Ao infinito e além: supertrilha interliga paisagens de 50 municípios fluminenses
Volta ao Rio tem 2.200 quilômetros, num traçado que une um anel para o Norte e outro para o Sul, conectando paisagens; percurso pode vir a ter 3500 quilômetros
Foram 127 dias, 2 200 quilômetros e mais de cinquenta municípios. Este é o balanço da aventura vivida pelo biólogo e andarilho profissional Luiz Aragão na Volta ao Rio, supertrilha recém-traçada no estado. Idealizado e gerido pela Rede Brasileira de Trilhas e por instituições parceiras, como ICMBio e Inea, o circuito interliga unidades de conservação federais, estaduais e municipais, conectando paisagens que variam dos frios campos de altitude da Região Serrana ao litoral da Costa Verde e da Região dos Lagos.
“Fiquei seis meses elaborando o percurso e planejando da viagem, , já que eu mesmo ia testar”, conta o voluntário, que foi chefe do Parque Nacional do Itatiaia. Ao percorrer o trajeto — que une um anel para o Norte e outro para o Sul, formando o símbolo do infinito —, Aragão não só andou, mas também pedalou por uma semana, entre Petrópolis e Visconde de Mauá, e remou três dias no Rio Paraíba do Sul.
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“O negócio está pronto para encantar os gringos”, afirma ele, que agora organiza informações recolhidas no caminho, como pontos de estalagem, lembrando que trilheiros estrangeiros adoram longos percursos: “Ainda podemos chegar a 3.500 quilômetros. E também dá para fazer trechos separadamente”. A expectativa é que a atração se consolide como o principal produto de turismo de natureza do estado. “Onde não tem trilha e presença de pessoas acontecem crimes como caça e desmatamento”, destaca.







