Como vai funcionar o teste de DNA gratuito na estação Carioca do Metrô

Ação faz parte da campanha Meu Pai Tem Nome, promovida pela Defensoria Pública, que também vai oferecer orientação jurídica aos participantes

Por Pedro Inácio Xavier 28 jul 2026, 17h13 | Atualizado em 28 jul 2026, 17h24
teste DNA gratuito estação Carioca metrô
Milhares de brasileiros: em 2025, 173.112 crianças foram registradas sem o nome do pai na certidão de nascimento, segundo o Portal da Transparência do Registro Civil (Ronaldo Jr/DPRJ/Divulgação)
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A campanha Meu Pai Tem Nome, da Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ), vai oferecer serviços gratuitos como exames de DNA, orientação jurídica e atendimento especializado para o reconhecimento de paternidade ou maternidade, por vínculo biológico ou socioafetivo.

Pela primeira vez, o MetrôRio recebe uma ação da iniciativa, que será realizada na estação Carioca/Centro nesta sexta (31)

Os atendimentos serão feitos por ordem de chegada no mezanino do Acesso B (Avenida Chile), das 9h às 15h, com inscrições via formulário no próprio local.

“Mais do que realizar um exame, o que a Defensoria pretende é acolher as pessoas e suas histórias, sabemos que por trás de cada atendimento existe expectativas, muitas dúvidas, emoções e uma longa espera por respostas”, reforça a Defensora Pública Larissa Davidovich.

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O exame de DNA é rápido e quase indolor. Os profissionais realizam a coleta por meio de uma pequena amostra de sangue retirada da ponta do dedo, sem necessidade de preparo prévio

Para participar, basta comparecer com os documentos necessários e, se for o caso, estar acompanhado da pessoa que também irá fazer o teste. 

Os interessados devem levar documento de identidade, CPF e comprovante de residência atualizado. Já o reconhecimento familiar exige Certidão de Nascimento ou Declaração de Nascido Vivo (DNV), quando não houver registro e, se aplicável, a Certidão de óbito do suposto pai ou da suposta mãe.

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Os resultados serão entregues no Dia D da campanha, em 15 de agosto, de 9h às 15h, no Portão 17 do Estádio São Januário, em São Cristóvão.

A iniciativa busca enfrentar uma realidade que afeta milhares de brasileiros. Segundo o Portal da Transparência do Registro Civil, em 2025, 173.112 crianças não tinham o nome do pai na certidão de nascimento, o que representa 6,9% dos nascimentos registrados no país. 

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No estado do Rio, foram 12.883 registros, o que equivale a 7,77% dos nascimentos, uma porcentagem superior à média nacional

A iniciativa é promovida pelo Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), que garante o acesso gratuito ao reconhecimento da filiação e assegura direitos como pensão alimentícia, herança, benefícios previdenciários, visualização do histórico de saúde familiar e o fortalecimento dos vínculos familiares. 

Ao longo dos próximos meses, a campanha vai percorrer diferentes locais do estado. As próximas etapas ainda serão divulgadas pela Defensoria Pública. 

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