3 perguntas para Solange Almeida

Por Da Redação 8 Maio 2012, 16h40 | Atualizado em 5 dez 2016, 15h36
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Expoente do gênero conhecido como forró eletrônico, a banda cearense Aviões do Forró foi criada há dez anos. Desde então, vendeu mais de 3 milhões de discos, enfileirou hits de alcance nacional e arrebanhou multidões — na festa junina de Caruaru, Pernambuco, em 2010, ela tocou diante de cerca de 100 000 pessoas. Líder do grupo, ao lado de Xand Avião, a cantora Solange Almeida usa, na entrevista, palavras difíceis de encontrar nas letras de pérolas como Chupa que É de Uva. Com música na novela, Correndo Atrás de Mim, tema da personagem atirada de Isis Valverde em Avenida Brasil, da Rede Globo, o conjunto com nove músicos e oito bailarinas aterrissa no Rio para uma apresentação na terça (8), no Barra Music.

Sucesso tem fórmula? Nós criamos uma batida completamente diferente para o ritmo nordestino e por isso até somos acusados de fazer ?forró de plástico?. Mas não é verdade: nossa música é uma vertente do gênero. Introduzimos guitarras, batidas eletrônicas e fizemos o forró ficar muito mais suingado. Além disso, quebramos muitos paradigmas: por onde os Aviões passam, enchem casas de shows, seja em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul ou em Goiânia. Como o Calypso, fazemos parte dessa turma que se afirma como popular brasileira legítima, sem preconceitos, e que conseguiu quebrar as fronteiras da música regional.

Ai Se Eu Te Pego passou pelo repertório de outros artistas antes de estourar na voz de Michel Teló. Isso já aconteceu com vocês? Já. Nosso primeiro sucesso, Coração, já tinha sido gravado por mais de trinta artistas no Ceará, mas foi com a nossa interpretação que a música deslanchou. Foi a partir dela que despontamos definitivamente. Além disso, músicas nossas também ganharam versões, como Amor Covarde, regravada por Jorge e Matheus e Alexandre Pires.

A venda dos últimos discos dos Aviões do Forró caiu bastante. O que houve? Por causa da qualidade musical não é! Atribuo a queda à pirataria, e esse não é um problema exclusivo dos Aviões. Hoje o que fazemos é distribuir o disco nos shows gratuitamente, na maior boa vontade. Dessa forma, além de não estimularmos as cópias falsificadas, conseguimos manter o público ouvindo nossa música, e é isso que importa. O desafio é continuar fazendo apresentações e turnês, que se transformaram na nossa principal fonte de lucro.

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