Suposto líder do CV ou PCC preso nos EUA não é reconhecido por autoridades

Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla foi preso pelo ICE após ser detido em uma abordagem de trânsito, da qual tentou fugir

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jun 2026, 10h58
Homem de barba e cabelo escuro, vestindo camisa laranja do Broncos, com expressão séria, e um policial de costas com colete escrito POLICE ICE
Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla: brasileiro é preso pelo ICE e pode ter ligação com facções criminosas (Redes sociais/Reprodução)
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O ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA) anunciou na segunda (15) a detenção de um ex-chefe das facções criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho. A prisão de Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, conhecido como Don ou Dom, no entanto, causou estranheza nas autoridades brasileiras.

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Segundo o departamento americano, ele foi capturado após uma perseguição na Carolina do Norte, no dia 5 de junho — data em que o país passou a classificar as organizações criminosas como terroristas.

Informações da polícia indicam que ele mantinha a própria esposa em cárcere privado enquanto se preparava para fugir para o México. Aquilla, que entrou ilegalmente nos Estados Unidos, tentou fugir de uma abordagem de trânsito, dando início a uma perseguição que terminou quando ele colidiu com outros carros parados. Em seguida, tentou fugir a pé, mas foi alcançado.

Uma busca no veículo resultou na apreensão de diversos telefones celulares, laptops, dinheiro e uma pistola calibre 9 milímetros.

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O mandado de prisão que embasou a Interpol é decorrente de uma condenação pelo crime de extorsão. Documentos consultados pela GloboNews mostram que a pena foi definida em nove anos e sete meses. Ele também é réu por dar um golpe em um hotel de luxo de Campos do Jordão.

Embora a polícia migratória americana tenha afirmado que Aquilla teria pertencido ao PCC e ao CV, fontes da Polícia Federal, dos Ministérios Públicos de São Paulo e do Rio de Janeiro, das polícias civis dos dois estados e dos serviços de inteligência afirmaram à emissora não reconhecer nenhuma ligação do investigado com as facções.

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