópolis reduzir tempo viagem dezessete minutos
Alteração no projeto: a Elovias propôs que o túnel de serviço previsto nas obras fosse transformado em uma nova pista de descida (Elovias/Divulgação)
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O projeto de modernização da Serra de Petrópolis, na BR-040, pode passar por uma mudança.  Em 1º de julho, a concessionária Elovias apresentou uma proposta para transformar o túnel de serviço que estava previsto nas obras em uma nova pista de descida da serra.

A alteração poderia reduzir em dezessete minutos o tempo de viagem de ida e volta em um trecho de 22 quilômetros, além de diminuir a área de vegetação que seria retirada em 73%.

Porém, a mudança ainda está em análise pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e, na última quinta (8), foi discutida em reunião do Conselho de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). 

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A ANTT ainda precisa verificar se as condições de segurança, a capacidade de tráfego e o desempenho ambiental são iguais ou superiores aos previstos no projeto original. A agência também analisará a segurança viária, a fluidez do trânsito, o conforto dos motoristas e o funcionamento dos túneis. A previsão é de que a avaliação e os estudos da agência sejam concluídos até abril de 2027.

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O planejamento atual inclui um túnel principal de 4,6 quilômetros e outro de serviço, com a mesma extensão, para a subida da Serra de Petrópolis. A descida teria correções no traçado e novos túneis em área próxima à Reserva Biológica do Tinguá, que protege parte da Mata Atlântica na região.

A Elovias propôs o aproveitamento do túnel de serviço para a circulação de veículos no sentido Rio de Janeiro. Assim, a rodovia teria um túnel para cada sentido, ligados por passagens de seguranças a cada 250 metros. A alteração permitiria manter o número de faixas previstas no licenciamento ambiental. No entanto, seria necessário verificar se os túneis teriam capacidade para atender à demanda por meio de estudos de tráfego.

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Em agosto, a área técnica da ANTT autorizou o prosseguimento da análise, contanto que fosse realizado um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA).

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Outro benefício da mudança seria a diminuição do tempo de viagem entre Xerém e Petrópolis, de 53 para 36 minutos,  o que representa uma redução estimada de 32%.  No entanto, esses números são preliminares e sua confirmação depende dos estudos técnicos.

A Elovias também argumenta que a alteração seria uma oportunidade para melhorar a separação entre o tráfego local e a circulação de veículos pesados, além de reduzir o número de acidentes.

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A concessionária prevê que a mudança permitiria evitar o desmatamento de aproximadamente 7,1 hectares de cobertura florestal, cerca de 73% da área de vegetação afetada pelo projeto original. De acordo com a empresa, a nova solução manteria as obras para fora da Reserva Biológica do Tinguá, o que reduziria a interferência na área. Porém, a ANTT e os órgãos ambientais ainda irão confirmar esses benefícios.

Durante reunião na Firjan, Guilherme Theo Sampaio, diretor-geral da ANTT, reforçou que a troca de concessionária — da Concer para a Elovias — não invalida o licenciamento ambiental: “A licença é vinculada ao projeto, não à titularidade da concessionária”. O diretor afirma que o documento já foi transferido, mas que a mudança ainda precisa ser autorizada. O novo traçado será avaliado em relação à compatibilidade com a Licença de Instalação nº 843/2011, que envolve o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A depender do resultado, a Elovias pode ser obrigada a apresentar estudos ambientais complementares.

Com 30 anos de duração, a concessão da BR-040 à Elovias começou em novembro de 2025. O plano de investimentos prevê R$ 8,8 bilhões ao longo do período e a modernização da Serra de Petrópolis é uma de suas principais obras.

As informações foram publicados pelo Diário do Rio.

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