Primeiro dia de Tolerância Zero na orla tem protesto de ambulantes

A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) abordou 88 ambulantes e apreendeu 108 bebidas e 136 alimentos ao longo da ação

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 jul 2026, 14h11 | Atualizado em 17 jul 2026, 14h14
Vista aérea da Praia de Copacabana, Rio de Janeiro, com mar azul-turquesa e ondas brancas. A faixa de areia clara está repleta de pessoas, guarda-sóis coloridos e barracas. Ao longo da orla, edifícios altos e uma avenida movimentada. Montanhas verdes e o Pão de Açúcar completam o cenário sob céu claro.
Tolerância Zero: novo plano da prefeitura e do governo busca combater o crime organizado na orla carioca. (Rafael Catarcione/Prefeitura do Rio de Janeiro)
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O primeiro dia da operação Tolerância Zero, lançada pela Prefeitura do Rio para reforçar a fiscalização na orla da Zona Sul, abordou 88 ambulantes e apreendeu 108 bebidas e 136 alimentos sem comprovação de procedência ou nota fiscal. O balanço foi divulgado pelo município, que também recolheu cinco triciclos, 11 carrocinhas e três veículos utilizados como depósitos irregulares.

Ao longo do dia, a presença ostensiva dos fiscais esvaziou o comércio ambulante em praias como Copacabana e causou um protesto de camelôs, que fecharam duas faixas da Avenida Atlântica no fim da tarde em defesa do direito de trabalhar.

O esquema de ordenamento começou ainda na madrugada, com a instalação de grades no caminho para a praia entre o Leme e o Leblon. Duplas de agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) controlaram os acessos à orla e a reter produtos sem procedência comprovada. O plano do município prevê o emprego de 160 agentes nas ruas 24 horas, e 69 pontos de monitoramento.

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lUm funcionário da Seop informou a’O Globo que três caminhões carregados de apreensões foram usados da madrugada até o fim da manhã. A maior concentração de agentes da Secretaria de Ordem Pública e da Guarda Municipal foi vista em Copacabana, onde, além dos que se instalaram nas esquinas das vias que chegam à orla, pelo menos dez viaturas pararam diante do Hotel Copacabana Palace, em uma espécie de base.

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Duplas de fiscais ocuparam os acessos à orla no Leblon e em Ipanema, nas esquinas das ruas Rita Ludolf, Bartolomeu Mitre, Afrânio de Melo Franco, Henrique Dumont e Gomes Carneiro. Veículos de patrulha trafegaram pela orla, e uma tenda foi instalada no Arpoador.

A manifestação de camelôs de ontem, que já havia acontecido na véspera, foi acompanhada por policiais militares e terminou de forma pacífica, com buzinaço diante do Copacabana Palace.

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