O que está acontecendo com o tempo no Rio? Setembro acende o alerta
Mês pode ser o mais chuvoso dos últimos 30 anos. Previsão é de que precipitação só cesse a partir de sexta (18), mas umidade do ar mantém nebulosidade
O mês de setembro é o 4º mais chuvoso no Rio de Janeiro dos últimos 30 anos e, segundo dados do Centro de Operações do Rio (COR) divulgados pelo jornal O Globo, pode bater o recorde da série histórica se os índices pluviométricos se mantiverem até a véspera de outubro. Responsável pelo monitoramento da média mensal de chuvas do município desde 1996 por meio do Alerta Rio, o COR informa ainda que o período do mês em 2026, até o momento, se mantém atrás apenas de 2022, 2020 e 2005 quando o assunto é chuva. Dos 15 dias decorridos, em apenas dois (3 e 4 de setembro) não houve precipitações em solo carioca.
A passagem de frentes frias, o transporte de umidade do oceano para o continente e a atuação de áreas de instabilidade podem contribuir para episódios de chuva mais frequentes e intensos na cidade, embora a combinação e a intensidade desses fenômenos variem de um ano para o outro. O Centro de Operações Rio (COR) destaca ainda que setembro é um mês de transição entre o inverno e a primavera e, por isso, as condições são favoráveis para o atual cenário de chuvas na cidade.
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Para Cesar Soares, meteorologista da Climatempo, embora o volume de chuva registrado seja considerado atípico, ainda está dentro de uma variação possível para o período. “Tivemos outras condições atmosféricas que trouxeram muita chuva para a cidade, como os cavados meteorológicos. O fenômeno consiste em ondulações de vento que acabam arrastando áreas de instabilidade de outros lugares para a Região Metropolitana fluminense. O cavado ocasiona a concentração de chuva nesse local”, explica Soares.
O meteorologista acrescenta que, apesar do panorama global de aquecimento do planeta e das grandes alterações climáticas, o grande índice de precipitação não tem a ver com o El Niño, fenômeno que consiste no aquecimento anormal da superfície de trechos do Oceano Pacífico localizados próximos à Linha do Equador. “O que acontece no Sudeste, que inclui o Rio, está mais relacionado ao que ocorre no Atlântico do que no Pacífico. O El Niño provocaria temperaturas mais altas associada à irregularidade de chuvas e não é isso que estamos verificando”, constata o especialista.
De acordo com as previsões meteorológicas da Prefeitura do Rio, esta quarta (16) e a manhã de quinta (17) devem ser de chuva, devido ao transporte de umidade do oceano para o continente. A partir de sexta (18), não há previsão de grandes precipitações, mas a umidade trazida pelos ventos oceânicos ainda favorece a manutenção de bastante nebulosidade, com céu nublado.







